24 de julho de 2026

Tribunal Penal Internacional remove procurador-chefe após acusações de má conduta sexual

Decisão aprovada por maioria pelos 125 países-membros marca a primeira remoção de um procurador-chefe na história do TPI; Khan nega acusações
Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda. Foto: Por OSeveno - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0

Procurador-chefe do TPI, Karim Khan, foi removido após acusações de má conduta sexual que ele nega.
Decisão foi aprovada por ampla maioria dos 125 países membros, primeira remoção definitiva na história do TPI.
EUA pressionam o TPI com sanções e campanha contra a corte, após mandados contra autoridades israelenses e investigações no Afeganistão.

Esse resumo foi útil?

Resumo gerado por Inteligência artificial

Os Estados-membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) decidiram remover do cargo o procurador-chefe Karim Khan, após acusações de má conduta sexual que ele nega de forma reiterada.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

A decisão, aprovada por ampla maioria entre os 125 países integrantes da corte, representa a primeira vez na história do TPI que um procurador-chefe é afastado definitivamente da função.

Segundo informações da Associated Press divulgadas pelo site Euronews, Khan havia sido suspenso temporariamente em junho, enquanto as denúncias eram analisadas após um relatório interno apontar que ele teria cometido “má conduta grave”.

Documentos mostram que Khan teria mantido um relacionamento sexual com a mulher que apresentou a denúncia e, posteriormente, teria tentado desencorajá-la a levar o caso adiante. Uma investigação independente concluiu pela existência de “má conduta grave”, mas Khan continua negando as acusações.

Apesar da remoção de Khan, a decisão não altera automaticamente os mandados de prisão já emitidos pelo Tribunal Penal Internacional. A manutenção ou eventual alteração dessas ordens permanece sob responsabilidade exclusiva dos juízes da corte.

A saída de Khan acontece em um momento de forte pressão política contra o TPI, especialmente por parte do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Washington já havia imposto sanções contra Khan e outros funcionários da corte em resposta à emissão de mandados de prisão contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, relacionados à guerra em Gaza.

As medidas americanas também estão ligadas às investigações conduzidas pelo tribunal sobre possíveis crimes envolvendo militares e funcionários dos Estados Unidos no Afeganistão.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou recentemente que Washington iniciaria uma “campanha abrangente para esmagar a ameaça que o Tribunal Penal Internacional representa para a soberania dos Estados Unidos”, em processo que passaria pela pressão contra países-membros para abandonar a instituição, sanções contra organizações que cooperem com o tribunal e a restrição da entrada de funcionários do TPI em território americano.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados