Milícia, fascismo e violência x desenvolvimento com justiça social
por Cintia Neves Godoi e Sandro Luiz Bazzanella
Domingo dia 25.10.2026 os brasileiros irão urnas votar em um dos dois candidatos que disputam o cargo de presidente da República brasileira.
O que os brasileiros estão vivenciando neste período de segundo turno não é uma campanha eleitoral é luta de classes a céu aberto.
No campo progressista o candidato Luiz Inácio Lula da Silva se apresenta comprometido com a defesa de direitos sociais, com a distribuição menos desigual da renda entre os brasileiros, com um projeto de desenvolvimento nacional ancorado na justiça social. É o compromisso de construir um Brasil para os brasileiros.
No campo da ultradireita o candidato Flávio (Vorcaro) Bolsonaro, comprometido com parte da plutocracia nacional, suspeita de envolvimento com esquemas de corrupção, de lavagem de dinheiro entre tantos outros escândalos que abalam os valores dos “homens de bem”, da família, etc.
O projeto de país de Flávio anunciado pela sua economista é a reprodução do desastroso “projeto motosserra” aplicado por Milei na Argentina, cujas bases são as seguintes: privatizações das empresas estatais, privatização dos bancos públicos brasileiros, de serviços educacionais, de saúde, arrocho salarial, desvinculação da correção do salário mínimo do salário dos aposentados, extinção de programas sociais, entre eles o Bolsa Família, o BPC, entre tantos outros programas de direitos sociais.
Trata-se de drenar a riqueza socialmente produzida pelos brasileiros para grupos específicos políticos econômicos e financeiros nacionais e internacionais. Sobretudo, se trata da submissão da soberania nacional aos interesses do imperialismo norte-americano de Donald Trump. E, tudo isto comandado por Flavio que apresenta em seu histórico vínculos com milicianos do Rio de Janeiro.
Assim, as discussões atuais frente a atual disputa eleitoral presidencial no Brasil envolvem denúncias de milicianos ligados ao Partido Liberal e especialmente ligadas à família Bolsonaro.
Mas, o que é uma milícia?
Milícias são organizações criminosas que atuam mediante estratégias ilegais, violentas em frentes diversas com vistas à geração de riqueza e acúmulo de poder apenas para seu próprio grupo.
As milícias estão presentes no Brasil atuando em comunidades, na gestão pública ocupando cargos no poder legislativo e no executivo e, há indícios que também possuam ramificações e/ou representantes no poder judiciário. Em certas circunstâncias e regiões do país transformam a vida de pessoas em tragédias, deixando-as completamente à margem do acesso à direitos, justiça e dignidade.
O caso da ilha, de Richarlisson, jogador de futebol é um exemplo extremamente importante no atual cenário e expõe que mesmo pessoas ricas, com visibilidade social ampla, com acesso a grupos de advogados, dentre outros profissionais, perdem seus direitos frente ao poder de milicianos.
Desta maneira, é preciso considerar que se milicianos alcançam poder máximo em um país, se milicianos acessam poder máximo aliado à tantas cadeiras em outras instâncias como no senado, nas câmaras e em tribunais, a Constituição Federal estará fadada a ser uma peça de museu.
Simplesmente será desrespeitada, alterada e poderá ser rasgada. Cabe lembrar, não há memória nem museu em países dominados por grupos que atuam por meio da mentira, da violência para salvaguardar seus próprios interesses econômicos e de grupos que os apoiaram e apoiam.
Falar em crescimento econômico, aumento do PIB, desenvolvimento humano e social, serão questões proibidas para os brasileiros que anseiam por uma sociedade desenvolvida sob as bases da justiça social, pois uma vez no poder, grupos mafiosos permanecem até a tragédia social completa.
Mas, por que estes grupos se apresentam à disputa? Oras, após o governo de Lula, o Banco do Brasil e o pix brasileiro colocam o país entre as mais importantes inovações no setor financeiro. O Brasil neste ano de 2026, se apresentou como uma potência superando os Estados Unidos no agronegócio. O Brasil alcançou a condição de 8 economia do mundo. O Brasil se apresentou como uma possível potência em minerais estratégicos. O Brasil se apresenta hoje com um acúmulo populacional qualificado a partir dos investimentos em educação e pesquisa. O Brasil apresenta hoje níveis de desmatamento muito menores dos que nos governos anteriores. O Brasil apresenta hoje mais de 100 parques tecnológicos. O Brasil apresenta hoje aeronaves de ponta, drones, tecnologia na produção de biocombustíveis, dentre tantos outros avanços científicos, tecnológicos, humanos e econômicos que apontam para um país com um presente e um futuro consistente, promissor pela frente, desde que este futuro seja construído em parceria com a sociedade brasileira, com o povo brasileiro, intensificando investimentos em educação, saúde, bem estar, cidadania, bioeconomia, tecnologia e desenvolvimento.
A história demonstra e esclarece para aqueles que têm dedicação para ler e estudar, que investimentos em representantes que buscam construções coletivas com seu povo avançam em projetos de soberania e estímulo à acesso à direitos.
A história também interpreta e argumenta que grupos que exercitam a violência no poder só trazem tragédias, ampliam desigualdades, destroem esforços construídos, promovem a barbárie.
A história também registra que tirá-los de cargos de poder exige muita luta, muito tempo e só revoluções absolutamente violentas conseguem contestar milícias, as obtusidades e o terror que promovem durante seu tempo no controle.
Não se pode deixar chegar ao poder grupos desta natureza.
À menor sombra, é preciso agir, rapidamente.
O Brasil tem muito presente e futuro pela frente.
A sociedade brasileira merece um país construído coletivamente, dedicado a melhorias e acessos a direitos. Não se pode titubear.
E não nos enganemos, expusemos brevemente aqui o caso da expropriação de um imóvel do atleta para demonstrar que estes grupos vão atrás primeiramente de dinheiro, do comércio, dos imóveis, das poupanças, das contas bancárias, e, certamente tomarão de assalto aquilo que é da classe média, é ela que sofrerá em primeiro lugar. Porque ricos conseguem mudar de país, movimentar rapidamente seus rendimentos, e pobres vão ser maltratados pelos altos preços e regimes de trabalho que exploram e expropriam sistematicamente a vida, levando-a a exaustão.
É a classe média que deverá perder posses e domínio de pequenos e médios negócios. A classe média precisa entender que será extirpada. Com medo de não ser pobre, há anos dá forças ao avanço do fascismo. Alimentando sonhos e pretensões de ser rica, há anos fortalece milícias.
Sorte dos que estão iludidos e das pessoas de caráter duvidoso, que nas ruas estão os trabalhadores, lutando por todos, contra o fascismo e suas milícias.
Sorte a delas que, mesmo não lutando com os demais, vão perder em seus sonhos ignorantes.
Que amarguem suas derrotas, e que vivam os louros do acesso a um país que cresce e gera rendimentos e vida digna para todos.
Não se pode agradar a todos, mas não se pode titubear querendo que conheçam o que é perder direitos e riquezas, especialmente considerando que não seriam apenas eles a perder, mas todo o Brasil.
Assim, que a lucidez chegue à este grupo social, seja pelos estudos, pelo entendimento de que milícias não pouparão ninguém, seja pelo medo de perderem seus bens, suas posses, suas riquezas.
E que fiquem atentas, pois sim, o avanço do fascismo as faria perder, e não seria pouca a humilhação e agressões.
Atentas, uma vez acordadas, as pessoas da classe média resolverão não arriscar, se unirão aos trabalhadores, aos pobres e elites, que não votaram em massa em milicianos, e então o Brasil poderá respirar.
Respirando, seu novo representante pôde perceber que agora será o movimento de governar junto ao povo, por grupos, por capilaridade de redes e técnicas de comunicação que chegarão em cada casa, em casa família, em cada pessoa, em uma forma revolucionária de construir coletivamente este país.
O maior exército democrático do mundo foi um exercício que fortaleceu o entendimento de que é possível outro tipo de comunicação da presidência com o povo, ou ainda que outra política participativa, popular é possível e desejável, especialmente diante das investidas da extrema direita fascista.
No domingo a partir das 17 horas, das milhares de urnas Brasil afora milhões de votos, ecoarão gritos em alto e bom tom que nos levarão à novas formas de governar conferindo a participação popular e democrática para o protagonismo que requer este imenso país.
Lula e o povo nas ruas vencerão o fascismo, as corporações imperialistas, as milícias, o mau caratismo e, tantas outras formas de estupidez e violência.
O resultado das urnas será a expressão da luta de classes e a vitória do povo que reivindica um projeto de desenvolvimento nacional com democracia e justiça social. A hora é agora: “nosso povo tá na rua, nossa história e nossa luta continua” #BoraLula
Drª. Cíntia Neves Godoi – Geógrafa e Professora
Dr. Sandro Luiz Bazzanella. Filósofo e Professor.
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