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Foto: Paola De Orte/ABr
O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou hoje (27) que o futuro governo tem a intenção de mudar a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O deputado disse que acredita que já está decidido que a mudança ocorrerá e que “a questão não é perguntar se vai [ocorrer], a questão é perguntar quando será”, afirmou.
“A gente ainda não sabe ao certo dentro do governo a data, como é que ocorre. A gente tem a intenção e a ideia”, disse. A afirmação foi feita em Washington, depois de o deputado ter se reunido na Casa Branca com o conselheiro sênior e genro de Donald Trump, Jared Kushner. Kushner é um dos principais articuladores da política para o Oriente Médio do governo Trump.
No início de novembro, uma visita do chanceler brasileiro, Aloysio Nunes, ao Egito foi cancelada pelo governo do país. O cancelamento ocorreu após o anúncio de Jair Bolsonaro de que tinha a intenção de mudar a embaixada de Tel Aviv para Israel. Sobre o cancelamento, o deputado afirmou que não vê “crise nenhuma”, pois, segundo ele, a visita foi apenas adiada para o próximo ano.
“Quem não foi para o Egito foi só o chanceler Aloysio Nunes. Todo o corpo empresarial que estava previsto para ir para o Egito foi, inclusive a pedido das autoridades egípcias”, afirmou. O deputado também disse que o chanceler do próximo governo, Ernesto Araújo, deve cumprir a agenda e com certeza fará bons negócios lá. “Até porque, neste meio de transição, eu já recebi duas vezes a visita dos embaixadores dos Emirados Árabes Unidos”.
Sobre possíveis consequências para o comércio internacional e represálias de outros países por causa da mudança, o deputado afirmou que acredita que será possível encontrar uma maneira de solucionar a questão. “Eu acredito que a política no Oriente Médio já mudou bastante também. A maioria ali é sunita. E eles veem com grande perigo o Irã. Quem sabe nós apoiando políticas para frear o Irã, que quer dominar aquela região, a gente não consiga um apoio desses países árabes”.
O deputado também afirmou que não conversou com Jared Kushner sobre uma futura visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. Segundo ele, o tema deve ser discutido durante a visita ao Brasil do Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, no dia 29 de novembro, com o presidente eleito Jair Bolsonaro.
O deputado cumpre agenda nos Estados Unidos desde ontem (26), quando se reuniu com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, com o secretário-adjunto do Tesouro Americano, David Malpass, participou de evento no American Enterprise Institute e de reuniões com representantes do Departamento de Estado, do vice-presidente norte-americano Mike Pence, do Departamento de Comércio e do Conselho de Segurança Nacional. Hoje, além do encontro com Kushner, Bolsonaro esteve na Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos, onde se reuniu com empresários e investidores.
Avelino de Oliveira
27 de novembro de 2018 9:07 pmCaro Nassif
Bolso é o
Caro Nassif
Bolso é o puxadinho do Trump.
Tudo que Trump pede, eles fazem e balançam o rabinho.
Aguardemos, no que isso irá dar.
Saudações
marcosomag
27 de novembro de 2018 9:18 pmSilas Malafaia é o verdadeiro chanceler do “Duce” brasileiro.
O Brasil vai perder “apenas” um fluxo de comércio exterior 23 vezes maior do que aquele existente com Israel. Apoiar os ferozes ditadores sauditas e o genocídio que estão fazendo no Iêmen não vai adiantar nada para manter o comércio com os países árabes. Ficaremos marcados no imaginário das populações árabes como apêndices dos EUA, como qualquer republiqueta bananeira do Caribe.
Inacreditável atrelar o nosso futuro a uma potência decadente, que nada tem para oferecer ao Brasil do que taxações cada vez maiores sobre produtos com os quais não consegue mais competir e encarcerar os filhos de imigrantes brasileiros em jaulas, como animais, com a anuência do “mito” covarde.
É a má influência dos mercadores da fé como Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e outros sobre as relações internacionais do Brasil. Dará uma grande merda, com certeza!
vera lucia venturini
27 de novembro de 2018 9:27 pmMas eu estou falando. Já, já
Mas eu estou falando. Já, já os Bolsonaros estarão mandando no mundo. Agora é o comércio internacional que tem que se adaptar à família do Messias.
Só pra saber: quem vai ser empossado em janeiro? Moro, guedes, generais, evangélicos, carlos, eduardo ou jair? Para quem a imprensa, a procuradoria e o stf vão se ajoelhar para serem cavalgados?
ze sergio
27 de novembro de 2018 9:30 pmNÃO GASTE VELAS BOAS COM DEFUNTO RUIM…
As Eleições terminaram. A parte vencedora precisa perceber isto. Pensar em Governar e não dar respostas à Oposição Eleitoral ou respostas ideológicas. Gastaram Capital Político perseguindo excelentes médicos cubanos e o próprio sistema Mais Médicos. Agora, continuam a gastar mais apoio político com um assunto de menor interesse e pouca relevância em benefícios nacionais. As colocações do Vice Presidente são muito mais abrangentes e interessantes que de outros Assessores da Presidência. Inclusive sua Família.
Vautrin
28 de novembro de 2018 1:36 amassunto de menor interesse e pouca relevância
De fato, é surpreendente. Nos Estados Unidos, matéria do Las Vegas Sun, de 25 de setembro, apurou que lá a decisão teria sido em atenção e em consonância com as visões de alguns prestigiados apoiadores: “… embassy move and other recent decisions by the president have been in line with…” (Sheldon Adelson sees a lot to like in Trump’s Washington).
Todavia, a abordagem em nível oficial desse assunto parece demandar uma massa extraordinária de informação de contexto, para que se possa ponderar as repercussões de cada manifestação a seu respeito. A decisão americana, talvez seguramente também pela forma como veio, chegou a ser interpretada como mero cumprimento de um script, como se pode conferir no vídeo abaixo, com os comentários do sr. Morris, que parece reunir um conhecimento invulgar das relações internacionais em harmonia com um difuso anti-marxismo:
[video:https://youtu.be/yT2NrkJlgLM%5D
Fábio de Oliveira Ribeiro
27 de novembro de 2018 9:39 pmExcelente. O filho de
Excelente. O filho de #JairBolsonaro provocará a falência todos os produtores rurais e de carne que exportam para os países árabes. Netanyahu vai aplaudir o tirano brasileiro. O Bozo, porém, cairá mais rápido. Os próprios eleitores dele se encarregarão de derrubar esse idiota.
Ed F.
27 de novembro de 2018 9:47 pmAterrorizante a ignorância
Aterrorizante a ignorância desse gorila sobre política internacional e principalmente sobre a política do Oriente Médio.
O gal. Mourão, que ao menos tem a cabeça no lugar, vai manda-lo a merda mais cedo ou mais tarde.
Boeotorum Brasiliensis
27 de novembro de 2018 9:48 pmAnalfa
É, um analfa, mais um. Inconsequência, limitação da capacidade de entender realidades complexas e truculência. Estamos vendo isso há anos. Depois de Serra e Aloísio Nunes temos BolsoFilho enfiado na poltica externa enquanto aguardamos por Araújo.
Pensar que apoiar Israel e antagonizar o Irã vai trazer apoio árabe ao Brasil é risível. Esse infeliz não somente não conhece história, ele não lê jornais. Se essa fórmula desse certo os Estados Unidos eram amados no mundo árabe e parece que não.
Mas, isso é apenas a ponta do iceberg. Esperem. Vai ter mais. A começar para saber quem manda. Se é a famiglia Bosonaro ou o General Mourão e a turma do verde oliva. Esse governo será um balaio de gatos.
Vai sobrar para quem? Alguém já disse que ficar parado no meio da rua é pedir para ser atropelado duas vezes, por quem vem e por quem vai. E é onde o Bolsomito está.
É só esperar pra ver.
Somebody
27 de novembro de 2018 10:12 pmEu estou curioso para ouvir
Eu estou curioso para ouvir os gritinhos que esse moleque irá dar quando os árabes decidirem dar uma pequena amostra de realidade nua e crua para ele e para a patética família dele… Uma coisa é posar de macho, outra coisa bem diferente é encarar as consequencias.
Edson J
27 de novembro de 2018 10:42 pmBananas
Será que o preço da banana aqui na Região Metropolitana do Recife, um real a palma, tem alguma relação com o futuro próximo da nossa república?
IA2
27 de novembro de 2018 11:33 pmO boné do mauricinho diz tudo
O boné do mauricinho diz tudo sobre a capacidade intelectual e “inteligência” desta ameba.
naldo
28 de novembro de 2018 12:38 amGoverno
Governo paquidérmico….
Formado de estrupícios que estão mais preocupados com a situação alheia do que com o proprio povo…….gente lunática que logo será apeada do poder………….
cesarcardoso
28 de novembro de 2018 1:44 amO samba do crioulo doido de um dos príncipes herdeiros
Citando aqui as palavras dele: “Eu acredito que a política no Oriente Médio já mudou bastante também. A maioria ali é sunita. E eles veem com grande perigo o Irã. Quem sabe nós apoiando políticas para frear o Irã, que quer dominar aquela região, a gente não consiga um apoio desses países árabes”.
O príncipe herdeiro acredita piamente que não haverá problema algum em mudar a embaixada para Jerusalém (e tocar num dos nervos que une TODOS os praticantes da fé islâmica) se apoiar as monarquias sunitas do Golfo contra o Irã.
A leitura de geopolítica dos filhos do capitão da reserva é impressionante e assustadoramente ruim.
spinabolicionista
28 de novembro de 2018 2:15 am…que tristeza o Brasil um
…que tristeza o Brasil um grande país que virou essa caricatura resumida nessa imagem: matutos fdp
Marcos K
28 de novembro de 2018 7:52 amPra mim está perfeito.
Muitos
Pra mim está perfeito.
Muitos pequenos produtores agrícolas, especialmente em Santa Catarina, só sobrevivem porque estão vinculados de alguma forma a exportação de proteína animal, destinada justamente para estes países árabes. Muitos grandes produtores de milho tem a mesma dependência. Muitos caminhoneiros idem. Muitos pequenos municípios tem boa fonte de renda nesse tipo de atividade.
Quase todos votaram no Bozo e agora vem a paga: se a mudança da embaixada se confirmar e os árabes retaliarem vai ser uma quebradeira generalizada. Eu vou rir muito da cara de otário desses otários.
Problema é que são capazes de culpar o PT e esses imbecis acreditarem.
Mas não esqueço: são 57.797.847 de asnos que votaram nessa aberração. São 57.797.847 de culpados que merecem tudo de ruim que a eles acontecerem.
DJALMA
28 de novembro de 2018 8:41 amMeu Deus do céu
Só faltou a camiseta de campanha do Trump pra termos um perfeito vira lata lambe botas non sense, que se acha a última coca gelada do deserto.
Protegei-nos meu Deus (não o do malafalha e do edor maiscedo mão no bolso), o Brasil não merece isso definitivamente não.
Marcelo33
28 de novembro de 2018 12:41 pmMerece sim !!!! Merece muito
Merece sim !!!! Merece muito !!! Merece prácaralho !!!!
O Brasil apoiou tudo isso com entusiasmo !! todo os eleitores do Bolsonaro votaram nele para ele fuder pobre !!! Inclusive os pobres que votaram nele, porque acham que não são pobres !!!!
Diria que nem 5% dos eleitores do Bolsonaro votaram nele por um motivo que não seja mesquinho, cruel ou desumano !!!
Nosso povo é uma merda !!!!
Jorge Luis
28 de novembro de 2018 8:48 amVai ser lindo ver os
Vai ser lindo ver os exportadores catarinenses se juntarem à romaria de bolsominions arrependidos.
Albasgodel
28 de novembro de 2018 11:43 amSe o fato se confirmar.
Aquí no meu estado, SC., a onda de desemprego em aviários e frígoríficos de abate bovino será tremenda. O preço do frango mesmo que caia a R$ 1,00Kg., não terá demanda.
PauloBR
28 de novembro de 2018 9:13 amA mosca e o elefante
O que é mudar uma embaixada de lugar para quem mudou a capital do País de Brasília para Washington?
Victor Suarez
28 de novembro de 2018 9:34 amMAGA
Bolsonaro apenas está pagando o que recebeu de presente dos EUA: prisão de Lula (Moro também foi recompensado), fraude nas eleições com o whatsapp, financiamento extra-oficial da campanha, financiamento do MBL, VemPraRua e assemelhados, espionagem da Governo Federal pela NSA/CIA, formação de juízes e promotores via USAID, DoJ, CIA.
Bem, o filho do Presidente que recebeu um cheque em branco do povo idiota brasileiro apenas está devolvendo o que recebeu. Mas tirando do povo brasileiro para o povo americano.
MAGA