19 de junho de 2026

Hezbollah rebate acusações de Israel e afirma que Tel Aviv viola cessar-fogo firmado em 2024

Movimento libanês sustenta que forças israelenses mantêm ataques, incursões e bombardeios desde a entrada em vigor do acordo mediado internacionalmente
Foto: IRNA - Islamic Republic News Agency

Hezbollah nega acusações de Israel sobre descumprimento do cessar-fogo firmado em 2024 na fronteira com o Líbano.
Grupo libanês acusa Israel de violar acordo com ataques aéreos e incursões militares na região sul do Líbano.
Tensão aumenta com conflito Israel-Irã; temor de regionalização da guerra no Oriente Médio cresce entre países e ONU.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Hezbollah contestou nesta sexta-feira (19) as acusações feitas por Israel de que o grupo libanês estaria descumprindo o cessar-fogo firmado entre as partes em 2024.

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Em comunicado divulgado por sua ala de mídia militar, a organização afirmou que, ao contrário do que sustenta o governo israelense, são as forças de Israel que vêm violando repetidamente os termos do acordo.

Segundo o movimento, as violações incluem ataques aéreos, bombardeios contra áreas civis e incursões militares em regiões próximas à fronteira sul do Líbano. O Hezbollah argumenta que essas ações ocorreram de forma contínua desde a implementação do cessar-fogo, mediado após meses de confrontos intensificados na fronteira entre os dois países.

A declaração surge em um momento de forte tensão no Oriente Médio, marcado pela ampliação do conflito entre Israel e Irã e pelo aumento das preocupações internacionais sobre uma possível regionalização da guerra.

Troca de acusações

O governo israelense tem acusado o Hezbollah de manter infraestrutura militar próxima à fronteira e de promover atividades consideradas incompatíveis com os compromissos assumidos no acordo de cessar-fogo. O grupo libanês, por sua vez, rejeita essas alegações e sustenta que Israel busca justificar operações militares contínuas em território libanês.

De acordo com o site Al Mayadeen, observadores internacionais e autoridades libanesas registraram episódios recorrentes de tensão ao longo da chamada Linha Azul, faixa demarcada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para separar Israel e Líbano, desde o acordo firmado em 2024.

O Hezbollah afirma que as ações israelenses não se limitam a operações militares direcionadas, mas incluem ataques que colocam em risco populações civis e afetam a estabilidade de comunidades no sul do Líbano.

A nova troca de acusações ocorre em um cenário particularmente delicado. O Hezbollah é considerado o principal aliado do Irã na região e integra o chamado “Eixo da Resistência”, aliança informal composta por grupos e governos que se opõem à influência israelense e norte-americana no Oriente Médio.

Com a escalada do confronto entre Israel e Irã, cresce o receio de que a fronteira libanesa volte a se transformar em uma frente ativa de guerra. Governos ocidentais, organismos multilaterais e países árabes têm defendido a preservação dos mecanismos de cessar-fogo para evitar que o conflito se expanda para outros territórios.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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