A cotação do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde maio, impulsionado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio e pelo temor de novas interrupções nas principais rotas globais de transporte de petróleo.
A alta ocorreu após os houthis afirmarem ter atacado petroleiros sauditas no Mar Vermelho. A agência oficial da Arábia Saudita confirmou que uma das embarcações foi atingida e pegou fogo durante a travessia.
O episódio amplia as preocupações do mercado, já que o Mar Vermelho e o estreito de Bab el-Mandeb se somam ao estreito de Ormuz — cuja navegação segue severamente afetada pela retomada dos confrontos entre Irã e Estados Unidos — como pontos críticos para o abastecimento mundial de petróleo.
A alta ocorre no momento em que o mercado do petróleo acumula cinco meses de redução da oferta, após o início da ação militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Segundo a Al-Jazeera, analistas avaliam que a combinação de restrições às rotas marítimas, queda da produção no Oriente Médio e redução dos estoques globais pode manter os preços elevados nos próximos meses. O Goldman Sachs estima que o Brent poderá superar US$ 120 por barril no quarto trimestre caso as interrupções no estreito de Ormuz persistam até 2027.
A valorização do petróleo também reforça os riscos de aceleração da inflação global e pode dificultar o ciclo de redução das taxas de juros em diversas economias, ao elevar os custos de energia e transporte.
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