O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que vai entregar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento autorizando a abertura do sigilo telefônico dele e de seus cinco filhos. O petista desafiou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a adotar a mesma medida, incluindo a divulgação de informações sobre suas empresas e familiares.
Segundo Lula, a iniciativa busca permitir que os eleitores conheçam melhor os candidatos antes de votar no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. O presidente também afirmou que decidiu tomar a iniciativa para se defender de acusações contra sua família durante o período eleitoral.
“Eu fiz questão de colocar meus cinco filhos, porque eu sei que toda eleição se inventa uma coisa contra a minha família. E eu resolvi não ficar quieto”, declarou o presidente, ao explicar a decisão de formalizar a autorização.
Durante a declaração, Lula fez ataques ao adversário e afirmou que o Brasil não pode ser governado por alguém que, segundo ele, tenha envolvimento com atividades criminosas. O presidente chamou Flávio de “miliciano” e “ladrão”, sem apresentar, no trecho da declaração, provas para sustentar as acusações.
O petista também afirmou que a disputa atual será sua última eleição e disse que não aceitará que o adversário coloque em dúvida sua trajetória política. “Isso aqui é em defesa da minha honra, da honra da minha família e, sobretudo, em defesa desse país”, afirmou.
Lula disse que o documento será encaminhado ao TSE nesta terça-feira (20) e manifestou expectativa de que Flávio Bolsonaro apresente uma proposta semelhante, abrangendo o sigilo de suas empresas e de seus familiares. A ideia surgiu ontem, durante o debate com os presidenciáveis na Band, e viralizou nas redes sociais.
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