Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) revela que a disputa pelo governo da Bahia em 2026 está polarizada entre dois candidatos: ACM Neto (União Brasil) e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que tenta a reeleição. Nos dois cenários testados, os pré-candidatos aparecem em empate técnico.
O levantamento ouviu 1.200 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de abril, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE sob o protocolo BA-03657/2026.
Números
No primeiro cenário, com quatro pré-candidatos, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, contra 37% de Jerônimo Rodrigues. Ronaldo Mansur (PSOL) registra 1%, José Estevão (DC) aparece com 0%, enquanto 11% se declaram indecisos e 10% optam por branco, nulo ou afirmam que não vão votar.
No segundo cenário, com três candidatos, os percentuais se mantêm praticamente iguais: ACM Neto com 41% e Jerônimo com 36%. Mansur segue com 1%, os indecisos sobem para 14% e branco/nulo/abstenção cai para 8%.
Como a diferença entre os dois líderes fica dentro da margem de erro em ambos os casos, a situação configura empate técnico.
1º turno
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o cenário aponta para uma definição precoce do pleito. Segundo ele, trata-se de “mais uma eleição polarizada que tem alta probabilidade de ser definida no 1º turno.”
Nunes também chamou atenção para o alto grau de comprometimento dos eleitores com suas escolhas: 55% dos que indicaram voto em ACM Neto afirmam estar decididos, enquanto 58% dos eleitores de Jerônimo dizem que não pretendem mudar de voto ao longo da campanha.
Reeleição
Apesar do empate na corrida eleitoral, Jerônimo Rodrigues mantém índices positivos de avaliação. Segundo a mesma pesquisa, 51% dos baianos acreditam que o governador merece ser reeleito, contra 42% que discordam e 7% que não souberam ou não responderam.
O resultado representa uma melhora em relação a agosto de 2025, quando havia um empate de 48% a 48% entre os que defendiam e os que rejeitavam a reeleição. Em fevereiro deste mesmo ano, 50% eram favoráveis à continuidade do governo, contra 44% contrários.
*Com informações do g1 e CNN.
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