23 de julho de 2026

Preço do petróleo supera US$ 100 pela primeira vez desde maio

Cotações disparam com escalada do conflito no Oriente Médio e temor de bloqueios em rotas de transporte de combustível
Pixabay

O petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril após ataques de houthis a petroleiros sauditas no Mar Vermelho.
Mar Vermelho, estreito de Bab el-Mandeb e Ormuz são pontos críticos para o abastecimento global de petróleo.
Analistas preveem preços elevados, podendo chegar a US$ 120 no 4º trimestre, devido a restrições e redução da oferta.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

A cotação do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde maio, impulsionado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio e pelo temor de novas interrupções nas principais rotas globais de transporte de petróleo.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A alta ocorreu após os houthis afirmarem ter atacado petroleiros sauditas no Mar Vermelho. A agência oficial da Arábia Saudita confirmou que uma das embarcações foi atingida e pegou fogo durante a travessia.

O episódio amplia as preocupações do mercado, já que o Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb se somam ao estreito de Ormuz — cuja navegação segue severamente afetada pela retomada dos confrontos entre Irã e Estados Unidos — como pontos críticos para o abastecimento mundial de petróleo.

A alta ocorre no momento em que o mercado do petróleo acumula cinco meses de redução da oferta, após o início da ação militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Segundo a Al-Jazeera, analistas avaliam que a combinação de restrições às rotas marítimas, queda da produção no Oriente Médio e redução dos estoques globais pode manter os preços elevados nos próximos meses. O Goldman Sachs estima que o Brent poderá superar US$ 120 por barril no quarto trimestre caso as interrupções no estreito de Ormuz persistam até 2027.

A valorização do petróleo também reforça os riscos de aceleração da inflação global e pode dificultar o ciclo de redução das taxas de juros em diversas economias, ao elevar os custos de energia e transporte.

(Com Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados