21 de maio de 2026

Câmara aprova redução de floresta nacional no Pará e abre caminho para usos econômicos na área

A Floresta Nacional do Jamanxim ocupa atualmente 1,3 milhão de hectares. Com a aprovação do projeto, essa área recua para 814 mil hectares, redução de cerca de 37%
Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Câmara aprova projeto que recategoriza parte da Floresta Nacional do Jamanxim em Área de Proteção Ambiental no Pará.
Área da floresta reduz de 1,3 milhão para 814 mil hectares, permitindo usos econômicos mais amplos na região.
Críticos alertam que mudança pode facilitar desmatamento, garimpo ilegal e grilagem, fragilizando proteção ambiental.

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A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (20), um projeto de lei que recategoriza parte da Floresta Nacional do Jamanxim, no município de Novo Progresso (PA), transformando-a em Área de Proteção Ambiental (APA). O texto segue agora para o Senado.

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A Floresta Nacional do Jamanxim ocupa atualmente 1,3 milhão de hectares. Com a aprovação do projeto, essa área recua para 814 mil hectares, redução de cerca de 37%. O território deixa de ser floresta nacional passa à categoria de APA, que permite regularização fundiária e usos econômicos mais amplos, como atividades agropecuárias.

A diferença entre as duas categorias é central no debate: florestas nacionais têm regras de proteção mais rígidas do que APAs, embora ambas sejam unidades de conservação de uso sustentável administradas pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio).

Apoiadores

O relator do projeto, deputado José Priante (MDB-PA), defende que a medida regulariza ocupações de produtores rurais estabelecidos na região antes de 2006, ano em que a Floresta Nacional foi criada. Para ele, o projeto não extingue área protegida, apenas ajusta a categoria de conservação de um território onde o uso do solo já estava consolidado há anos.

“Há uma necessidade incontornável de resolver conflitos fundiários na região, cuja ocupação é anterior à área protegida”, afirmou o relator em seu parecer. O presidente da bancada ruralista, Pedro Lupion (Republicanos-PR), celebrou a aprovação e disse que a medida leva desenvolvimento à região.

A votação contou com a presença do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), no plenário da Câmara.

As críticas ambientais

Parlamentares contrários ao projeto alertam para os riscos de a recategorização servir de porta de entrada para a legalização de atividades irregulares na Amazônia. A deputada e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede-SP) afirmou que a mudança fragiliza a proteção de uma área estratégica para a biodiversidade e pode facilitar garimpo ilegal e grilagem de terras.

A deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) destacou que o projeto foi protocolado apenas um dia antes da votação e alertou para o impacto potencial: segundo ela, a medida pode gerar 130 mil hectares de desmatamento e a emissão de até 67 milhões de toneladas de gás carbônico.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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