Dez anos do impeachment de Dilma Rousseff comemorados com gala: a divulgação, pelo Intercept, do ex-candidato bolsonarista à presidência da República, Flávio Bolsonaro, solicitando mais de uma centena de milhões de dólares ao vilão número 1 da República, Daniel Vorcaro.
Nada poderia ser mais significativo.
O impeachment de Dilma Rousseff marcou o fracasso final da geração da Constituinte. Do Movimento das Diretas saiu a mais civilizada Constituinte da história. A ditadura deixou uma economia engessada, mas completando a etapa da industrialização.
O país saía da ditadura com uma Constituinte modelo, dois partidos confiáveis, se revezando no poder, depois do terremoto de Fernando Collor.
Mais. Tinha a grande oportunidade de um salto no desenvolvimento. Havia um sistema técnico-científico robusto, uma indústria de base e metal-mecânica em condições de conquistar o mercado externo, mudanças radicais na telemática e na logística, habilitando o país a ser um dos hubs da nova arquitetura de fornecedores globais.
Eram Brasil, China e Índia como candidatos a futuras potências mundiais.
Lembro-me de um gráfico analisando as 10 ciências mais promissoras da época. A China tinha alguns pontos muito altos e outros inexistentes. Já o Brasil está bem colocado em todos os pontos.
Aí sobrevieram os desastres. Primeiro, a teoria do choque, experimentada por Collor e implementada por Fernando Henrique Cardoso, com uma política cambial deliberadamente apreciada para tornar o país um grande negócio para os grandes fundos internacionais – associados aos economistas do Real.
Ano após ano a indústria foi desmilinguindo. As grandes estatais, fundamentais como âncoras da nova etapa – inclusive para garantir o florescimento de empresas, competindo em nível de mercado – foram sendo vendidas. Os recursos ajudavam a fechar o balanço de pagamentos mas deixavam, de herança, um volume cada vez maior de remessas para o exterior, a título de dividendos e royalties.
Ao mesmo tempo, a partir de 1999 subordinou-se o país ao capital financeiro especulativo, com a implantação das metas inflacionárias e de uma ampla desregulação do mercado, que deixou o câmbio à mercê dos humores do capital gafanhoto e a economia subordinada a taxas de juros impossíveis.
Seguiu-se um amplo desgosto da opinião pública, uma falta de sonhos, provisoriamente superada pelo boom das commodities e pelo pique do segundo governo Lula. Quando cessou a bonança, tudo veio abaixo.
Seguiram-se a Lava Jato e o impeachment, um jornalismo de ódio só visto, antes, nos meses que antecederam o suicídio de Vargas e o golpe de 1964. E, uma a uma, as instituições foram sendo varridas do mapa.
A Constituição foi atropelada pelo impeachment sem crime. No Supremo, Ministros que tentaram resistir aos desmandos da Lava Jato morreram em acidentes. Outros se deixaram levar da forma mais sórdida. Deram posse a Michel Temer, prenderam Lula para impedi-lo de participar das eleições de 2018. Jornalistas passaram a agir como policiais.
E, a partir daí, escancarou-se a política para o crime organizado, inicialmente as organizações criminosas localizadas no Rio de Janeiro, no entorno dos Bolsonaro.
Depois, com Bolsonaro no poder, a dupla Roberto Campos Neto-Paulo Guedes, abriu as portas do mercado financeiro ao crime organizado, permitindo que qualquer empresa, até fintechs de porta de quintal, pudessem se tornar canais para a circulação do crime organizado.
O preço pago foi extremamente elevado. Quebrou-se o setor mais dinâmico da economia, das grandes empreiteiras. Permitiu-se a morte de 700 mil pessoas pelo Covid e, principalmente, escancarou-se a viralatice nacional, a ponto de jornais tentarem repetir a Lava Jato.
Não apenas isso. Nenhum dos governos que se seguiram ao infausto governo FHC logrou montar um plano sequer que apontasse o futuro. Houve avanços, é verdade, no Bolsa Familia, nas políticas educacionais, no fortalecimento do SUS. Mas o grande salto, capaz de estimular o pacto nacional, não ocorreu.
O país ficou nas mãos de uma figura política admirável, no plano internacional e como defensora da democracia, mas incapaz de sair da mesmice e escapar das armadilhas impostas pela financeirização de FHC.
O país caminha para as eleições com dois cenários pela frente. Com Bolsonaro ou qualquer um do meio, a destruição do que resta de projeto nacional; com Lula, a democracia salva mas um grande risco de se ter mais do mesmo.
O país anseia pelo novo, anseia por reconstruir o futuro ainda que, inicialmente, no imaginário popular. Lula precisa acordar para sua responsabilidade de, para o quarto governo, criar um plano de metas adequado às possibilidades abertas ao país: terras raras, energia verde, digitalização. Se não conseguir, será o responsável pela última pá de cal na geração das diretas.
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Jose Carlos
14 de maio de 2026 9:06 amE, no dia do impeachment da Dilma, ela foi reeleita por unanimidade por todos
países do Brics para mais um mandato na presidência do banco (NBD), até 2030.
A imprensa não noticiou. O banco Brics é figura fundamental para implantação da
plataforma, BRICS Pay, que fará concorrência ao sistema de pagamento internacional o
Swift. A proposta é conectar sistemas nacionais existentes, como o SPFS (Rússia),
UPI (Índia) e o Pix (Brasil).
Essa plataforma usa um cesta de moedas, para trocas comerciais entre os países
do bloco, diminuindo a dependência do uso do dólar.
A sede do NBD fica em xangai.
Marcelo.jotaaa
14 de maio de 2026 9:53 amExigir de Lula tudo é SURREAL,o governo atual dele diz tudo,governa cercado por todos os lados de sabotadores dizendo uma coisa e fazendo outra,COBREM A OPOSIÇÃO DESTRIIDORA DO PAÍS AFF,surreal, acordem,Unilever denuncia Ypê,Coca ferra a Dolly,cervejaria paulista sabotada,SP infestada de infiltrados anti estado e…CULPA DO LULA Q SOBREVIVE AFF,eeu COVID vcs a deixarem de ser zumbis,O MINDO NÃO VAI MAIS SER O MESMO,aí meu Deus q medo socorro a mídia toda disse isto e é a mesma q esconde Gaza arrasada e Vircaris da vida AFF q tédio,culpa do Lula lógico,quem manda não ser mágico AFF !!!
Veritas
14 de maio de 2026 2:20 pmA minha geração, desde criança, sonhou em reduzir enormemente a desiguldade social, que está presente em todo mundo, mas é absurdamente exagerada no Brasil. Para tanto, víamos nas diretas já a possibilidade de ampliar as bancadas e governos ligados aos interesses das classes sociais C,D,E, não apenas `a bancada bala, bíblia, boi e bufunfa. Víamos nas estatais, Petrobrás, Eletrobrás e Vale do Rio Doce a possibilidade de desenvolvimento industrial com energia barata e melhoria nos empregos e renda e no BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica, bem como nos investimentos públicos e privados a possibilidade de desenvolvimento da indústria naval, da informática e de programas de moradia, saneamento e de infraestrutura de transportes. A privatização, a venda de grandes indústrias locais e a financeirização da economia aumentaram a transferência de riquezas para o exterior e reduziram as possibilidades de desenvolvimento nacional. O permanente domínio do centrão nas eleições, a ênfase na exportação de comodities e os juros estratosféricos reduziram ainda mais as possibilidade de distribuição de renda e melhorias sociais e tecnológicas locais. O PIB cresceu, mas a desigualdade e a desesperança aumentaram. Há na base deste absurdo social a aversão a pobres que as elites possuem. Que um plano de metas inovador, muita sensibilização e conscientização da importância e dignidade de cada ser humano nos salvem.
CARLOS A S V PROJET
14 de maio de 2026 2:47 pmAgora esta meio tarde Lula para vc acordar e a nbaixa dos juroos com galipolo? Vc prometeu todo o dia durante campos neto
Paulo Dantas
14 de maio de 2026 2:52 pmEste site é um dos poucos, se não o único, que pensa o país.
O resto fica no varejào da política do dia-a-dia.
Pensa defesa, tecnologia, planejamento.
O resto presa fica na cartilha das ideologias destras ou canhotas…
fabricio coyote
15 de maio de 2026 5:24 amos dois presidentes constituintes foram os responsáveis pelas emendas mais nefastas ao Soneto Consritucional original: emendas constitucionais 16 e 40: daí para frente o kaos absoluto…
Naldo
15 de maio de 2026 1:53 pmVou resumir….a única coisa que o desprezível fhc falou que prestasse, país rico povo pobre……por que nós o povo temos que ficar felizes pelas tais terras raras? Não participamos desses ganhos, passamos longe deles. ..tãi o pré sal, o quê ganhamos com ele? Combustível barato? Não,..melhoraram a saúde ou a educação com esses ganhos? Não… transporte melhor? Não… salário ou aposentadoria melhores? Não…. diferente de países em que as riquezas daí distribuídas, poucos é verdade, aqui só ouvimos falar .. então pra que se preocupar com essa trolha? Se os de fora levar l, ou os de dentro, não ganhamos nada do mesmo jeito….e a mídia xinga o bolsa família, é o contrário, esses ganhos deveriam se transformar em uma renda mensal pra cada brasileiro indistintamente, não pra uma família como o nióbio ou um grupo empresarial….como isso é utopia, dane- se as terra raras …
E não cortem o meu comentário pelo desprezível acima. ..