Reportagem do jornal argentino La Nación acrescenta novos detalhes à investigação sobre a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil rumo aos Estados Unidos. A apuração identifica o deslocamento de uma segunda aeronave, reservas em hotel de Puerto Iguazú e movimentações de pessoas ligadas ao assessor de Javier Milei, Santiago Caputo.
Uma segunda aeronave em Puerto Iguazú
Segundo reportagem de Diego Cabot, publicada em 29 de outubro, um Learjet 45 da Sundown Jet S.A., matrícula LV-JZQ, partiu de San Fernando na noite de 26 de outubro e chegou a Puerto Iguazú. A aeronave retornou na manhã seguinte. A reportagem aponta registros de rastreamento aéreo compatíveis com o trajeto.
Reservas de hotel e veículos oficiais
O La Nación relata que três quartos do Hotel Meliá, em Puerto Iguazú, foram reservados em nome de Orlando Ignacio Palacios, assessor da Entidade Binacional Yacyretá. Não há identificação pública de todos os ocupantes. A reportagem também descreve movimentações de veículo vinculado à entidade na região de fronteira com o Brasil.
DEA e inteligência argentina: alegações ainda sem prova
O jornal reproduz relatos de que um integrante do comboio teria se apresentado como agente da agência antidrogas americana DEA e de que Caputo teria mencionado uma operação da inteligência argentina, a SIDE. Também surgiram referências a possíveis vínculos profissionais anteriores de Jorge Omar Waisman, dirigente de segurança de Yacyretá, com órgãos de segurança nos Estados Unidos.
Até o momento, não foi apresentado documento público que confirme a identidade de um agente da DEA em missão oficial, uma ordem operacional da SIDE ou coordenação institucional do governo americano. Vínculos profissionais anteriores, mesmo se comprovados, não equivalem a participação oficial na operação.
O que falta esclarecer
Entre as principais provas a obter estão o manifesto de passageiros do Learjet LV-JZQ, a íntegra dos registros policiais do comboio, os documentos de hospedagem e o contrato e comprovante de pagamento do fretamento do avião que transportou Flávio. Sem esses elementos, não é possível estabelecer quem financiou a operação nem atribuir participação operacional a agências americanas.
Fonte principal: La Nación, Diego Cabot, 29 de outubro de 2026.
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