A crise no fornecimento global de petróleo ganhou um novo capítulo após a entrada dos rebeldes houthis no conflito no Oriente Médio, elevando o risco de interrupção em uma das rotas mais estratégicas do mundo.
Por conta do bloqueio do Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita passou a desviar milhões de barris de petróleo para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, como alternativa para manter o fluxo global.
Cerca de 4,6 milhões de barris por dia foram embarcados a partir do porto nos últimos dias — mais de três vezes a média de 2025. Contudo, o volume é insuficiente para compensar os cerca de 15 milhões de barris diários afetados pelo fechamento de Ormuz.
Agora, esse “plano B” também está ameaçado: rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, ampliaram sua atuação e indicaram que podem atacar embarcações no Estreito de Bab-el-Mandeb, passagem no sul do Mar Vermelho.
A rota já vinha sob pressão desde 2023, quando ataques a navios comerciais forçaram empresas a desviar embarcações por trajetos mais longos, elevando custos com combustível, seguros e frete.
Caso o estreito também se torne inviável, o impacto pode ser imediato. Analistas ouvidos pela CNN norte-americana apontam que o preço do petróleo tipo Brent crude — que já subiu cerca de 50% desde o início do conflito — pode ultrapassar US$ 150 por barril nos próximos meses.
A situação é particularmente crítica para a Ásia, que depende do Oriente Médio para cerca de 60% de seu consumo de petróleo. Países da região já começaram a adotar medidas emergenciais para conter o impacto da crise energética, diante do risco de escassez nas próximas semanas.
Rui Ribeiro
30 de março de 2026 7:25 pm“O presidente dos EUA, Donald Trump, está interessado em pedir a países árabes que ajudem a pagar pelos custos de sua guerra contra o Irã, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira (30).”
O sujeito agride a população do Irã e destrói sua infraestrutura gratuitamente, forçando o Irã a bombardear os vizinhos que escancaeam seus territórios para facilitar a agressão ao Irã e ainda querem ajuda deles. E, em vez de ajudar suas próprias populações, esses países vão ajudar o Trump.