Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira (17) em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. O atleta enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos.
Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana pelo Serviço de Resgate já em parada cardiorrespiratória, mas chegou à unidade sem vida.
A despedida ocorrerá de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, disse a assessoria do jogador em nota.
Legado
Conhecido como “Mão Santa”, Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição, feito destacado pelo presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antonio La Porta.
Em 2019, foi homenageado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva pelo COB, e no início de abril de 2026 ingressou no Hall da Fama da entidade, sendo representado no evento pelo filho Felipe Schmidt. Seu reconhecimento também chegou em escala global: foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, no Hall da Fama da NBA mesmo sem ter atuado na liga americana.
A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) lamentou profundamente a perda, descrevendo Oscar como “símbolo absoluto do esporte” que “redefiniu os limites do possível dentro das quadras” e classificando-o como “um dos maiores ídolos da história do esporte mundial”.
Carreira
Oscar deu seus primeiros passos profissionais no Palmeiras, onde estreou em agosto de 1975, aos 17 anos, e conquistou seu primeiro título brasileiro em 1977. Pelo Corinthians, ganhou em 1996 seu último título nacional — feito que lhe rendeu uma homenagem na Calçada da Fama do Memorial Corinthians. Encerrou a carreira no Flamengo, onde jogou entre 1999 e 2003 e deixou memórias inesquecíveis para a torcida rubro-negra.
Fora das quadras
Após se aposentar, Oscar atuou como palestrante e seguiu próximo ao público. Em aparições na TV Brasil, revisitou sua trajetória com a mesma paixão de sempre.
“Eu adoro fazer palestra, eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”, disse em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, em 2022, cercado de medalhas e troféus em sua casa em São Paulo.
*Com informações da Agência Brasil.
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