5 de junho de 2026

Lula precisa mudar seu estilo de governar, por Luís Nassif

Não está em discussão a relevância política da candidatura Lula. A questão central é outra: o que esperar de um quarto governo Lula?
Foto de Ricardo Stuckert - Instituto Lula

A candidatura Lula é vista como garantia da democracia e contenção do bolsonarismo nas próximas eleições.
O quarto mandato de Lula pode repetir estagnação econômica e desindustrialização, sem plano estratégico de país.
Brasil perdeu chance em TV digital e OLED por falta de planejamento e persistência estratégica no governo.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Antes de mais nada, é preciso reconhecer a importância da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva nas próximas eleições. Hoje, ela ainda representa a principal garantia de preservação da democracia brasileira e de contenção de qualquer projeto destrutivo associado ao bolsonarismo.

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Não está em discussão, portanto, a relevância política da candidatura Lula.

A questão central é outra: o que esperar de um quarto governo Lula?

Vende-se a ideia de que, por se tratar de seu último mandato, Lula buscaria realizar um governo histórico, capaz de recolocar o Brasil no caminho da reindustrialização, da soberania tecnológica e de um novo ciclo de desenvolvimento.

É aí que surgem as dúvidas.

Com Lula, encerra-se não apenas um período do PT no poder, mas provavelmente todo o ciclo histórico da Nova República. E, se um quarto mandato terminar sendo apenas “mais do mesmo”, como foi o terceiro, a redemocratização deixará ao país um legado ambíguo:

  • crescimento econômico em “voo de galinha”;
  • desindustrialização acelerada;
  • subordinação ao capital financeiro nacional e internacional;
  • incapacidade crônica de formular um projeto estratégico de país.

Esse pessimismo decorre, em parte, do próprio estilo de gestão de Lula. Ele nunca foi um político orientado por planos estruturantes de longo prazo. Seu modelo de ação sempre esteve baseado na lógica da “entrega”: manter permanentemente algo concreto a oferecer à população.

E, por “entrega”, não se entenda visão de futuro ou transformação estrutural, mas realizações materiais e imediatas: Bolsa Família, PAC, Desenrola, programas sociais e obras públicas.

Não se trata de desprezar isso. Em um país devastado pela Operação Lava Jato, pela radicalização bolsonarista, pela corrosão institucional e pela infiltração crescente do crime organizado em estruturas do Estado, garantir governabilidade é tarefa monumental.

Mas planos nacionais de metas exigem outra lógica. Exigem prioridades rígidas, coordenação estratégica, disciplina institucional e limitação da improvisação política cotidiana.

E Lula sempre resistiu a esse tipo de amarra. É capaz de discursos sobre a importância da reindustrialização, com as terras raras, da soberania, do plano de metas. Mas apenas como argumentos de retórica, não como linhas de ação.

Um plano de metas reduziria a liberdade de acomodação política em decisões de governo — inclusive em episódios recentes, como a licitação de termelétricas conduzida pelo Ministério de Minas e Energia, claramente desenhada para beneficiar grandes grupos econômicos nacionais.

Essa resistência ao planejamento aparece em diversos momentos da trajetória dos governos petistas.

O caso da TV digital

No segundo governo Lula, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, coordenou de forma exemplar o processo de implantação do padrão brasileiro de TV digital.

Ali surgiu algo raro na história recente do país: um verdadeiro miniplano de metas tecnológico.

Discutia-se não apenas televisão, mas a construção de um ecossistema industrial avançado. Havia propostas concretas de offset tecnológico em semicondutores — isto é, utilizar as compras públicas e a implantação da nova infraestrutura digital como instrumento de desenvolvimento industrial.

A lógica era simples: se o Brasil iria adquirir tecnologia estrangeira em larga escala, deveria exigir contrapartidas estratégicas, tais como:

  • instalação de fábricas no país;
  • transferência de tecnologia;
  • treinamento de engenheiros;
  • criação de centros de pesquisa;
  • fabricação local de componentes;
  • licenciamento de patentes;
  • parcerias com universidades;
  • formação de fornecedores nacionais;
  • desenvolvimento de uma cadeia produtiva própria.

Foi um dos poucos momentos em que o Brasil operou próximo da lógica adotada por Japão e Coreia do Sul: articulação entre Estado, indústria, universidades, diplomacia tecnológica e mercado consumidor.

O SBTVD não era apenas televisão digital. Envolvia:

  • compressão digital;
  • middleware;
  • semicondutores;
  • software embarcado;
  • propriedade intelectual;
  • indústria eletrônica;
  • formação de engenharia;
  • integração latino-americana.

O Ginga talvez tenha sido o maior símbolo desse esforço: o Brasil produzindo arquitetura tecnológica própria, e não apenas importando padrões estrangeiros. PUC-Rio e Universidade Federal da Paraíba criaram algo genuinamente inovador.

Havia até discussões para transformar a TV digital em plataforma de inclusão digital massiva, permitindo que televisores convencionais acessassem serviços públicos e internet.

Era uma visão estratégica.

Mas, como tantas vezes ocorre no Brasil, o processo parou na entrega inicial.

A oportunidade perdida

Os OLEDs representavam outra janela histórica.

Quem compreendeu cedo a importância dessa tecnologia conquistou posições centrais na cadeia global de displays — hoje presentes em celulares, televisores, automóveis, equipamentos médicos, sistemas militares e painéis industriais.

A Samsung Electronics construiu uma verdadeira muralha tecnológica em torno disso. A LG Display fez o mesmo.

OLED não é apenas uma tela melhor. É a porta de entrada para:

  • materiais avançados;
  • química fina;
  • semicondutores;
  • nanotecnologia;
  • automação industrial;
  • propriedade intelectual;
  • engenharia eletrônica sofisticada.

O Brasil esteve perto de construir um embrião de visão sistêmica nessa área.

Mas o modelo político predominante encerrava o ciclo na inauguração.

Faltavam os movimentos seguintes:

  • consolidar cadeias produtivas;
  • proteger competências nacionais;
  • financiar inovação continuamente;
  • criar demanda tecnológica estatal permanente;
  • internacionalizar empresas;
  • sustentar o planejamento ao longo de décadas.

O padrão JK

Juscelino Kubitschek compreendia intuitivamente essa lógica. O Plano de Metas não era apenas um conjunto de obras: era uma narrativa nacional de transformação.

Curiosamente, a Ásia assimilou esse espírito de maneira mais profunda do que o próprio Brasil.

A ironia histórica é brutal: o Brasil ajudou a desenvolver um dos sistemas de TV digital mais sofisticados do mundo em desenvolvimento — e hoje importa componentes críticos até para urnas eletrônicas, telecomunicações e automóveis.

O mecanismo do offset tecnológico foi utilizado sistematicamente pela China, pela Coreia do Sul e, historicamente, até pelos Estados Unidos, sobretudo por meio de compras governamentais e da indústria de defesa.

No Brasil, porém, parte das elites econômicas passou a tratar política industrial como heresia e offset como “interferência estatal”, quando, na realidade, esse foi o mecanismo utilizado por praticamente todas as potências industriais modernas para construir soberania tecnológica.

Talvez aí resida o aspecto mais melancólico da história recente brasileira.

Não faltou inteligência técnica. Não faltaram quadros qualificados. Não faltaram oportunidades históricas.

Faltou persistência estratégica. O Brasil frequentemente monta o palco — e desmonta o cenário antes do segundo ato.

Por isso, a geração das Diretas talvez só escape da lata de lixo da história se dois movimentos ocorrerem simultaneamente:

  • a reeleição de Lula;
  • e uma profunda mudança no próprio estilo de governar de Lula.  

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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16 Comentários
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  1. JOrnTAl.MarGGeNlo

    16 de maio de 2026 11:51 am

    A midia independente precisa fazer o seu papel direito,cobrar aqueles q mais.aprontam e estão em FALTA COM O PAÍS do q cobrar quem FAZ ENTREGAS TODAS SEMANAS,,precisa ter EQUIDADE,Nassif vc para fazer uma pequena mudança no.logo do site demorou anos e imagina governar um País continental sempre com temoestades,acorda,as coisas não são da sua cabeça não!!!Obs.:Eu iria escrever algo bem mais pesado aquimas Nassif não aguentaria,estebsite precisa PROGREDIR visualmente para honrar o nome de proposta de um jornal(escrita)para um grupo de gente nova(jovens e maduros)mas só pelo caso do logo já vimos o andar da carruagem aqui,AFF !!!

  2. CLEIBSOM

    16 de maio de 2026 11:58 am

    Sério, Nassif? Lula sempre foi um conciliador e se não mudou até agora, não será na casa dos 80 anos que mudará…Esperar que nessa altura da vida Lula baterá o pau na mesa e dará uma banana para a Faria Lima não é ingenuidade, é burrice.

  3. WRamos

    16 de maio de 2026 12:25 pm

    Não se deve esquecer que planos ambiciosos de podem ter sucesso, mas a longo prazo pode se concluir que foram para o lado errado. A maior conquista de JK é a indústria automobilística, mas também é um erro fatal de planejamento num país continental que deveria priorizar a ferrovia para o transporte e muito urbanizado no litoral, que deveria explolar navegação de cabotagem. Mas toda ênfase foi para a rodovia. A própria construção de Brasília acabou criando um conglomerado de comerciantes de materiais de construção no triângulo mineiro que depois se tornaram os grandes atacadistas que operam hoje no páis inteiro, concentrando a logística de produtos de consumo, que só funciona porque caminhão anda rápido e vai pra qualquer lugar mas a um custo absurdo. Mesmo num tempo em que havia tudo por fazer e a tecnologia evoluia devagar, o planejamento deu um impulso que esmoreceu nas crises de petróleo. Nas empresas, onde o planejamento é mais fácil, já que empresa e coisa pequena comparada à economia, já se aposentou os manuais de planejamento estratégico. Hoje os planos da empresas partem de uma visão genérica de um objetivo final bem definido para depois planejar apenas alguns passos na direção, que não deve ser direta mas desviar de obstáculos, mas sem perder a visão. Imagino que a visão de Lula seja a de que sem um povo firmemente constituído este país não avança. Então extrair o máximo de recursos que a elite do atraso tolera e investir na promoção da economia popular, são os planos que podem desviar um pouco mas não perdem a visão do objetivo final.

    1. Silvio Torres

      17 de maio de 2026 12:25 am

      Ouço e leio análises como a sua há décadas. Mas, na minha opinião, todas falham num ponto central: o desvirtuamento do ciclo virtuoso do progresso brasileiro foi feito pela ditadura. Foi nos governos dos milicos que a malha ferroviária foi abandonada e destruída. A rendição total a uma política predatória, abusiva, equivocada e antipatriótica de desenvolvimento foi toda obra da união das duas forças mais atrasadas do país, militares e elite. Amaral Neto com sua exaltação à caça das baleias representou bem o que foi aquele período. Automóveis, espigões, desmatamento, poluição, brutal concentração de renda, favorecimentos indecentes a determinados setores e pessoas e um país aleijado em suas estruturas de uma forma quase irreversível. Quando o choque do petróleo acabou com a farra estúpida, deram um jeito de passar pra frente a terra arrasada sem risco de serem punidos, tanto criminalmente quanto economicamente.

  4. Carioca

    16 de maio de 2026 1:58 pm

    O lance certo seria discutir sobre o que será o país depois das eleições de 2026.
    Descreveu-se tudo que deveria ser feito, sabido há décadas, e não foi, mais uma vez, feito. Resultado: A volta dos que não foram.
    Do outro lado do balcão a demonstração clara que não tem plano algum. O sonho é distribuir bonés vermelhos, ó ironia, com slogan Make America Great Again … É provável, não se pode afirmar, que nem saibam de existência de outros países além de China e USA. Falar em comércio internacional e ritos diplomáticos nem pensar.
    Como o articulista publicou uma vez: Pare o trem que eu quero descer porque parece, tomara que não, que vai descarrilhar.

  5. Paulo Dantas

    16 de maio de 2026 5:44 pm

    Na boa.

    1 É ele ou a extrema-direirta.

    2 O cara vai pro 4° mandato.

    3 80 e tal.

    4 Não vai mudar, aceita.

    5 Deixa o cara, se candidata e faz melhor p044@.

    😀‼️

  6. Pedro Rocha

    16 de maio de 2026 5:46 pm

    Sou um leitor contumaz de suas ideias, primeiro na Folha, depois no blog. Fui ferozmente atacado no auge deste espaço, anos 2007 a 2009, também o auge do lulismo, quando ousava dizer sobre a ilusão que vivíamos. Por “increça que parível”, o Lula é a derradeira tragédia nacional, o cara muito errado no lugar errado na melhor hora que o país já teve. Um promíscuo deslumbrado que destruiu a esquerda com sua afetação de “estadista”. Sua cara não ruboriza quando diz “entreguei muito dinheiro pros bancos”. Enfim, Inês é morta. Vai ganhar, viajar, encher o peito.e enfiar toscamente os “pobres no orçamento” se achando genial…

    1. JojotA.Mamarcelooo

      17 de maio de 2026 9:22 am

      Vdd Pedro,Lula sem mudanças estruturais fez a economia DESTROÇADA por fhc e plano Real do Brasil girar ,DEMOCRATIZANDO O ACESSO AO DINHEIRO minimamente no Brasil, fazendo com q todas as áreas ganhassem MUITO DINHEURO,bancos,igrejas,comércio,indústrias DISPARARAM q nem um foguete saindo da era das trevas de fhc/psdb,criou uma massa de bilionários/milionários mimados q se gabam de serem empreendedores só q ficou encoberto as mínimas condições de progresso dado pelo ESTADO parabo povo em geral,saímos da era latifundiaria fhciana,Lula não é REVOLUCIONÁRIO ele é um fator de certa forma desmobilizante do povão,ele avança MUITO POUCO assim sem provocar Caos,só mudou um pouco com a PF pegando os bandidaos agora pq queriam jogar a pecha de BANDIDO NELE,semore foi assim,NG FAZ O Q LULA FAZ E A CULPA DE TUDO E DELE,acho engraçado q condenam Lula como se ele GOVERNASSE SOZINHO E NÃO DEPENDESSE DE NG,AFF,só as casas de habitação e o revigoramento da indústria automobilística já é um MILAGRE,OBG PTRSIDENTR LULS,este país é selvagem pels midia bandida q temos e ios juros estratosféricos q se impõem a toda uma sociedade AFF !!!

      1. Pedro Rocha

        21 de maio de 2026 2:23 pm

        O lulismo é tão trágico que formulou sua própria doutrina, um conjunto de regras altamente paralisante. A tudo respondem: “não temos a maioria no congresso”, “a competência disso e daquilo é dos governadores”, “se tenta fazer isso ou aquilo vão armar um golpe” etc etc. Ao final, é “impossível qualquer avanço”, como se o papel do presidente estivesse em risco o tempo todo, fosse fácil sacá-lo do poder, o congresso fosse uma massa ideológica uniforme e, principalmente, as ações se restringem a consequências realmente graves e ameaçadoras. O lulismo desconhece o campo das medidas administrativas, aquele que depende da capacidade de gestão para mitigar problemas sociais relacionados a, por exemplo, moradia, mobilidade, segurança etc. Ou desconhece que o brilhantismo na política significa, JUSTAMENTE, a superação de desafios.

  7. Djalma Oliveira

    16 de maio de 2026 8:31 pm

    Com essa classe dominante, Lula faz milagres. Tudo que é proposto pelo governo Lula é bombardeado pelo PIG.
    Hoje é civilização contra a barbarie e a barbarie está em segundo lugar. Definitivamente, Lula faz milagres.

  8. rlocatelli

    17 de maio de 2026 8:22 am

    Não dá pra esperar muito de um 4º governo Lula. O vice é o Alckmin, privatista de mão cheia (privatizou o Banco do Estado de São Paulo, um crime), os “aliados” são os mesmos. O que teremos? Mais privataria, com o nome de concessão, mais calabouço fiscal, sufocando os investimentos, e juros altos do BC, bloqueando o crescimento.
    Infelizmente a alternativa (Flávio ou outro) é ainda pior! Teremos que escolher entre o ruim e o péssimo.

  9. Veritas

    17 de maio de 2026 1:19 pm

    JK,com ajuda do jornalista Carlos Heitor Cony, escreveu o livro “Por que Construí Brasília” deixando para as futuras gerações uma escola de como planejar, definir metas para o desenvolvimento estratégico do país, como acompanhar e implementar tais metas e como persistir para que os avanços possam ser consolidados. Infelizmente, tal escola de soberania,independência e desenvolvimento do Brasil não foi seguida pelos políticos e elite brasileiros. Se Lula não seguir tal legado, se tornará um presidente que nada fez e entregará o país para a associação banqueiros, crime organizado e políticos mafiosos. Será o maior desperdício de nossa história.

  10. Sueli

    18 de maio de 2026 12:23 am

    A realidade social no Brasil é muito complexa. O jeito de governar de Lula não surge do nada. Ele luta, não só pra articular e manter bem a economia, mas também conter inúmeras contradições que operam contra: o fisiologismo do congresso, a pressão ideológica da mídia tradicional, a dependência do capital financeiro internacional que não serão resolvidos mudando de postura. Todas essas forças agindo simultaneamente, limita e moldam o raio de ação de Lula. O jeito de governar de Lula, nesse momento ( depois do impeachment 2016, depois do seu retorno à política após sair da prisão), é o único jeito possível. Atualmente no Brasil, não basta aplicar um plano econômico puramente técnico e desenvolvimentista, vivemos um período de violência política e ideológica em que a polarização e a força do conservadorismo operam de forma a bloquear reagindo contra. Mesmo que Lula apresente o melhor projeto técnico do mundo, a instância política/ ideológica do legislativo têm autonomia suficiente para paralisa-lo. Acho, que Lula teve avanços significativos após todo o retrocesso que sofremos com a administração Temer/Bolsonaro. O pragmatismo de Lula é o reconhecimento da sua autonomia limitada. Ainda não é o momento para dar um “soco na mesa” mesa e impor uma nova governabilidade. Talvez demore muito, pois isso requer que não seja só o governo o protagonista, mas a grande massa também. Um governo acuado pelo congresso só consegue governar plenamente se tiver o respaldo de milhões de pessoas organizadas nas ruas, pronta para contrapor a pressão do mercado e dos parlamentares conservadores.

  11. fabricio coyote

    18 de maio de 2026 5:48 pm

    A última estadista fora Dilma: conseguiu reduzir o desemprego a 4% e editou a lei que destinava o pré sal e seus resultados à saúde e à educação em 80%. por isso caiu. fosse um país sério seríamos uma poténcia. mas fora impedida por votos de constituintes vendidos (josé serra fora deputado constituinte) e figuras elasquerosas e misóginas. revogaram a lei e privatizaram até distribuidoras. esse sistema de hoje só se sustenta devido ao rebolejo de Lula com ianques e entreguistas. kaos!

  12. jossimar

    19 de maio de 2026 10:00 am

    Nassif, você citou algumas iniciativas importantes que foram tomadas durante o Governo Dilma. Ótimas iniciativas que deveriam seguir como políticas de estado.
    Mas a pergunta é: porque você acha que a Dilma foi cassada, inclusive com o completa omissão do PT no processo?
    Ela enfrentou o sistema financeiro e tinha projetos de desenvolvimento para o país. Exatamente por esses motivos ela foi chutada do governo. Não tinha nada a ver com pedaladas fiscais, porque a maior pedalada da história do universo foi dada pelo governo bostanaro. E a imprensa NUNCA tocou nesse assunto.

  13. Odair Cerajolis

    21 de maio de 2026 1:51 am

    Lendo este artigo minha confusão aumentou,esclarecerei o motivo,
    devido a uma entrevista do atual presidente,li o livro O Barão de Mauá um exemplar que consegui em um sebo(instalado em uma assembleia do PSOL, vi até o Dr⁰ Plinio discursando)o livro com dedicatória do autor Jorge Caldeira uma amiga no ano de 1995. Na entrevista as palavras dele foram algo nessa linha “leiam sobre o Barão para vocês entenderem como se comporta um verdadeiro empresário que deseja desenvolver seu país”,ou seja o texto e a realidade são o oposto ao que se lê e ao que foi dito.

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