18 de julho de 2026

Moraes suspende visitas a Bolsonaro e barra encontro com Javier Milei

Ministro do STF proíbe visitas 30 dias, mantém veto a Flávio Bolsonaro por 90 dias e rejeita pedido para visita do presidente argentino
Ministro do STF, Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF).

Ministro Alexandre de Moraes ampliou restrições a Bolsonaro na prisão domiciliar após descumprimento de medidas cautelares.
Suspensas visitas a Bolsonaro por 30 dias, exceto médicas, fisioterápicas e advogados; Flávio Bolsonaro proibido por 90 dias.
Pedido para visita de presidente argentino Javier Milei a Bolsonaro foi negado por Moraes devido às restrições vigentes.

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar e negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, realize uma visita ao ex-mandatário.

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A decisão ocorre após Moraes concluir que Bolsonaro descumpriu uma das medidas cautelares impostas pela Corte ao permitir a divulgação, por intermédio de terceiros, de uma carta de conteúdo político. O documento foi lido e publicado nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar da proibição de utilização de plataformas digitais, direta ou indiretamente.

Em novo despacho, o ministro determinou a suspensão de todas as visitas ao ex-presidente pelo prazo de 30 dias, com exceção de atendimentos médicos, fisioterapêuticos e de seus advogados. Além disso, manteve a proibição para que Flávio Bolsonaro visite o pai durante 90 dias.

Moraes também estendeu as restrições políticas impostas ao ex-presidente. Até o término das eleições de 2026, Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral e de divulgar manifestos ou mensagens de natureza eleitoral, inclusive por meio de terceiros.

Na decisão, o ministro afirmou que a divulgação da carta representou desrespeito às medidas cautelares impostas para a manutenção da prisão domiciliar. “Patente, portanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja fiel observância é requisito obrigatório para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária”, registrou Moraes.

Visita de Milei foi considerada incompatível com as restrições

Pouco depois da imposição das novas restrições, a defesa de Bolsonaro solicitou autorização para que o presidente argentino, Javier Milei, o visitasse neste sábado (25), acompanhado por integrantes de sua comitiva oficial.

O pedido previa a presença do ministro argentino de Relações Exteriores, Pablo Quirno, da secretária-geral da Presidência, Karina Milei, e do intérprete Enrique Luis de Boero Baby.

Os advogados sustentaram que a visita teria caráter institucional e alegaram que as limitações anteriormente impostas à prisão domiciliar estavam relacionadas a circunstâncias médicas transitórias.

Moraes, no entanto, rejeitou o pedido. Segundo o ministro, a suspensão geral das visitas por 30 dias torna inviável qualquer autorização excepcional, ressalvadas apenas as hipóteses previstas na decisão.

“Julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias”, escreveu.

Com UOL e Agência Brasil

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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