21 de junho de 2026

Brasil tem 3,7 milhões de jovens a menos fora da escola e do mercado de trabalho

Pesquisa do IBGE mostra queda expressiva no número de "jovens nem-nem" entre 2019 e 2025; qualificação profissional aparece como um dos principais fatores da virada
© DAVI PINHEIRO / GOV DO CEARA; REDENÇÃO

Brasil reduz em 3,7 milhões o número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham entre 2019 e 2025.
Em 2019, eram 11,9 milhões de jovens nessa condição; em 2025, o número caiu para 8,2 milhões, segundo IBGE.
Maior escolaridade aumenta busca por cursos técnicos; 24,8 milhões de brasileiros já frequentaram esses cursos em 2025.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Brasil registrou uma redução significativa no número de jovens que não estudam nem trabalham. Entre 2019 e 2025, 3,7 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos deixaram essa condição, popularmente conhecida como a dos “jovens nem-nem”, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) Educação 2025, divulgada na última sexta-feira (19) pelo IBGE.

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Em 2019, esse grupo somava 11,9 milhões de jovens. Em 2025, o número caiu para 8,2 milhões, uma redução de 4,9 pontos percentuais, considerando uma população de 46,6 milhões de brasileiros nessa faixa etária.

Qualificação

Um dos fatores apontados para essa melhora é o crescimento na procura por cursos técnicos e de qualificação profissional, tanto nos Institutos Federais quanto em entidades privadas de ensino.

Os números do IBGE mostram que, em 2025, 24,8 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais, o equivalente a 14,2% dessa população, já haviam frequentado algum curso do tipo. A pesquisa também revela uma relação direta entre escolaridade e acesso à qualificação: entre os sem instrução ou com ensino fundamental completo, apenas 5,9% tinham passado por esses cursos; entre os com ensino médio incompleto até o superior incompleto, o índice sobe para 17,3%; e entre os com ensino superior completo, chega a 23,1%.

Os dados indicam, portanto, que quanto maior o nível de instrução, maior a tendência de buscar qualificação complementar, o que reforça a importância de ampliar o acesso à educação básica como pré-condição para inserção no mercado de trabalho.

*Com informações da Agência Gov.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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