23 de junho de 2026

Governo mantém aumento de tarifas para elétricos e renova cota de importação sem imposto

Alíquotas chegarão a 35% a partir de julho; cota com tarifa zero de US$ 463 milhões vale por seis meses e divide governo e indústria
Crédito: José Cruz/ Agência Brasil

Governo mantém aumento de tarifas para veículos elétricos e híbridos, com cota zero para modelos desmontados até julho de 2027.
Cota isenta de impostos cobre US$ 463 milhões em veículos CKD e SKD; importações acima pagam tarifas conforme cronograma.
Gecex defende medida para inovação e redução de emissões; Anfavea alerta sobre impacto negativo na indústria nacional.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O governo federal manteve o cronograma de elevação das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos e, ao mesmo tempo, recriou uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados e semidesmontados. A decisão foi do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e entra em vigor a partir de 1º de julho de 2027, com validade de seis meses.

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A cota isenta de impostos contempla até US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD (desmontados) e SKD (semidesmontados), que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil — o mesmo valor do mecanismo que vigorou até janeiro deste ano. Importações acima desse limite continuam sujeitas às tarifas do cronograma oficial.

As novas alíquotas

Os veículos semidesmontados (SKD) terão tarifa de 35% a partir de julho de 2027. Os desmontados (CKD) seguem com alíquota de 14% até o fim de 2026 e passam para 35% em janeiro de 2027. A decisão não afeta veículos eletrificados totalmente montados, que permanecem sob as regras de tributação já estabelecidas.

Posições opostas

O Gecex defendeu a medida como parte de uma política comercial voltada à renovação da frota, à inovação e à redução de emissões de carbono no setor automotivo.

A indústria reagiu de forma contrária. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) disse ver a decisão com “grande preocupação” e alertou que a manutenção da cota com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no país, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças. A entidade citou manifestações de sindicatos e representantes do setor que apontam impactos negativos sobre a produção local.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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