5 de junho de 2026

Nova ameaça no Mar Vermelho eleva risco de choque global no petróleo

Ataques houthis colocam rota alternativa ao Estreito de Ormuz em perigo; mercado já pressiona preços e teme escassez, especialmente na Ásia
Foto de Zetong Li na Unsplash

Rebeldes houthis ampliam conflito no Oriente Médio, ameaçando rotas estratégicas de petróleo no Estreito de Ormuz e Bab-el-Mandeb.
Arábia Saudita desvia 4,6 milhões de barris diários para porto no Mar Vermelho, mas volume não compensa fechamento do Estreito de Ormuz.
Preço do petróleo pode ultrapassar US$ 150 por barril; Ásia adota medidas emergenciais devido à crise energética iminente.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A crise no fornecimento global de petróleo ganhou um novo capítulo após a entrada dos rebeldes houthis no conflito no Oriente Médio, elevando o risco de interrupção em uma das rotas mais estratégicas do mundo.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Por conta do bloqueio do Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita passou a desviar milhões de barris de petróleo para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, como alternativa para manter o fluxo global.

Cerca de 4,6 milhões de barris por dia foram embarcados a partir do porto nos últimos dias — mais de três vezes a média de 2025. Contudo, o volume é insuficiente para compensar os cerca de 15 milhões de barris diários afetados pelo fechamento de Ormuz.

Agora, esse “plano B” também está ameaçado: rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, ampliaram sua atuação e indicaram que podem atacar embarcações no Estreito de Bab-el-Mandeb, passagem no sul do Mar Vermelho.

A rota já vinha sob pressão desde 2023, quando ataques a navios comerciais forçaram empresas a desviar embarcações por trajetos mais longos, elevando custos com combustível, seguros e frete.

Caso o estreito também se torne inviável, o impacto pode ser imediato. Analistas ouvidos pela CNN norte-americana apontam que o preço do petróleo tipo Brent crude — que já subiu cerca de 50% desde o início do conflito — pode ultrapassar US$ 150 por barril nos próximos meses.

A situação é particularmente crítica para a Ásia, que depende do Oriente Médio para cerca de 60% de seu consumo de petróleo. Países da região já começaram a adotar medidas emergenciais para conter o impacto da crise energética, diante do risco de escassez nas próximas semanas.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Rui Ribeiro

    30 de março de 2026 7:25 pm

    “O presidente dos EUA, Donald Trump, está interessado em pedir a países árabes que ajudem a pagar pelos custos de sua guerra contra o Irã, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira (30).”

    O sujeito agride a população do Irã e destrói sua infraestrutura gratuitamente, forçando o Irã a bombardear os vizinhos que escancaeam seus territórios para facilitar a agressão ao Irã e ainda querem ajuda deles. E, em vez de ajudar suas próprias populações, esses países vão ajudar o Trump.

Recomendados para você

Recomendados