4 de junho de 2026

Oscar Schmidt, lenda do basquete mundial, morre aos 68 anos

Jogador passou mal em sua residência e foi encaminhado ao hospital já em parada cardiorrespiratória, mas chegou à unidade sem vida
Crédito: Reprodução / Instagram @oscarschmidt14

Oscar Schmidt, ícone do basquete, morreu aos 64 anos em Santana de Parnaíba após enfrentar tumor cerebral por 15 anos.
Ele foi levado ao hospital em parada cardiorrespiratória, mas chegou sem vida; despedida será restrita à família.
Conhecido como “Mão Santa”, disputou cinco Olimpíadas e entrou em vários Halls da Fama, incluindo NBA e FIBA.

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Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira (17) em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. O atleta enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos.

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Segundo a Prefeitura de Santana de Parnaíba, Oscar passou mal em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana pelo Serviço de Resgate já em parada cardiorrespiratória, mas chegou à unidade sem vida.

A despedida ocorrerá de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

“Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo”, disse a assessoria do jogador em nota.

Legado

Conhecido como “Mão Santa”, Oscar disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição, feito destacado pelo presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Marco Antonio La Porta.

Em 2019, foi homenageado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva pelo COB, e no início de abril de 2026 ingressou no Hall da Fama da entidade, sendo representado no evento pelo filho Felipe Schmidt. Seu reconhecimento também chegou em escala global: foi incluído no Hall da Fama da FIBA e, de forma inédita, no Hall da Fama da NBA mesmo sem ter atuado na liga americana.

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) lamentou profundamente a perda, descrevendo Oscar como “símbolo absoluto do esporte” que “redefiniu os limites do possível dentro das quadras” e classificando-o como “um dos maiores ídolos da história do esporte mundial”.

Carreira

Oscar deu seus primeiros passos profissionais no Palmeiras, onde estreou em agosto de 1975, aos 17 anos, e conquistou seu primeiro título brasileiro em 1977. Pelo Corinthians, ganhou em 1996 seu último título nacional — feito que lhe rendeu uma homenagem na Calçada da Fama do Memorial Corinthians. Encerrou a carreira no Flamengo, onde jogou entre 1999 e 2003 e deixou memórias inesquecíveis para a torcida rubro-negra.

Fora das quadras

Após se aposentar, Oscar atuou como palestrante e seguiu próximo ao público. Em aparições na TV Brasil, revisitou sua trajetória com a mesma paixão de sempre.

“Eu adoro fazer palestra, eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar”, disse em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, em 2022, cercado de medalhas e troféus em sua casa em São Paulo.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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