28 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro recorre contra decisão de Dino sobre post de Nossa Senhora

Ministro liberou posto do humorista Antônio Tabet, sobre a família miliciana; caso vai ao plenário do STF
Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Defesa de Flávio Bolsonaro recorre ao STF contra decisão que restabeleceu publicação de Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.
Ministro Flávio Dino suspendeu ordem de remoção para preservar liberdade de expressão; publicação não cita diretamente Flávio Bolsonaro.
Defesa pede que plenário do STF analise o caso e suspenda decisão até julgamento, citando competência do TSE contra desinformação eleitoral.

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A defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, recorreu nesta segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Flávio Dino que determinou o restabelecimento de uma publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida. Após receber o recurso, Dino encaminhou sua decisão para análise do plenário da Corte.

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A controvérsia envolve publicações nas redes sociais sobre uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Nos últimos dias, o tema ganhou repercussão entre perfis alinhados à esquerda, que associaram a suposta movimentação a políticos de direita e à campanha de Flávio Bolsonaro.

No domingo (27), durante um ato de campanha em Goiás, Flávio afirmou que o PT teria criado uma notícia falsa sobre o assunto com a participação de pessoas ligadas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A entidade negou envolvimento e declarou repudiar a produção e o uso de notícias falsas.

A manifestação do candidato ocorreu horas depois de Dino suspender uma determinação do ministro André Mendonça que havia ordenado a retirada de publicações relacionadas ao episódio, incluindo uma postagem de Antonio Tabet.

Ao restabelecer o conteúdo, Dino afirmou que a medida tinha como objetivo preservar a liberdade de expressão. O ministro também destacou que a publicação não fazia referência direta a Flávio Bolsonaro.

O post de Tabet dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolver atacar Nossa Senhora Aparecida”.

Segundo Dino, o STF já estabeleceu que intervenções do Estado sobre a divulgação de notícias e opiniões devem ocorrer de forma excepcional, diante da importância da liberdade de expressão para o exercício de outros direitos e liberdades.

Defesa pede suspensão da decisão

A defesa de Flávio Bolsonaro pediu ao ministro Luiz Fux que o caso seja analisado pelo plenário do STF e que, até o julgamento, a decisão de Dino seja suspensa. Fux é relator de ações que discutem a responsabilidade das plataformas digitais pelo conteúdo publicado por usuários e os parâmetros para a proteção dos usuários na internet.

Os advogados sustentam que o STF deve reafirmar, no julgamento relacionado ao Marco Civil da Internet, que cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecer as medidas de combate à desinformação eleitoral. A defesa também argumenta que a Justiça Eleitoral pode determinar às plataformas a remoção de reproduções de conteúdos que já tenham sido classificados como desinformativos.

O episódio ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026 e à circulação de conteúdos nas redes sociais envolvendo a campanha de Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora Aparecida.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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