4 de junho de 2026

Crise nos EUA leva 215 mil pessoas a venderem sangue para complementar renda

Renda extra de até US$ 600 por mês é empregada para cobrir custos com gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa
Uma das preocupações é de que o sangue será o início da venda de mais órgãos do corpo humano e o acesso de empresas ao patrimônio genético brasileiro. Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Cerca de 215 mil norte-americanos vendem plasma para complementar renda, incluindo classe média e profissionais diversos.
Doadores recebem US$ 60 a US$ 70 por sessão, podendo doar até duas vezes por semana e ganhar até US$ 600 mensais.
Centros de doação aumentam em áreas ricas, reduzindo pedidos de empréstimos de curto prazo em jovens nos EUA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Enquanto o presidente dos Estados Unidos Donald Trump encabeça mais uma guerra sem sentido, a economia interna do país está negligenciada. É o que mostra uma reportagem do New York Times, que aponta que cerca de 215 mil norte-americanos venderam plasma sanguíneo para complementar renda.

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A prática atinge, além dos mais vulneráveis, até mesmo a classe média. Nos EUA, os doadores de sangue recebem pagamento pela venda do plasma, pelo qual recebem entre US$ 60 (R$ 314) e US$ 70 (R$ 366) por sessão.

A “renda extra” pode chegar até a US$ 600 (R$ 3,1 mil) por mês, uma vez que os cidadãos podem doar sangue até duas vezes por semana. Existe, ainda, uma bonificação extra para novos doadores e doadores frequentes.

De acordo com a reportagem, a população mais vulnerável adota tal prática para cobrir custos com gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa.

Tratam-se de profissionais de tecnologia que almejam comprar um imóvel, professores que buscam cobrir custos de saúde, enfermeiros que tentam cobrir despesas com creche e aposentados que precisam complementar a renda. Os entrevistados, aliás, relataram que nunca se imaginariam em tal situação.

Empréstimos

A reportagem aponta ainda que os centros de doação, historicamente instalados em áreas mais pobres, se expandiram. Desde 2021, mais de 100 unidades foram inauguradas em bairros de classe média, subúrbios e regiões mais ricas.

Assim, outro fenômeno foi constatado: a cada inauguração de um novo centro de doação, o volume de pedidos de empréstimos de curto prazo e juros altos de jovens cai quase 20% pelos três anos seguintes.

Conclui-se, portanto, que a venda de plasma funciona como alternativa emergencial de renda.

Os EUA são os maiores exportadores de plasma no mundo, respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado. A exportação para grandes empresas farmacêuticas rendeu US$ 6,2 bilhões apenas em 2024.

*Com informações do g1 e New York Times.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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3 Comentários
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  1. SOELIS TEIXEIRA DO PRADO MENDES

    23 de março de 2026 7:52 am

    Curiosa essa situação…e ainda tem brasileiro que acredita no “sonho americano”…

    Obs.: desculpem-me a “observação” que farei, mas gostaria de fazer uma correção de norma padrão: no 5o parágrafo há um probleminha: o verbo TRATAR é TI – transitivo Indireto – e como tal não “permite”, digamos assim, a voz passiva. “profissionais de tecnologia” é um complemento verbal – OI – e não um sujeito agente posposto ao verbo, e como se sabe, o verbo concorda com o sujeito, não com o complemento!

    Só queria ajudar, sem nenhuma ofensa!

    Bons dias,

  2. Rui Ribeiro

    23 de março de 2026 8:15 am

    É o Trump fazendo a América great again.

  3. Rui Ribeiro

    25 de março de 2026 8:49 am

    Pronominais
    (Oswald de Andrade)

    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido

    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso, camarada
    Me dá um cigarro mesclado aí

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