1 de julho de 2026

Salário médio bate recorde e chega a R$ 3.722 no primeiro trimestre

Valor cresce 5,5% acima da inflação em um ano; desemprego atinge menor patamar histórico para o período

Salário médio do trabalhador brasileiro atingiu R$ 3.722 no 1º trimestre de 2026, maior desde 2012, segundo IBGE.
Redução de 1 milhão de trabalhadores informais eleva média salarial; reajuste do salário mínimo também contribuiu.
Taxa de desemprego caiu para 6,1%, e 66,9% dos trabalhadores contribuem para a previdência, recordes históricos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O trabalhador brasileiro encerrou o primeiro trimestre de 2026 com o maior salário médio já registrado desde que o IBGE começou a medir o indicador, em 2012. O rendimento mensal chegou a R$ 3.722, um ganho real de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação.

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É o segundo trimestre seguido acima da marca de R$ 3,7 mil. Entre dezembro e fevereiro, o valor havia sido de R$ 3.702. Na comparação com o quarto trimestre de 2025, quando a média estava em R$ 3.662, a alta foi de 1,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

Dois fatores principais explicam o recorde. O primeiro é o reajuste do salário mínimo, fixado em R$ 1.621 a partir de janeiro, um aumento com ganho real, acima da inflação.

O segundo fator é menos óbvio: no primeiro trimestre de 2026, o número de trabalhadores ocupados caiu 1 milhão em relação ao trimestre anterior. E essa redução se concentrou justamente entre os trabalhadores informais, que em geral recebem menos. Com menos pessoas de baixa renda no cômputo, a média sobe.

“A média de rendimento dos que estão ocupados nesse primeiro trimestre de 2026, comparativamente, é maior que a média de rendimento do quarto trimestre”, explicou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Entre os dez grupos de atividades pesquisados, oito não registraram variação significativa. Os destaques ficaram com o comércio, que teve alta de 3% nos salários médios (R$ 86 a mais), e a administração pública, com crescimento de 2,5% (R$ 127 a mais).

Mais dinheiro

A massa salarial, a soma de todos os rendimentos do trabalho no país, atingiu R$ 374,8 bilhões no trimestre, também recorde histórico. Em um ano, esse total cresceu 7,1% acima da inflação, o que representa R$ 24,8 bilhões a mais nas mãos dos trabalhadores brasileiros.

Outro indicador bateu recorde no período: a proporção de trabalhadores que contribuem para a previdência chegou a 66,9% dos ocupados, o maior percentual já registrado pela Pnad Contínua. São 68,2 milhões de pessoas com cobertura social, incluindo direito a aposentadoria, afastamento por incapacidade e pensão por morte.

O avanço está ligado à queda da informalidade. A taxa de trabalhadores informais recuou para 37,3% no primeiro trimestre, ante 37,6% no fim de 2025 e 38% no mesmo período do ano anterior. São 38,1 milhões de pessoas ainda sem direitos trabalhistas garantidos, mas a tendência é de redução.

A taxa de desemprego fechou o trimestre em 6,1%, a menor já registrada para o primeiro trimestre desde o início da série histórica. O IBGE considera desempregada apenas a pessoa que efetivamente buscou uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. Os dados são coletados em 211 mil domicílios em todo o país.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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