Um navio cargueiro que transitava pelo Estreito de Ormuz foi atingido por um projétil nesta quinta-feira, segundo informações das autoridades militares britânicas responsáveis pelo monitoramento do tráfego marítimo na região. O ataque causou danos à ponte de comando da embarcação, mas não deixou vítimas nem provocou impacto ambiental.
Segundo relatos militares, o navio navegava por uma nova rota apoiada por Omã e pelas Nações Unidas quando foi atingido a cerca de 7,5 milhas náuticas da costa omanense. Poucas horas antes, a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) havia emitido um alerta afirmando que embarcações que transitassem pelo estreito sem autorização iraniana estariam operando de forma “ilegal”.
Em uma transmissão de rádio atribuída à IRGC e divulgada em redes sociais, militares iranianos teriam afirmado que apenas navios autorizados poderiam passar pela região, alertando que embarcações fora das rotas designadas “arcariam com as consequências”.
O governo iraniano não assumiu responsabilidade direta pelo ataque, e ainda não há confirmação independente sobre a origem do projétil ou a identidade da embarcação atingida.
O episódio levou a Organização Marítima Internacional (IMO) a suspender temporariamente a evacuação de navios que estavam presos na região, enquanto aguarda garantias mínimas de segurança para a navegação.
Antes do incidente, dados de monitoramento apontaram um aumento no número de embarcações utilizando uma rota alternativa organizada por Omã em coordenação com organismos internacionais. Segundo informações operacionais, cerca de 70 travessias foram registradas nessa nova passagem em um curto intervalo de tempo.
A movimentação ocorre em meio a um cenário de disputa sobre a governança do tráfego marítimo na região. O Irã afirma que apenas rotas previamente autorizadas por suas autoridades seriam seguras, enquanto iniciativas internacionais buscam manter a circulação de navios fora do controle exclusivo de Teerã.
Autoridades iranianas classificaram a nova rota como “inaceitável e extremamente perigosa”, alegando que ela foi estabelecida sem coordenação com Teerã. Já organizações internacionais defendem que a diversificação dos corredores de navegação é uma forma de reduzir riscos de bloqueio.
Em meio à escalada, empresas de transporte marítimo relataram saídas bem-sucedidas da região com apoio de esquemas de segurança reforçados. Ainda assim, o setor segue em alerta diante do risco de novos incidentes.
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