O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve tratar diretamente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Integrantes do governo avaliam que o ideal seria concluir a escolha ainda em 2026, aproveitando a atual composição do Congresso e a reaproximação entre o Planalto e o comando do Senado.
Como a CNN já mostrou, a tendência é que o indicado seja o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Aliados de Lula na Casa consideram que ele tem boa aceitação entre os políticos e poderia reunir os votos necessários para a aprovação, evitando novo desgaste entre os Poderes. A indicação também conta com o respaldo de uma ala do Supremo. Pelo lado do PT, a insistência é que o partido receba garantias sobre a escolha para o TCU como contrapartida.
No entorno do presidente, a avaliação é de que o resultado da eleição mudou o equilíbrio na relação com Alcolumbre. Interlocutores do governo entendem que o senador depende hoje mais do apoio de Lula do que o contrário, sobretudo por causa das articulações pelo comando do Senado na próxima legislatura.
Disputa pela vaga no TCU
A eventual escolha de Pacheco abriria uma nova negociação sobre quem o substituiria no TCU. O governo chegou a avaliar o nome de Simone Tebet, mas não há acordo fechado. A CNN apurou que Gleisi Hoffmann voltou a ser cogitada. Antes, o combinado era que ela ocupasse a vaga destinada à Câmara, posteriormente reservada ao ex-deputado Odair Cunha. Com Gleisi no Planalto, essa equação foi resolvida.
A relação entre Lula e Alcolumbre foi marcada por desgastes depois que o presidente insistiu na indicação de Jorge Messias ao Supremo, contrariando a preferência do senador por Pacheco. O Senado rejeitou Messias em abril, por 42 votos a 34. Atualmente, o governo tem descartado o nome dele para a mesma vaga.
A intenção de antecipar a escolha também considera a renovação do Senado a partir de fevereiro de 2027, quando a direita ligada ao bolsonarismo terá bancada mais numerosa. Para o governo, o cenário atual oferece condições mais favoráveis à negociação.
*Com informações da CNN.
LEIA TAMBÉM:
Deixe um comentário