O brasileiro Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu durante uma missão militar na guerra da Ucrânia. Natural de Tucuruí, no sudeste do Pará, o jovem integrava as forças ucranianas e teve a morte comunicada à família no último sábado (31). Os parentes agora buscam apoio das autoridades para repatriar o corpo.
Hendrick estava na Ucrânia desde maio deste ano, onde atuava como instrutor de tiro e também participava de operações em áreas de combate. Ele pretendia retornar ao Brasil no fim de novembro, mas morreu antes de concluir sua permanência no país.
As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. Segundo familiares, o jovem estava em uma missão militar quando foi morto. A irmã, Beatriz Corrêa, relatou nas redes sociais que já encaminhou documentos ao Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), mas enfrenta dificuldades para obter informações sobre a recuperação do corpo.
De acordo com Beatriz, a região onde Hendrick estava é considerada uma área de combate intenso, o que dificulta o resgate e representa riscos para outros militares. A família ainda não tem previsão de quando poderá realizar o traslado para o Brasil.
Antes de viajar para a Ucrânia, Hendrick serviu no Exército Brasileiro, no 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, em Tucuruí. Segundo sua mãe, Josiane Alves Lima, ele tinha interesse em seguir carreira militar e decidiu participar do conflito por iniciativa própria.
A viagem foi mantida em segredo até o embarque. Hendrick havia deixado um emprego no Rio Grande do Sul e retornado ao Pará para organizar a documentação necessária antes de seguir para a Europa.
O Itamaraty informou que a Embaixada do Brasil em Kiev está disponível para prestar assistência consular à família.
35 brasileiros morreram na guerra
Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, 35 brasileiros morreram e outros 117 estão desaparecidos desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Entre os mortos, 33 combatiam pelo lado ucraniano e dois integravam as forças russas. Dos desaparecidos, 107 estavam vinculados à Ucrânia e dez à Rússia.
O governo brasileiro tem emitido alertas sobre os riscos da participação de cidadãos em conflitos armados no exterior, recomendando que brasileiros evitem viajar para regiões de combate e recusem propostas de recrutamento por forças militares estrangeiras.
A família de Hendrick aguarda informações oficiais sobre as circunstâncias da morte e as possibilidades de recuperação e repatriação do corpo.
Com informações do G1 e Folha de São Paulo.
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