12 de julho de 2026

Relato de cantor cearense viciado em apostas viraliza: “Perdi R$ 800 mil”

Vittim descreveu o vício como algo que parece não ter fim e contou que a compulsão o levou a se arruinar tanto em apostas esportivas quanto em cassinos on-line
Crédito: Redes sociais/Reprodução

Cantor Vittim, do Ceará, revela vício em apostas que lhe custou cerca de R$ 800 mil em cinco anos.
Ele migrou para apostas online, usando lucros de shows e vendendo equipamentos para sustentar o vício.
Buscando ajuda, Vittim iniciou acompanhamento psicológico e bloqueou CPF em plataformas de apostas.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O cantor Victor Custódio Gomes, de 23 anos, conhecido artisticamente como Vittim, decidiu tornar público nas redes sociais um problema que enfrenta em silêncio há cinco anos: o vício em apostas. Morador de Ipu, no interior do Ceará, ele estima ter perdido cerca de R$ 800 mil ao longo desse período.

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Em vídeo publicado nas redes sociais, o cantor descreveu o vício como algo que parece não ter fim e contou que a compulsão o levou a se arruinar tanto em apostas esportivas quanto em cassinos on-line. Ao longo do relato, afirmou que, no início, os ganhos eram frequentes e expressivos, mas que, quando as perdas começaram, vieram de forma avassaladora.

Plataformas on-line

Vittim contou que começou apostando presencialmente, em casas de apostas esportivas, e que só depois migrou para as plataformas digitais, popularmente apelidadas no Brasil de “Jogo do Tigrinho”. Segundo ele, a facilidade de fazer transferências via Pix diretamente do celular tornou o hábito ainda mais difícil de controlar, já que bastava depositar o dinheiro na conta para apostar de qualquer lugar. O cantor afirmou que costumava direcionar praticamente todo o lucro obtido com seus shows diretamente para as apostas, muitas vezes logo após se apresentar.

Para sustentar o vício, Victor relatou ter vendido seus próprios equipamentos musicais profissionais por valores muito abaixo do que valiam. Ele também contou que o dinheiro destinado a compromissos com sua banda e outras obrigações profissionais acabava sendo usado nas apostas, o que em alguns momentos significou deixar os músicos sem receber.

O artista descreveu como o vício foi corroendo compromissos, amizades e laços familiares. Segundo ele, à medida que o dinheiro acaba, surgem os pedidos de empréstimo e as mentiras sobre para que o valor seria usado.

Vittim relembrou uma viagem para uma turnê no Rio de Janeiro como o episódio que o fez reconhecer a gravidade do problema. Ele havia se planejado financeiramente para a viagem, mas, motivado pela vontade de ganhar ainda mais, apostou o dinheiro reservado e acabou tendo que viajar sem essa reserva. Na época, os próprios músicos da banda ainda não sabiam do vício. Já no Rio, contou, teve dificuldade em conter o impulso e voltou a gastar com apostas o dinheiro recebido nos shows.

Busca por apoio

Ao perceber que precisava de ajuda, Victor revelou o problema à namorada, a familiares e a colegas de trabalho, além de buscar acompanhamento psicológico. Hoje conta com o apoio da namorada, de um primo e dos músicos da banda, mas lamenta o afastamento do próprio irmão, que também atuava como seu produtor e, segundo ele, era uma figura central em sua vida antes do distanciamento causado pelo vício.

Como parte da estratégia de recuperação, um primo do cantor conseguiu bloquear o CPF dele nas plataformas de apostas, e Victor afirma tentar reduzir o tempo que passa com o celular.

O governo federal disponibiliza um mecanismo de autoexclusão centralizada, que permite a qualquer cidadão brasileiro solicitar, de forma voluntária, o bloqueio do próprio acesso a todas as plataformas de apostas de quota fixa autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda, por prazo determinado ou indeterminado.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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