5 de junho de 2026

Trump usa linguagem agressiva ao falar de guerra com Irã, diz The Guardian

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos. Foto: Official White House Photo by Daniel Torok

Donald Trump adota linguagem agressiva e explícita para descrever ações militares contra o Irã, rompendo com tradição.
Administração Trump usa termos duros e disfemismos, exaltando brutalidade e poder letal das forças armadas dos EUA.
Especialistas alertam que discurso direto pode ocultar objetivos estratégicos e interesses econômicos no conflito.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem adotado uma linguagem cada vez mais explícita e agressiva ao tratar das ações militares contra o Irã, rompendo com uma tradição histórica de suavização retórica em contextos de guerra.

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Segundo análise publicada pelo jornal britânico The Guardian, a atual administração norte-americana não apenas abandonou os eufemismos — expressões usadas para amenizar a violência de ações militares — como passou a utilizar deliberadamente termos mais duros e cruéis, conhecidos como disfemismos.

Declarações recentes ilustram essa mudança de tom. Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam “continuar bombardeando sem parar” caso não obtenham os resultados desejados, além de sugerir que negociações com o Irã frequentemente terminam em ataques militares.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também tem adotado discurso semelhante, descrevendo operações como ações de “morte e destruição vindas do céu” e exaltando o poder “letal” das forças armadas americanas.

Tradicionalmente, governos recorrem a termos mais neutros para descrever guerras e intervenções. Expressões como “operações militares” ou nomes oficiais — muitas vezes cuidadosamente escolhidos — servem para reduzir o impacto político e simbólico da violência. No entanto, de acordo com o The Guardian, a administração Trump tem feito o oposto: enfatiza a brutalidade como forma de comunicação política.

Essa estratégia inclui não apenas a descrição de ataques, mas também a caracterização do inimigo. Em publicações recentes, Trump se referiu a iranianos com termos ofensivos e celebrou explicitamente ações militares, algo incomum mesmo em contextos de conflito.

Especialistas em linguagem política apontam que o uso de disfemismos rompe normas sociais e pode funcionar como ferramenta de mobilização política, ao transmitir uma imagem de força e ausência de restrições morais.

Ainda assim, a análise destaca que a linguagem direta não implica necessariamente maior transparência. Ao contrário, pode ocultar questões mais profundas, como os objetivos estratégicos do conflito ou interesses econômicos envolvidos — incluindo o controle de recursos energéticos.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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2 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    4 de abril de 2026 3:27 pm

    “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora. Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará virtualmente impossível que o Irã volte a se reconstruir, como nação, novamente — Morte, Fogo e Fúria cairão sobre eles — Mas espero, e rezo, para que isso não aconteça!”. – Trump em 09.03.2026

    “Acho que um erro tremendo foi a OTAN simplesmente não estar lá. Isso vai gerar muito dinheiro para os Estados Unidos, porque gastamos centenas de bilhões de dólares por ano com a Otan, centenas de… protegendo-os, e sempre estaríamos lá para eles, mas agora, com base em suas ações, acho que não precisamos estar, não é?” – Trump, lamentando a falta de apoio para normalizar o tráfico de navios no Estreito de Ormuz.

    “Os Estados Unidos estão em negociações sérias com um NOVO, E MAIS RAZOÁVEL, REGIME para encerrar nossas operações militares no Irã. Grande progresso foi feito, mas, se por qualquer motivo um acordo não for alcançado em breve —o que provavelmente acontecerá— e se o Estreito de Ormuz não for imediatamente “aberto para negócios”, encerraremos nossa “agradável” permanência no Irã explodindo e obliterando completamente todas as suas usinas de geração de energia, poços de petróleo e a ilha de Kharg (e possivelmente todas as usinas de dessalinização!), que deliberadamente ainda não “tocamos”. Isso será uma retaliação pelos muitos soldados e outros que o Irã massacrou e matou ao longo dos 47 anos de “reinado de terror” do antigo regime”. – Trumpstein Rolando Lero, em 30.03.2026

    “O Irã foi essencialmente dizimado – a parte difícil já foi feita, então deve ser fácil, e de qualquer forma, quando este conflito terminar, o Estreito de Ormuz se abrirá naturalmente, simplesmente se abrirá naturalmente. Eles vão querer poder vender petróleo, porque é tudo o que eles têm para tentar se reconstruir”. Trumpstein, em 01.04.2026

    “Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles”. O governo iraniano já declarou que não cumprirá o prazo e responderá a qualquer ataque”. – Trump, em 04.04.2026

  2. JOSE OLIVEIRA DE ARAUJO

    7 de abril de 2026 7:34 am

    O CAPATAZ/XERIFE que gerencia atualmente o império decadente, é a expressão mais podre das elites dos EUA desde a separação da Inglaterra.

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