Enquanto o presidente dos Estados Unidos Donald Trump encabeça mais uma guerra sem sentido, a economia interna do país está negligenciada. É o que mostra uma reportagem do New York Times, que aponta que cerca de 215 mil norte-americanos venderam plasma sanguíneo para complementar renda.
A prática atinge, além dos mais vulneráveis, até mesmo a classe média. Nos EUA, os doadores de sangue recebem pagamento pela venda do plasma, pelo qual recebem entre US$ 60 (R$ 314) e US$ 70 (R$ 366) por sessão.
A “renda extra” pode chegar até a US$ 600 (R$ 3,1 mil) por mês, uma vez que os cidadãos podem doar sangue até duas vezes por semana. Existe, ainda, uma bonificação extra para novos doadores e doadores frequentes.
De acordo com a reportagem, a população mais vulnerável adota tal prática para cobrir custos com gasolina, supermercado, contas médicas ou até a prestação da casa.
Tratam-se de profissionais de tecnologia que almejam comprar um imóvel, professores que buscam cobrir custos de saúde, enfermeiros que tentam cobrir despesas com creche e aposentados que precisam complementar a renda. Os entrevistados, aliás, relataram que nunca se imaginariam em tal situação.
Empréstimos
A reportagem aponta ainda que os centros de doação, historicamente instalados em áreas mais pobres, se expandiram. Desde 2021, mais de 100 unidades foram inauguradas em bairros de classe média, subúrbios e regiões mais ricas.
Assim, outro fenômeno foi constatado: a cada inauguração de um novo centro de doação, o volume de pedidos de empréstimos de curto prazo e juros altos de jovens cai quase 20% pelos três anos seguintes.
Conclui-se, portanto, que a venda de plasma funciona como alternativa emergencial de renda.
Os EUA são os maiores exportadores de plasma no mundo, respondem por cerca de 70% de todo o plasma coletado. A exportação para grandes empresas farmacêuticas rendeu US$ 6,2 bilhões apenas em 2024.
*Com informações do g1 e New York Times.
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SOELIS TEIXEIRA DO PRADO MENDES
23 de março de 2026 7:52 amCuriosa essa situação…e ainda tem brasileiro que acredita no “sonho americano”…
Obs.: desculpem-me a “observação” que farei, mas gostaria de fazer uma correção de norma padrão: no 5o parágrafo há um probleminha: o verbo TRATAR é TI – transitivo Indireto – e como tal não “permite”, digamos assim, a voz passiva. “profissionais de tecnologia” é um complemento verbal – OI – e não um sujeito agente posposto ao verbo, e como se sabe, o verbo concorda com o sujeito, não com o complemento!
Só queria ajudar, sem nenhuma ofensa!
Bons dias,
Rui Ribeiro
23 de março de 2026 8:15 amÉ o Trump fazendo a América great again.
Rui Ribeiro
25 de março de 2026 8:49 amPronominais
(Oswald de Andrade)
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso, camarada
Me dá um cigarro mesclado aí