O ator, diretor e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. O artista estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, tratando um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.
Reconhecido como um dos pilares das artes cênicas brasileiras, Juca construiu uma carreira extensa e multifacetada, com forte presença no teatro, na televisão e no cinema. Ao longo de décadas, participou de dezenas de produções e também se destacou como autor e diretor, deixando uma marca profunda na cultura nacional.
Na televisão, ficou especialmente conhecido por personagens emblemáticos, como o geneticista Dr. Albieri, da novela O Clone, e João Gibão, de Saramandaia, papéis que ajudaram a consolidar sua popularidade junto ao grande público.
Mas foi no teatro que construiu a base de sua trajetória. Com mais de 60 peças no currículo, muitas delas protagonizadas por ele próprio, Juca era reconhecido pelo rigor artístico e pela escolha de personagens densos, frequentemente no centro das narrativas.
Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 1935, iniciou a carreira artística após abandonar o curso de Direito para se dedicar à dramaturgia — uma decisão que o levaria a se tornar um dos nomes mais respeitados do teatro brasileiro.
Além da atuação, também teve papel relevante na produção cultural e no pensamento artístico do país, sendo membro da Academia Paulista de Letras e mantendo, ao longo da vida, uma atuação marcada por posicionamento crítico e engajamento cultural.
A morte de Juca de Oliveira encerra uma trajetória de mais de sete décadas dedicadas às artes, deixando um legado que atravessa gerações e permanece como referência na dramaturgia brasileira.
(Com Agência Brasil e CNN)
Rubens
22 de março de 2026 4:52 amÉ uma pena que o falecimento de uma pessoa importante para a arte cênica brasileira seja tão desconsiderada. A imprensa dedicou mais tempo e pesar pra noticiar o falecimento de um ator americano.