4 de novembro de 2026

Mulheres ampliam representação histórica no Congresso dos EUA

Avanço de candidatas democratas estabelece novo recorde na Câmara; disputas estaduais também registram conquistas inéditas
Penn State - Flickr - Reprodução

Eleições nos EUA registram recorde de mulheres democratas na Câmara, com pelo menos 100 eleitas até 4 de novembro.
Presença feminina no Congresso cresce com veteranas militares e possibilidade de lideranças em comissões orçamentárias.
Governos estaduais também marcam recordes: primeiras governadoras negra e indígena eleitas e inéditas senadora e governadora republicanas.

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As eleições de meio de mandato realizadas nos Estados Unidos impulsionaram a presença feminina na política norte-americana: candidatas democratas conquistaram assentos suficientes para estabelecer um novo recorde de representação de mulheres do partido na Câmara dos Representantes, enquanto disputas pelo governo de estados também produziram resultados históricos.

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Levantamento do Centro de Mulheres Americanas e Política da Universidade Rutgers mostra que pelo menos 100 democratas e 16 republicanas haviam conquistado vagas na Câmara até a manhã desta quarta-feira (4).

O avanço representa um crescimento superior a 60% na presença de mulheres democratas na Câmara em relação a 2016 – e esse dado pode ser ainda maior, uma vez que diversas disputas seguiam sem resultado definido.

Segundo o site Axios, a presidente do Caucus das Mulheres Democratas, Teresa Leger Fernández, afirmou que o resultado demonstra a capacidade de mobilização feminina diante das tentativas republicanas de restringir direitos e reduzir a participação das mulheres na vida política.

A eleição também ampliou a presença de mulheres com experiência militar no Congresso. De acordo com a organização cívica With Honor Action, 38 veteranas disputaram as eleições gerais de terça-feira, contra 21 em 2024. Entre os destaques estão a vice-almirante aposentada da Marinha Nancy Lacore, na Carolina do Sul; a ex-fuzileira naval JoAnna Mendoza, no Arizona; e a veterana da Força Aérea Kristina Knickerbocker, em Ohio.

A mudança na composição do Congresso também pode abrir espaço para que mulheres ocupem posições estratégicas dentro da estrutura legislativa. Caso os democratas consolidem o controle da Câmara e do Senado, parlamentares como Rosa DeLauro e Patty Murray podem assumir a presidência das respectivas comissões de Orçamento, responsáveis pela supervisão dos gastos federais.

Outra possibilidade é a ascensão de Katherine Clark, atual líder da minoria democrata, à liderança da maioria na Câmara, podendo assim ser a primeira mulher a ocupar o cargo de líder da maioria, duas décadas depois de Nancy Pelosi ter feito história como a primeira mulher a presidir a Câmara dos Representantes.

Conquistas inéditas nos governos estaduais

A renovação da representação feminina também alcançou os governos estaduais. Segundo a organização EMILY’s List, os resultados eleitorais apontam para um número recorde de governadoras democratas a partir de 2027.

Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms conquistou uma vitória histórica e será a primeira mulher negra a governar um estado norte-americano. No Novo México, Deb Haaland tornou-se a primeira mulher indígena eleita governadora de um estado dos Estados Unidos.

As republicanas também registraram conquistas inéditas: Julia Letlow será a primeira mulher republicana eleita senadora pela Louisiana, enquanto Marsha Blackburn assumirá o governo do Tennessee, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo no estado.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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