5 de junho de 2026

EUA articulam acordo com Irã em meio à continuidade da guerra

Governo Trump quer preparar terreno para saída diplomática enquanto combates continuam; Irã exige cessar-fogo, garantias e compensações
Foto: @TheWhiteHouse - via fotospublicas.com

Após três semanas de guerra, o governo dos Estados Unidos começou a discutir de forma preliminar um possível caminho diplomático para encerrar o conflito com o Irã, embora ainda preveja a continuidade dos combates no curto prazo.

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Segundo fontes ouvidas pela agência Axios, a equipe de Trump já trabalha nos bastidores para estruturar um eventual acordo de paz, ao mesmo tempo em que avalia que o conflito pode se estender por mais duas a três semanas.

O próprio Trump chegou a indicar que considera uma “redução gradual” das operações militares, sem assumir compromisso imediato com um cessar-fogo.

As discussões envolvem figuras centrais da diplomacia informal do governo, como Jared Kushner (genro de Trump) e Steve Witkoff (enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio), que atuam na formulação de possíveis termos para negociação.

Entre os pontos considerados essenciais por Washington estão a reabertura do Estreito de Ormuz, restrições rigorosas ao programa nuclear iraniano e limitações ao desenvolvimento de mísseis balísticos, além da interrupção do apoio a grupos aliados na região, a suspensão do programa de mísseis por cinco anos, o fim do enriquecimento de urânio e a desativação de instalações nucleares estratégicas.

Embora autoridades americanas acreditem que a pressão militar recente possa forçar Teerã a negociar, representantes iranianos consideram as propostas duras.

O governo iraniano exige cessar-fogo imediato, garantias de que novos ataques não ocorrerão e compensações pelos danos causados. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, afirmou que a normalização no Estreito de Ormuz depende do fim das ofensivas por parte dos EUA e de Israel.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Carlos

    21 de março de 2026 5:14 pm

    Covardes que são os senhores da guerra, mais do que algum desejo de paz, creio que tal intenção esteja mais ligada às declarações abaixo:
    Exército do Irã ameaça perseguir autoridades de EUA e Israel até seus locais de férias.
    A mensagem partiu do porta-voz militar Abolfazl Shekarchi, sendo direcionada não apenas as autoridades superiores, mas tb a pilotos..
    (Ref. Carta Capital)

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    24 de março de 2026 8:42 am

    Existe uma semelhança muito grande entre a guerra que Donald Trump começou contra o Irã e a que Peter Thiel declarou contra o Vaticano. Nenhuma das dessas guerras com motivações religiosas atende aos interesses reais da população norte-americana. Os dois conflitos não podem ser vencidos: o Vaticano não se dará por vencido e tem uma longa história de perpetuar conflitos até o inimigo desaparecer, abandonar o campo de batalha ou desistir, o mesmo pode ser dito do Irã. Peter Thiel tem medo da capacidade do Vaticano de sabotar seus lucros e interesses empresariais pessoais. Donald Trump claramente foi incapaz de avaliar de maneira correta a capacidade do Irã de sabotar os lucros e os interesses econômicos tanto dos norte-americanos quanto dos europeus. Um faria melhor se tivesse ficado quieto, porque o silêncio é a mãe da inovação. O outro poderia ter evitado uma guerra estratégicamente perdida pelos EUA antes de começar. Os dois casos tem como pano de fundo o sionismo, pois o dono da Palantir é sionista e quer garantir e expandir seu poder. Israel claramente usa os EUA para garantir e expandir o poder regional do sionismo. A única diferença é que enquanto Peter Thiel compromete seus recursos pessoais na guerra, Donald Trump coloca em risco o bem estar de bilhões de pessoas tanto nos EUA quanto ao redor do mundo sem ter mandato para isso. Um dono de empresa pode ser diplomático, mas não é obrigado a recorrer à diplomacia. Um chefe de Estado tem obrigação de evitar conflitos utilizando diplomacia, mas Donald Trump age como se os EUA fosse uma empresa da família dele.

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