10 de junho de 2026

Após recuo do Chile, Lula mantém apoio a Bachelet para chefiar a ONU

Para o presidente, é hora de a ONU ser comandada por uma mulher
© Valter Campanato/Agência Brasil

▸ Lula reafirma apoio do Brasil à candidatura de Michelle Bachelet para secretária-geral da ONU em 2027.

▸ Chile retira apoio à candidatura de Bachelet devido a divergências políticas e dispersão de votos na América Latina.

▸ México mantém apoio a Bachelet, que tem experiência como presidenta do Chile e cargos na ONU.

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da Agência Brasil

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Após recuo do Chile, Lula mantém apoio a Bachelet para chefiar a ONU

por Andreia Verdélio 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, neste sábado (28), o apoio do Brasil à candidatura da ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, para secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Para Lula, após oito décadas de criação, é hora de a ONU, “finalmente”, ser comandada por uma mulher.

No início de fevereiro, a candidatura de Bachelet foi apresentada, conjuntamente, pelos governos do Chile, do Brasil e do México. Na última terça-feira (24), entretanto, o Chile retirou seu apoio.

“Chegamos à conclusão de que o contexto desta eleição, a dispersão das candidaturas de países latino-americanos e as divergências com alguns dos atores relevantes que moldam este processo tornam esta candidatura e seu eventual sucesso inviáveis”, explicou o governo chileno em comunicado.

Bachelet, de centro-esquerda, tinha sido indicada durante a gestão do ex-presidente Gabriel Boric, que é de esquerda. Agora, sob o comando de José Antonio Kast, um político de extrema direita, o Chile voltou atrás na indicação.

Ainda assim, de acordo com o comunicado, caso Bachelet decida prosseguir com sua candidatura, o Chile se absterá de apoiar qualquer outro candidato neste processo eleitoral, “considerando o histórico da ex-presidente”.

Assim como o Brasil, o México, liderado pela presidenta Claudia Sheinbaum, mantém o apoio à Bachelet.

Lula, em publicação nas redes sociais neste sábado, defendeu que a ex-presidente chilena tem “todas as credenciais” para ser a primeira mulher latino-americana a liderar a ONU, “promovendo a paz, fortalecendo o multilateralismo e recolocando o tema do desenvolvimento sustentável no centro da agenda internacional”.

“O Brasil continuará a apoiar, em conjunto com o México, a candidatura de Michelle Bachelet ao cargo de Secretária-Geral da ONU. Bachelet é altamente qualificada, com o melhor currículo para a função, tendo sido duas vezes presidenta de seu país, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos e Diretora Executiva da ONU Mulheres”, escreveu Lula.

Atualmente, o português António Guterres comanda o secretariado das Nações Unidas. Ele foi reeleito em 2021 para um segundo mandato de cinco anos (2022-2026), após iniciar a gestão em janeiro de 2017. O novo secretário-geral assume o cargo em 1º de janeiro de 2027.

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2 Comentários
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  1. Carlos

    28 de março de 2026 9:57 pm

    Estudantes já protestam no Chile contra as medidas iniciais do governo de extrema-direita iniciado há alguns meses. Vale destacar que são medidas iniciais do caderninho default de qualquer governo de extrema-direita, como, por ex, redução de orçamento para educação. E já subiu o diesel em ate 60%.
    Quanto aos índices de desaprovação do governo Kast, estes aumentaram significativamente, subindo de 37% para 49%.
    Ou seja, pobres elegem um desnorteado de direita para poucos meses depois entenderem que sifu.
    E cá em terras brasilis, assusta que um miliciano débil mental ainda tenha plateia com o seguinte programa de governo: anistiar papai, botar mermão vendilhão consul nos eua, impichar ministros do STF e cheirar a bunda de trump.
    Abre o olho povo. Mantenha o chorume submerso

  2. ed.

    29 de março de 2026 3:17 pm

    Pena que Luis Inácio não fale inglês, pois isto equacionado, seria um excelente Secretário Geral da ONU. Principalmente nestes tempos bicudos!

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