20 de junho de 2026

Budistas repudiam associação feita por delegado com suástica

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Jornal GGN – A Rede Brasileira de Budistas Progressistas solta nota sobre a questão do delegado que associou a suástica marcada a faca no corpo de uma moça com um símbolo de harmonia. Os budistas repudiam veementemente esta associação feita, de modo irresponsável, pelo delegado Paulo Jardim, da 1ª Delegacia de Porto Alegre.

A Rede não admite que se faça tal associação indevida de forma leviana e lembra que, embora a suástica tenha um histórico milenar, presente em inúmeras tradições e civilizações, desde a ascensão do nazismo na Alemanha dos anos 1930, esta tem sido a tônica da associação.

Os budistas repudiam a irresponsabilidade da fala do delegado Paulo Jardim e questionam publicamente: que interesses motivariam alguém a associar um ato de violência, que fere os ideais democráticos, a um símbolo de amor?

Leia a nota a seguir.

Nota sobre a associação entre violência e símbolos budistas

Nós, budistas de variadas tradições, reunidos na Rede Brasileira de Budistas Progressistas, repudiamos com veemência a associação entre o Budismo e seus símbolos com atos de violência e violação dos corpos, associação veiculada de modo irresponsável pelo delegado titular da 1ª Delegacia de Porto Alegre, Sr. Paulo Jardim, em 10 de outubro de 2018.

Segundo informações de veículos de imprensa, uma mulher LGBTQI que manifestava pública e democraticamente sua oposição aos ideais autoritários de Jair Bolsonaro, presidenciável do PSL, teria sido abordada por três homens, imobilizada e, em sua barriga, estes homens teriam riscado uma suástica com o uso de um canivete.

Embora o delegado esteja correto em não assumir conclusões antes da devida averiguação dos fatos, processo garantido por todo regime democrático, este senhor incorre em uma manifestação infeliz e irresponsável, ao dizer textualmente que a moça agredida, “pelo desenho que ela expôs na internet, [teria sido violentada com] um símbolo budista, de amor e fraternidade” (segundo reportagem da BBC Brasil).

Repudiamos a associação indevida entre símbolos budistas no Brasil e a violência urbana de caráter intimidador, como o declarado pela vítima. Embora a suástica possua um histórico milenar, estando presente em inúmeras tradições e civilizações ao longo da história mundial, desde a ascensão do nazismo na Alemanha, nos anos 1930, esta tem sido sua associação mais imediata, sobretudo no Ocidente.

Além de repudiarmos a irresponsabilidade da fala do delegado Paulo Jardim, questionamos publicamente que interesses motivariam alguém a desassociar a suástica violentamente talhada na carne de uma cidadã brasileira de ideais antidemocráticos e opressores?

Fazemos coro à fala de Gabriela Souza, advogada da vítima: “O Estado precisa estar preparado. Não pode confundir suástica, símbolo do nazismo, com símbolo de amor, da paz budista, porque é justamente isso que está acontecendo na política atual” (segundo reportagem da BBC Brasil).

Mãos em prece,

Rede Brasileira de Budistas Progressistas

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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7 Comentários
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  1. Arnaldo Costa

    11 de outubro de 2018 4:29 pm

    INDIFERENÇA, DESMANDO, CONIVÊNCIA

    A CONIVÊNCIA COM CRIMES E A POLITICAGEM EM ORGÃOS PÚBLICOS PASSA INSEGURANÇA PARA A SOCIEDADE E GERA DESCONTROLE TOTAL. TEM QUE PRENDER O CRIMINOSO E O DELEGADO.

  2. Lionel Rupaud

    11 de outubro de 2018 4:33 pm

    Vai sobra para os

    budistas…

  3. Marcos Videira

    11 de outubro de 2018 5:31 pm

    Combate à extrema-direita

    São importantes os manifestos dos budistas (por causa da suástica) e das OABs do NE (nordestinos tratados como comedores de capim), publicadas hoje.

    Porém, é preciso dar o passo seguinte:  das palavras à ação.

  4. Jorge Fernandes

    11 de outubro de 2018 6:42 pm

    hoje

    O sistema como um todo, continua apoiando o coiso.

    Ainda estão acreditando que o coiso sendo eleito, estarão imunes a barbarie.

    Os empresários, que estão em MIami, os ricos e seus carros blindados, etc

    Quando os boçais se cansarem dos negros, lgbt’s e indios e a economia não melhorar, pois o coiso, manterá as politicas do golpista e ladrão temer,.

    para se sustentar, o coiso vai virar suas hordas para estes ricos. 

    Os empresários vão colocar, coroneis como sócios de suas empresas, como na ditadura e na alemanha nazista, ou vão morrer.

     

  5. Orlando Soares Varêda

    11 de outubro de 2018 8:30 pm

     
    Foi um irresponável

     

    Foi um irresponável delegado de polícia como esse tal de Paulo Jardim, titular da 1ª Delegacia de Porto Alegre. Essa prática tem se repetido com muita frequência, por indivíduos que ocupam cargos públicos para os quais  não apresentam competência. Foi um  irresponsável de igual quilate, que veio deflagrar a tragédia que ficou conhecida como o “Crime da Escola Base”.

    São péssimos funcionários públicos como esse delegadozinho de merda, ávidos por aparecer na mídia, que em troca, abastece aos cretinos do sub-jornalismo político-policialesco que, em conluio, armam e turbinam as “farsas a jato” de juizecos de rodapé, proscênio, onde resplandece o brilho-falso, na verdade turvo, de mediocridades como o Sérgio Moro e capangas,  tipo o vermífugo delegado Delagnol. Este, do PGR.

    Orlando

  6. Mr.Rambouz

    12 de outubro de 2018 4:04 pm

    Normalização do nazismo

    O tal delegado não está sozinho e não é um louco e desinformado. Os neonazista no undereground tem feito um movimento mundial para normalizar a suastica associando ela ao budismo e tradições orientais, a paz e ao amor. O que delegado fez e o que todos os bots e nazis (consciente ou incoscientes) fizeram nas redes socias foi mais um passo para normalizar o nazismo.

  7. Fausto Loureiro

    12 de outubro de 2018 6:22 pm

    Delegado e a Suástica

    RELATÓRIO DO DELEGADO: Disse a depoente que era noite e, do nada, três monges budistas, dois da tradição soto zen e um tibetano, a cercaram e a ameaçaram com seus terços de oração amedrontadores. A seguir, recitaram, de forma assustadora, seus perigosos mantras. Obrigam-na a meditar com eles, sob graves ameaças de espacá-la com seus incensos. No momento em que ela iniciou a meditar os três a amarraram com seus mantos e gravaram com um canivete um símbolo budista da paz em suas costas, símbolo esse confundido pelos incautos com a suástica nazista.

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