“Isso torna o Judiciário desnecessário, pois um único ministro se impõe sobre toda a estrutura”, disse o procurador que integrava a Lava Jato de Curitiba

Foto: Divulgação
Jornal GGN – O procurador da Operação Lava Jato, Carlos Fernando Lima, usou as redes sociais para criticar a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, que em despacho nesta segunda (01), lembrou que a competência para julgar a autorização para a imprensa entrevistar Lula era dele.
Em sua conta no Facebook, o procurador que agora deixa a Lava Jato disse que Lewandowski tem “desprezo” pela “regra do colegiado”, ao se referir a um boato de que o ministro não concordaria que o caso fosse julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), após o conflito de despachos desde a última sexta-feira (28).
“A confusão no STF decorre do desprezo que alguns ministros tem pela regra do colegiado. Apesar das tentativas de storytelling [de emplacar narrativa] por parte dos interessados, o caso não tem a ver com liberdade de imprensa”, escreveu na rede.
Ainda, disse que “quem tiver o desprazer de ler a decisão de Lewandowski perceberá que há um único parágrafo a respeito da liberdade de imprensa”. “O restante é sobre o direito de Lula de conceder entrevista quando quiser”, continuou o procurador.
Para Carlos Fernando, é natural que Lula não conceda entrevista porque “a questão é de restrições decorrentes da execução de pena privativa de liberdade”, e que o ministro estaria autorizando a medida em uma reclamação dentro de uma “ação abstrata”. “O abuso do instrumento da reclamação, com direcionamento de petições a determinados ministros, como já tinha acontecido no caso de Beto Richa, é preocupante”, seguiu.
“Isso torna o Judiciário desnecessário, pois um único ministro se impõe sobre toda a estrutura. É preciso que haja respeito ao procedimento de recursos, pois ele permite que as discussões cheguem aos tribunais superiores devidamente discutidas e fundamentadas”, concluiu, em sua manifestação.
Julião
2 de outubro de 2018 9:43 pmQuando o Gilmar votava monocraticamente …
…, ou qualquer outro como Fux, Barroso, etc. ele não veio protestar!
Agora que o Levandowki faz o mesmo pelo menos uma vez, vem dizer que o judiciário é desnecessário.
Num ponto ele tem razão, êste judiciário que aí está realmente não só é desnessário, como tambem é prejudicial á sociedade brasileira.
Ulisses s
2 de outubro de 2018 9:47 pmQuando é para livrar os seus
Dar HC ou arquivar investigações contra tucanos sua boca é de siri companheiros. Mas para Lula dar uma intrevista para um jornal moto vivo sua boca vira de sapo.
Renato Lazzari
2 de outubro de 2018 9:48 pmPutz… haverá um único
Putz… haverá um único privatista nesse mundo que não seja destruidor bárbaro, que não almeje transformar os países em terras-sem-lei?
Esse cara, por exemplo. Jamais o sistema deveria ter deixado-o com responsabilidade sobre o que é público (a saber, a acusação federal).
Amarguemos as invasões bárbaras, todo mundo pobre e oprimido mas acreditando que, em se esforçando, passa a ser rico. E opressor.
Bruno Cabral
2 de outubro de 2018 10:01 pmConcordo com ele
Pra que judiciário quando Moro decide sobre o que quer e todo mundo abaixa a cabeça pra ele?
Grampo ilegal divulgado, não aconteceu nada
Grampo de advogados, não aconteceu nada
Aceitou delação de Youssef sabendo que ele havia reincidido no crime após o caso banestado (ou seja, a delação era inválida), não aconteceu nada
Foi atrás da secretária do político do PP porque se fosse atrás do político, o caso subia pro STF, e não aconteceu nada
Perseguiu o PT e esconder ou fez que não viu todas as delações que envolviam FHC e seus lacaios do PSDB, e não aconteceu nada
Chamou para si um processo de um apartamento em São Paulo, admitiu nos embargos que não podia ligar a Petrobras (ou seja, não era o juiz natural do caso), e não aconteceu nada
A Petrobras é uma empresa do rio e ele chamou pra si, em Curitiba, todo o processo, só para usar para perseguir desafetos, e não aconteceu nada
Afrontou um desembargador do TRF4, e não aconteceu nada
Foi acusado de comprar um apartamento subfaturado (clássico método de esconder propina), e não aconteceu nada
Tacla Duran acusou a farsa a jato de vender “facilidades”, não investigou, e não aconteceu nada
Disse que não investigava o PSDB “porque não havia necessidade”, mesmo chovendo de provas, quando chegou em Richa, deixou o processo pra lá (alegando “excesso de trabalho”, sendo que contra Lula trabalha até nas férias estando no exterior), e não aconteceu nada
Judiciário pra que, hein procurador?
sergio ferreira
2 de outubro de 2018 10:16 pmSério?Vamos dar espaço e
Sério?
Vamos dar espaço e fotografia para esse cara aqui?
Gilson AS
2 de outubro de 2018 10:16 pmAlguém acredita em alguma
Alguém acredita em alguma merda que esse bosta fala .
Eduardo Outro
2 de outubro de 2018 11:47 pmEu acredito e gosto muito
Eu acredito e gosto muito dele !
a) Hiena do Brasil
AMORAIZA
2 de outubro de 2018 10:46 pmOs desnecessários
O procuradorinho pastoso esqueceu de citar outra desnecessidade: o MPU e o procurador carlos fernandes.
Zé Silva
3 de outubro de 2018 12:45 amPara ver como esse que se diz
Para ver como esse que se diz procurador exerga o Direito: o amiguinho Moro fez pior e ninguém, dessa turma, disse nada contra. Lástima!!!!!
Zé Silva
3 de outubro de 2018 12:49 amMoro se tornou o próprio
Moro se tornou o próprio judiciário e esse aí não disse nada contra. Lástima!!!
Leo Bahia
3 de outubro de 2018 4:27 amMau caráter
Um cara que se caga de medo de Tacla Duran se acha no direito de cagar regras. Volte a sua pequenez, Carlos Fernando.
Frederico Firmo
3 de outubro de 2018 12:26 pmPéssimos interpretes
Sempre desafiando, e sempre interpretando a seu bel prazer, e obviamente, é sempre respaldado pela parte do Judiciário desnecessário que lhe dá suporte. Como disse Fux, intepretando a sociedade, diz que o STF deve responder aos anseios da sociedade. Primeiro acho que se refere à “society” e não a sociedade que ele desconhece. Respeitar a colegialidade, vinda de alguém que não respeita seus colegas nem a hierarquia do judiciário é um paradoxo.