O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal investigue uma série de ataques e atos de vandalismo contra imagens e símbolos religiosos registrados em diferentes estados brasileiros.
Dino também pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie a necessidade de abrir um procedimento para apurar os casos. A decisão ocorre em meio à controvérsia envolvendo publicações sobre Nossa Senhora Aparecida, tema analisado nesta quarta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o ministro, seu gabinete recebeu relatos de possíveis ataques contra imagens religiosas após uma decisão tomada por ele no último domingo (27), relacionada à retirada de conteúdos das redes sociais que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
Dino afirmou que os relatos apontam para uma possível sequência de ataques ocorridos nos últimos meses em diferentes regiões do país.
Entre os episódios citados estão casos de vandalismo em uma paróquia de Salvador (BA), destruição de imagens sacras em Londrina (PR) e na Catedral de São Pedro, em Rio Grande (RS), além de ocorrências envolvendo imagens de Nossa Senhora em Maceió (AL), Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT) e Novo Progresso (PA).
Também foram mencionados relatos de vandalismo contra um terreiro de umbanda na região de Belo Horizonte e de destruição de um assentamento de Exu em um terreiro na Bahia.
Na manifestação, Dino afirmou que os registros recebidos pelo gabinete indicam a necessidade de verificar se existe uma conexão entre os episódios e de identificar eventuais responsáveis.
A controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida começou após a circulação de publicações nas redes sociais que relacionavam Flávio Bolsonaro e setores da direita a uma suposta iniciativa para retirar da santa o título de padroeira do Brasil. O candidato negou a existência de qualquer proposta nesse sentido e acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de envolvimento em episódios de desinformação.
A liberdade religiosa é assegurada como direito fundamental pela legislação brasileira e por tratados internacionais, incluindo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que garante a liberdade de pensamento, consciência e religião.
*Com informações do g1.
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