5 de julho de 2026

MPF apura se governo federal falhou em regular propaganda de apostas online durante Copa do Mundo

O inquérito foi aberto após denúncias sobre possíveis anúncios abusivos e enganosos veiculados durante as transmissões dos jogos pela CazéTV
Joédson Alves - Agência Brasil

MPF abriu inquérito para investigar omissão da União na fiscalização da publicidade de apostas online no Brasil.
Denúncias apontam anúncios abusivos na Copa do Mundo de 2026 pela CazéTV e conduta de comentaristas esportivos.
Investigações focam na proteção de crianças e adolescentes contra propagandas de apostas em eventos de grande audiência.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, na Procuradoria da República no Distrito Federal, um inquérito civil público para verificar se a União foi omissa na regulamentação e fiscalização da publicidade de plataformas de apostas online, as chamadas “bets”. A investigação busca apurar se as medidas adotadas pelo governo federal atendem ao que determina a Constituição quanto à publicidade de serviços que podem representar risco à saúde e às finanças das famílias.

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O inquérito foi aberto depois que o MPF recebeu denúncias sobre possíveis anúncios abusivos e enganosos veiculados durante as transmissões dos jogos da Copa do Mundo de 2026 pela CazéTV, no YouTube. Além do conteúdo das peças publicitárias, o órgão vai acompanhar também a conduta de comentaristas esportivos que fazem palpites de apostas ao longo das partidas. No despacho de abertura do caso, o MPF destaca a necessidade de avaliar se a União tem aplicado corretamente as regras previstas na Lei nº 14.790/2023, que disciplina as apostas de quota fixa no país.

A principal preocupação da investigação é a proteção de públicos mais vulneráveis, sobretudo crianças e adolescentes expostos a essas propagandas em eventos e programações de grande audiência popular. Para isso, o MPF quer identificar quais ações concretas estão sendo tomadas para restringir o alcance dos anúncios e se há normas em elaboração para impedir que esse tipo de publicidade atinja menores de idade ou outros grupos considerados vulneráveis.

Como parte da apuração, o órgão solicitou informações e documentos a diversas instituições: a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), o Banco Central, os canais responsáveis pela transmissão da Copa do Mundo, além de instituições de ensino e pesquisa.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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