Os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de sanções econômicas contra Cuba, ampliando a pressão sobre o governo da ilha. As medidas, divulgadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano, atingem empresas dos setores de mineração e turismo, além do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, familiares e integrantes da cúpula governamental.
Entre as entidades sancionadas estão a empresa de turismo Amistur Cuba e a Minera La Victoria, uma joint venture formada pela estatal cubana Geominera e pela mineradora australiana Antilles Gold. As sanções proíbem transações envolvendo pessoas e empresas norte-americanas e podem afetar instituições estrangeiras que mantenham relações comerciais com os alvos da medida.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que bancos e empresas que prestarem serviços às entidades sancionadas correm o risco de também sofrer punições. Segundo ele, o governo de Donald Trump pretende ampliar a pressão sobre o regime cubano.
Além de Díaz-Canel, os EUA incluíram na lista de sanções familiares do presidente cubano e integrantes ligados ao governo de Havana. Também foram atingidos o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês de Defesa da Revolução (CDR).
Em resposta, Díaz-Canel classificou as medidas como uma agressão contra o povo cubano e afirmou que o país continuará resistindo às pressões externas. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou Washington de tentar criar um cenário de confronto e de aprofundar o isolamento econômico da ilha.
As novas sanções se somam a uma série de restrições adotadas pela administração Trump desde o fim de 2025. Entre elas estão medidas contra empresas estatais cubanas e ameaças de punição a países que forneçam petróleo à ilha, agravando a crise energética e econômica enfrentada pelo país caribenho.
Com informações da Agência Brasil e Gazeta News
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