
Jornal GGN – A Odebrecht irá pagar as multas aplicadas pela Operação Lava Jato aos 77 executivos e acionistas que fizeram acordo de delação premiada. O valor deve ultrapassar R$ 500 milhões, de acordo com informações da Folha de S. Paulo.
Este total não está incluído na indenização de R$ 6,8 bilhões que a empreiteira terá de pagar para os governos do Brasil, Estados Unidos e Suíça.
Os delatores querem que a empresa quite rapidamente a multa para que possam ter suas contas bancárias desbloqueadas. O montante é baseado no valor dos salários que os executivos receberam na empresa nos últimos dez anos, além dos bônus no mesmo período, garantidos em geral após a Odebrecht fechar um contrato de obra pública através do pagamento de propina.
Entretanto, a empresa disse que só realizará o pagamento depois que os acordos de delação forem homologados.
Com a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, a presidente da Corte, Carmén Lúcia, ainda não decidiu como será feita a substituição do relator da Lava Jato no STF, mas ela definiu que as audências finais para a homologação fossem retomadas.
A empreiteira utilizada o departamento criado para pagar propinas para repassar bônus no exterior para seus diretores, para que eles não tivessem que pagar impostos no Brasil. O acordo com o MPF também prevê o cumprimento de prisão domiciliares.
51 executivos terão de ser demitidos em razão do envolvimento em atos frequentes de corrupção, e outros que continuarão na empresa serão monitorados por especialistas em medidas anticorrupção.

evandro condé de lima
28 de janeiro de 2017 2:29 pmAproveitando o post
Quando da escolha do Brsil e Rio para a Copa e as Olimpíadas, eu, um mero comentarista, com “cultura” de blogs e jornais, postei (infelizmente não encontro) que ambas seriam um desperdício de dinheiro e fonte de corrupção, o que continuo acreditando. mas o que me impressiona, é que na época, e mesmo durante e após a realização das mesmas, com obras interrompidas e inúteis, aqui no blog, onde esperaria ver críticas ao ocorrido, foi esparso.
Me lembro perfeitamente de post onde se reverenciava a escolha ( Copa se não me engano) com louvores. Por que não um onde se apresente o que ficou em promessas, o que se gastou, como realmente foram determinadas as granas para as obras e para onde foi a grana, sem contar a qualidade dos projetos (afinal, as prefeituras não foram inocentes).
Me pergunto até hoje: quanta grana foi pelo ralo.
JB Costa
28 de janeiro de 2017 2:36 pmDecerto é legal e talvez seja
Decerto é legal e talvez seja até moral, considerando que, pelo menos em tese, seria a compensação para as perdas de uma empresa de economia mista. Entretanto, tenho dúvida se valerá a pena destruir uma empresa tradicional, possuidora de expertise inigualável e responsável por dezenas e milhares de empregos diretos e indiretos. Isso numa conjuntura de recessão econômica com todas as consequências nefastas daí advindas.
Corporações da espécie, ademais, em especial o ramo cujo objeto é a construção civil, são matrizes de uma cadeia de atividades afins o que agudiza ainda mais a tragédia que será seu eventual ocaso ou só mesmo enfraquecimento. Será que nesses casos a relação custo x benefícios não seria um fator a ponderar? Ou essa sanha purgatória moralista, prenhe de injunções políticas, é um fim em si mesma, o que seria algo estúpido e hipócrita?
ze sergio
28 de janeiro de 2017 4:55 pmdecerto…..
Empresário brasileiro, não se acovarde e invista. Este país é surreal. Depois o Poder Público, que detém o poder político, o controle da Policia, do MP, do Judiciário, das obras, do orçamento, das liberações, dos órgãos fiscalizadores vai te extorquir, de dia de tarde e de noite. E quando a casa cair, vai acusar o empresário de corromper o pobre e inocente Estado Brasileiro e sua podridão nefasta fantasiada de democracia. Parabéns Brasil, realmewnte é a Odebrecht e seus mais de 20 mil profissionais que é a parte corrupta deste país. Somos inacreditáveis.