Parlamentares do Partido Democrata estão preparando uma ampla agenda de investigações sobre os negócios do presidente Donald Trump, de seus familiares e de aliados próximos caso recuperem a maioria na Câmara dos Representantes nas eleições legislativas de novembro.
Segundo o site Axios, o foco das investigações deverá recair sobre a expansão do patrimônio da família Trump desde o retorno do republicano à Casa Branca, incluindo negócios com criptomoedas, acordos internacionais, investimentos privados e possíveis conflitos de interesse envolvendo integrantes da administração.
O ponto de partida para as futuras investigações seria a declaração financeira divulgada por Trump, documento de 927 páginas que detalha receitas estimadas em cerca de US$ 2,2 bilhões obtidas ao longo de 2025.
Entre os ativos destacados está a empresa de criptomoedas World Liberty Financial, que teria gerado aproximadamente US$ 1,2 bilhão em ganhos relacionados ao presidente.
O relatório também registra US$ 635 milhões em royalties associados ao token $TRUMP, além de receitas provenientes de acordos judiciais com empresas de mídia e tecnologia e da comercialização de produtos licenciados, como relógios, tênis, perfumes, bíblias e outros itens com a marca Trump.
Familiares e aliados no centro das apurações
De acordo com a publicação, democratas avaliam que familiares e integrantes do círculo político do presidente podem se tornar os principais alvos de convocações ao Congresso, uma vez que podem ser obrigados a prestar depoimento sob juramento.
A reportagem cita, entre outros casos, investimentos estrangeiros na empresa World Liberty Financial, relações comerciais envolvendo Donald Trump Jr., Eric Trump e familiares do secretário de Comércio, Howard Lutnick, além de empreendimentos internacionais conduzidos por Jared Kushner, genro do presidente.
Os democratas também pretendem examinar eventuais relações entre interesses privados da família Trump e decisões tomadas pela administração federal.
O presidente Donald Trump afirmou que seus investimentos são administrados por consultores externos e declarou que desconhecia parte dos ganhos divulgados no relatório financeiro.
Em entrevista à CNBC, Trump sustentou que seus filhos e gestores independentes administram seus investimentos e afirmou que, ainda que tivesse conhecimento das operações, elas não configurariam ilegalidade.
A ofensiva faz parte da estratégia democrata para as eleições legislativas de novembro. O partido pretende associar o crescimento da fortuna de Trump ao debate sobre desigualdade econômica, custo de vida e concentração de riqueza nos Estados Unidos.
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