O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (14) que as dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) serão incluídas no pacote de medidas que o governo prepara para enfrentar o endividamento das famílias brasileiras. A declaração foi feita durante entrevista concedida no Palácio do Planalto a jornalistas do Brasil 247, da DCM e da Revista Fórum.
Lula não revelou detalhes do que está sendo discutido, mas garantiu que o anúncio terá impacto concreto. Segundo ele, o Fies não estava na pauta inicial das discussões, mas voltou a entrar após a constatação de que muitos beneficiários seguem com dificuldades para quitar os débitos. “A gente vai ter que colocar também como é que a gente vai aliviar a conta do cara que fez um crédito para estudar e que está com dificuldade de pagar”, disse o presidente.
Combustíveis
Questionado sobre os possíveis reflexos do conflito no Irã sobre os preços dos combustíveis no Brasil, Lula voltou a criticar a privatização da BR Distribuidora, realizada pelo governo anterior, e apresentou as medidas adotadas para conter os impactos.
O governo federal isentou o diesel de PIS e Cofins e firmou acordo com estados para que abram mão de parte do ICMS, com o governo federal complementando a diferença via subsídio. O objetivo, segundo Lula, é evitar que a alta do petróleo se transfira para alimentos e para o bolso do caminhoneiro autônomo.
O presidente lamentou não ter controle direto sobre os preços, situação que, segundo ele, seria diferente caso a BR Distribuidora ainda fosse estatal. “Se a gente tivesse a BR na nossa mão, o não aumento de preço seria controlado por nós”, afirmou, acrescentando que a recompra só é permitida a partir de 2029, conforme previsto no contrato de privatização.
Otimismo
Na mesma entrevista, Lula demonstrou confiança no potencial econômico do Brasil e disse acreditar que o país pode figurar entre as quatro ou cinco maiores economias do mundo. Ele citou a abundância de minerais críticos, terras raras e o protagonismo brasileiro na transição energética global como os principais vetores desse crescimento.
O otimismo tem respaldo em dados recentes. O PIB brasileiro chegou a R$ 12,7 trilhões em 2025, com crescimento de 2,3%, segundo o IBGE, desempenho que coloca o Brasil na sexta posição entre os países do G20 que mais cresceram no período, à frente dos Estados Unidos, que registraram expansão de 2,2%.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário