30 de setembro de 2026

TSE julga remoção de postagens sobre Nossa Senhora

Plenário virtual analisa decisões de Mendonça, que abriu o julgamento votando pela manutenção das ordens de remoção de publicações
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

▸ TSE analisa validação da retirada de publicações que associavam Flávio Bolsonaro a plano contra Nossa Senhora Aparecida.

▸ Decisões conflitantes entre ministros do TSE e STF geraram impasse jurídico sobre liberdade de expressão e remoção de posts.

▸ Flávio Bolsonaro e Lula comentam polêmica; TSE vota remotamente com placar parcial favorável à retirada dos conteúdos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa nesta quarta-feira (30) a validação das decisões do ministro André Mendonça que mandaram retirar do ar publicações nas redes sociais envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Nossa Senhora Aparecida. A votação, prevista para ser encerrada às 23h59, ocorre em meio ao impasse jurídico que envolveu também ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no ápice da reta final da campanha eleitoral.

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Relator do caso, Mendonça abriu o julgamento votando pela manutenção de suas ordens anteriores, que determinaram a exclusão do post do humorista Antonio Tabet e de outros conteúdos similares espalhados pelas plataformas. As publicações associavam a candidatura de Flávio Bolsonaro a um suposto plano de retirar da santa o título de padroeira do país.

Ao defender o seu posicionamento, o ministro negou que a medida represente cerceamento à livre manifestação. “Não constituem censura prévia“, afirmou Mendonça, ao ressaltar que a intervenção da Justiça Eleitoral ocorreu diante de uma “premissa factual objetivamente falsa“, e não pelo uso de linguagem crítica, ácida ou satírica.

Idas e Vindas no Judiciário

A controvérsia ganhou contornos de crise institucional após decisões conflitantes entre integrantes da cúpula do Judiciário. Depois das ordens de remoção emitidas por Mendonça no TSE, Tabet acionou o STF. O ministro Flávio Dino atendeu ao pedido do humorista e derrubou as restrições impostas pela Corte Eleitoral, sustentando a necessidade de proteger a liberdade de expressão, uma vez que a publicação não citava o candidato nominalmente.

A reviravolta ocorreu na segunda-feira (28), quando o ministro Luiz Fux, atendendo a recurso da defesa do candidato do PL, suspendeu a decisão de Dino e reestabeleceu provisoriamente as determinações de Mendonça até a manifestação definitiva do colegiado. Fux argumentou que o impacto do tema na disputa presidencial exigia uma deliberação conjunta.

Repercussão Política

A disputa em torno do simbolismo religioso transbordou dos tribunais e passou a integrar o discurso dos principais cabos eleitorais do país. Em participação em um programa voltado ao público católico na segunda-feira, Flávio Bolsonaro reagiu à divulgação dos conteúdos e comparou a repercussão ao atentado sofrido por seu pai em 2018.

“Eu tenho a convicção de que tentaram matar o meu pai porque viram que ele já era presidente do Brasil em 2018. Por isso, foram para tentar eliminá-lo. Foi aquela facada, lá em Juiz de Fora… Para você ver, mais uma vez. Eu acho que eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim“, disse o candidato ao SantoFlow Podcast.

No mesmo dia, durante agenda oficial em Belém (PA), o presidente Lula (PT) também abordou o tema e cobrou respeito aos símbolos religiosos do país.

“Enquanto eu for presidente da República, ninguém vai avacalhar com Nossa Senhora Aparecida. Ninguém. As pessoas precisam aprender a respeitar todas as religiões, inclusive as religiões de matriz africana. É preciso. Ninguém é dono da verdade. A única igreja mentirosa é aquela da Lagoinha, daquele pastor chamado Valadão, que era sócio do Vorcaro“, afirmou Lula.

Votação em Andamento

A deliberação no TSE é realizada de forma remota e depende do posicionamento dos sete integrantes do tribunal. Além de Mendonça, compõem a Corte o presidente Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Sebastião Reis Júnior, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Peixoto Marques Neto e Estela Aranha. Até a última atualização desta matéria, o placar marcava 1 a 0 pela manutenção da retirada do conteúdo das redes.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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