4 de junho de 2026

Moro interfere na eleição a favor de Bolsonaro, diz Kennedy Alencar

 
Jornal GGN – O jornalista Kennedy Alencar analisou que a publicação da delação de Palocci por Sergio Moro foi feita tem como produto direto impulsionar a candidatura de Jair Bolsonaro na reta final da eleição de 2018. O jornalista diz que Moro poderia ter despachado depois da eleição sem nenhum prejuízo, mas decidindo fazê-lo há 6 dias do primeiro turno, se meteu mais uma vez no processo político. Não é a primeira vez que a estrela da Lava Jato usa o cargo para interferir na vida pública.
 
Por Kennedy Alencar
 

Numa nova interferência do Judiciário no processo político-eleitoral, o juiz Sergio Moro tornou público o acordo de delação do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho. A seis dias do primeiro turno da eleição presidencial, Moro ajudou Jair Bolsonaro (PSL) e prejudicou Fernando Haddad (PT).

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A delação teve grande exposição pública e será tema do noticiário na reta final da primeira etapa das eleições. Moro reacendeu acusações antigas contra o PT. Assim, ajudou o candidato do PSL neste momento da campanha por meio de um ato que poderia ter adiado para depois das eleições.

O Ministério Público Federal rejeitou acordo de delação com Palocci por entender que o ex-ministro apresentou informações que já constavam de colaborações de Marcelo Odebrecht, Joesley Batista, Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e Renato Duque, entre outros.

Não é a primeira vez que Moro interfere no processo político. Em março de 2016, o juiz federal divulgou ilegalmente grampo de conversa entre Dilma Rousseff e Lula. O ato impediu a nomeação de Lula para a Casa Civil e tirou força da então presidente para resistir ao impeachment.

Preso desde setembro de 2016, Palocci fez um roteiro de acusações que ainda demanda provas. É preciso reserva para analisar tal colaboração, sobretudo em meio ao processo eleitoral.

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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5 Comentários
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  1. Eduardo Ramos

    2 de outubro de 2018 2:27 pm

    …Sérgio Moro enquanto a representação do Mal…
    Sérgio Moro enquanto a representação do Mal…
    .
    Sérgio Moro é tão psicótico, tão obcecado na destruição de Lula, que não pôde conter mais uma vez seus baixos instintos, o nojo e ódio que sente em relação ao ex-presidente…..

    Essa foi sua motivação íntima ao expor a delação sem provas de Palocci para a Globo fazer o carnaval que fez no Jornal Nacional…..

    Se Haddad vence, seria como uma vitória de Lula. Se o inominável vence, não deixa de ser uma derrota de Lula…..

    Entregar o país nas mãos fascistas e insanas do inominável é pouco para ele, tudo é pouco, destruir toda a cadeia industrial de gás e petróleo, entregar o pré-sal, destruir milhões de empregos, destruir a própria democracia e a justiça…. se for o preço a pagar para destruir Lula, sua imagem, sua força política……

    Poucos seres humanos agiram de modo tão obscenamente perverso, hediondo, selvagem e destrutivo contra seu próprio país como Sérgio Moro…… Movido por preconceitos, fanatismo, nojo e ódio por Lula.

    Vê-lo como uma celebridade, um “homem de bem” por parte imensa de nossa sociedade, traduz o país que somos, traduz a “cara”, o “rosto” de nossa sociedade. De nossos “homens e mulheres de bem”…..

    Sérgio Moro é a mais cabal e perversa representação de nossas misérias morais, intelectuais, cognitivas, existenciais.

    Por ele e seus semelhantes, logo teremos essa representação maligna na Presidência da República.

    Seremos o país mergulhado de vez no atraso e no ódio plantados por nossas elites e classes médias.

    Toda treva será pequena……
    .

  2. JB Costa

    2 de outubro de 2018 3:00 pm

    Pode ser que ainda viva o

    Pode ser que ainda viva o suficiente para ver esse juiz punido, e quem sabe até preso, pelos atos que cometeu. Uma quase utopia pelo histórico de impunidade para os membros do Judiciário sobre os quais o maior “castigo”, quando há, é uma “teerrível” e “desumana” aposentadoria precoce com proventos e penduricalhos salariais integrais.

    Ele de per si nem vem ao acaso. É um reles servidor público que ganhou fama e prestígio por perseguir – aí sim – a pessoa pública mais importante desses últimos 50 anos da nossa história. Foi, e continua sendo, apenas um instrumento para vingança política.

    Até aí nada demais. O que seria o Mundo sem os aventureiros, os que são resgatados do anonimato e da insignificância para servirem a um projeto bem maior que eles? São os típicos personagens que entrarão na história pela porta de fundos e nela, talvez, ganhem notas de roda pé. 

    A tragédia maior são os efeitos deletérios sobre as instituições a que servem. Passarão anos até que o sistema judicial recupere – se é que algum dia isso ocorra – seu prestígio e credibilidade. 

     

  3. Henrique Finco

    2 de outubro de 2018 3:19 pm

    Faxistas

    Eu não esperava outra coisa deste moço que está juiz: sua preferência por camisas negras indica suas preferências e tendências políticas….

  4. alexis

    2 de outubro de 2018 4:38 pm

    Trata-se de autoproteção

    Moro entrou na onda contra o PT, quando a maior parte da população batia panela e gritava o seu nome, de modo que apostou na prisão do Lula sem provas. Junto com a passagem do tempo, pouco a pouco isso está ficando claro para a população e, mais dia menos dia, o Lula será solto e a responsabilidade cairá sobre Moro. Moro não age apenas por maldade contra Lula, mas para sua autoproteção. Ocorre que – mesmo não sendo candidato – ele traçou uma batalha pessoal com Lula e está começando a perder. O mesmo ocorre em relação aos tucanos, que não são constrangidos por medo da eventual delação destes, ou seja, autoproteção do judiciário.

  5. Humberto Pereira

    2 de outubro de 2018 7:06 pm

    eu gostava de Kennedy Alencar – tenho dúvidas

    mas discordo que na guerra “vale tudo”(tem até uma anedota bem engraçada que fala nisso).Não considero que se configure uma guerra,pode ser uma disputa terrível,há “fake news” por tudo o que é canto, tudo bem.Mas as emoções(e sempre as há em elelições e quaisquer atos humanos) contagiou demais Kennedy,nos recentes tempos(chamar que “parece tempos de “ditadu-ra” porque um juiz anulou decisão de outro seu colega  STF-o termo parece não alivia a frase completa de Kennedy,eu acho). Por outro lado,eu realmente não sei se Kennedy está certo nesta afirmação sobre Moro (que erra e tem que ser denunciado ,mesmo – reitero que é dúvida minha, posso me enganar também, o número quase unânime dos comentários publica-dos respeito, mas dou minha opinião – houve vários comentários meus vetados pela Moderação nesses dias).

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