4 de junho de 2026

Para Alberto Almeida, pesquisas indicam vitória de Haddad sobre Bolsonaro

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por Alberto Almeida

O gráfico acima mostra a disputa de segundo turno entre Lula/Haddad versus Bolsonaro. A simulação da pesquisa é com Lula até antes da linha vermelha vertical, e depois dela é com Haddad. Todas as pesquisas com exceção da última são do Datafolha. A última é a pesquisa MDA que foi divulgada hoje.

Note que Datafolha e MDA coletaram os dados, respetivamente, nos dias 13 e 14, e 12 a 15. Isso quer dizer que a coleta do MDA começou um dia antes e terminou um dia depois do Datafolha.

O Bolsonaro do MDA e do Datafolha é idêntico nas últimas três pesquisas feitas com o nome de Haddad versus Bolsonaro. Contudo, houve uma pequena diferença entre Datafolha e MDA na última pesquisa no que diz respeito ao percentual do Haddad. Essa pequena diferença está na margem de erro. A rigor, a rigor, todas as pesquisas são iguais. O que aprendemos com elas é que há votos que eram do Lula e que em vez de terem ido para o Haddad foram para o Bolsonaro. É algo normal e compreensível. Coloquemo-nos no lugar do eleitor, ele pensa assim: “ora, o Lula saiu, não é mais candidato, aí vem uma pesquisa e me pergunta em quem eu vou votar, digo o nome do candidato mais falado na mídia (justamente por causa da facada)”. Esse nome mais falado é o do Bolsonaro.

A proporção de eleitores que não conhecem o Haddad é 35% dentre as mulheres, 41% dos eleitores com ensino fundamental, 39% dos eleitores com renda inferior a 2 SM e 35% dos eleitores do Nordeste. Ou seja, ele vai crescer muito ainda.

Só sabem que o Haddad é o candidato do Lula 45% das mulheres, 32% de eleitores com ensino fundamental, 40% de eleitores com renda até 2 SM e 50% do Nordeste.

Votariam em quem Lula apoiar 36% das mulheres, 49% dos eleitores com ensino fundamental, 46% com renda até 2SM e 49% do Nordeste.

Uma forma de torná-lo conhecido rapidamente é apresentando propostas de grande impacto simbólico. Algo como: aumento real do salário mínimo de X%, geração de 13 milhões de empregos.

Haddad ganha de Bolsonaro de 45% a 33% entre as mulheres, de 41% a 35% no ensino fundamental, de 45% a 33% entre até 2 SM e de 50% a 30% no Nordeste.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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6 Comentários
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  1. Whatever

    17 de setembro de 2018 7:06 pm

    Wishful thinking

    é o nome que se dá a um texto desses.

  2. Ronaldo Souza

    17 de setembro de 2018 7:11 pm

    Os dias não eram assim

    Quando olho para trás vejo sem dificuldade que a minha vida parece ter sido “guiada” por alguém.

    E se há algo que me agrada é ver que ela não foi linear.

    Não se trata de altos e baixos.

    Dramas e tragédias?

    Não, não os vivi.

    Não foi por aí, mas, certamente, houve mudanças de rota bem significativas.

    Fiz eu próprio, “alguém” me conduziu, as duas coisas?

    Isso não me aflige, não me tira o sono.

    É grande e gostosa a sensação de que fiz o que canta Zeca Pagodinho; deixei a vida me levar.

    Num desses momentos conheci a minha companheira.

    O que vinha sendo tão “incidental”, acho que posso chamar assim, continuou sendo em boa parte, diria até com uma dose de inconsequência um pouco acima do tom.

    Mas a sabedoria dela passava a ser fator importante para o homem que estava em formação.

    Com ela aprendi muito.

    E as nossas filhas chegaram.

    Ali estava tudo.

    Ali estávamos nós.

    Ali estavam as nossas ligações com o mundo.

    Que nos fizeram curtir mais e melhor o passado como doce lembrança, viver o fogo do presente e projetar o futuro.

    O nosso, que continua vivo, mas, sem poder negar que, sobretudo, o delas.

    Nesse Universo, foi muito o tudo que construimos juntos.

    Foi com elas que aprendi a ver com mais clareza o feminino que há em mim.

    Como diz Gilberto Gil na sua bela canção:

    “Minha porção mulher que até então se resguardara
    É a porção melhor que trago em mim agora
    É que me faz viver”.

    [video:https://www.youtube.com/watch?time_continue=11&v=KoUjNfq1PrQ align:center]

    O meu futuro é feminino.

    Elas são o meu futuro.

    Por elas, sofro por esse legado de horror, com tanto preconceito, ódio e violência.

    Por elas, também me sinto vítima dessas aberrações, desses homens violentos.

    Homens que desrespeitam e ofendem as suas próprias companheiras e filhas.

    Homens que, mesmo quando vítimas da violência que disseminam, apontam armas, simbólicas ou não, como reflexo da violência que vive neles.

    Homens que, mesmo no leito de um hospital, com a saúde seriamente abalada, não percebem a dimensão da vida.

    Não, não alimento nenhum ódio por homens como Bolsonaro.

    Na busca de uma vida que me permita viver em paz comigo mesmo, não posso e não devo alimentar esse ódio.

    Ainda que seja um sentimento pesado, tenho, isso sim, pena de quem parece não encontrar um sentido maior para sua vida, que deveria ir além, muito além, do preconceito e do ódio.

    Quanto às mulheres que votam em Bolsonaro, só me resta chorar por elas, porque parecem ter perdido o amor próprio.

    Depois de tantas lutas e conquistas, parecem não saber mais o que significa ser mulher.

    Como saber, assim, reconhecer um homem?

    “Eu preciso é ter consciência do que eu represento nesse exato momento
    No exato instante na cama, na lama, na grama,
    Em que eu tenho uma vida inteira nas mãos”.
    Gonzaguinha

    [video:https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=EJw5fthOk00 align:center]

    Muito me importa e agride a face da violência que mata o melhor da criança; a sua inocência e pureza.

    No entanto, muito além disso me angustia a mente doente por trás desses gestos.

    Naquela criança ainda moram a inocência e a pureza que vi nas minhas filhas e você viu nas suas.

    Por isso, muito mais do que pelas mulheres que caminham ao lado de homens como o capitão Jair Bolsonaro, homens que não sabem o que é ter uma vida nas mãos, choro pelo futuro dos seus filhos, particularmente de suas filhas.

    Porque terão sido fruto de uma “fraquejada”.

    Serão idiotas.

    Serão analfabetas.

    Serão estupradas, a depender de serem bonitas ou feias.

    Serão vagabundas.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ywLzIw8X5mo align:center]

  3. rdmaestri

    17 de setembro de 2018 7:58 pm

    Erro básico em todas as pesquisas na campanha no Brasil.

    O erro básico que não é corrigido por ninguém, até por comentaristas das pesquisas, é tomar uma média como um ponto central.

    Explico melhor. Com a compressão de tempo que há na campanha eleitoral brasileira, que é algemada de amordaçada pelos tribunais eleitorais através de uma campanha quase que instantânea, é o período em que é feito a amostragem que simplesmente não mostra a aceleração de um candidato durante a campanha.

    Exemplificando melhor, em países mais democráticos, ou mesmo países em que as campanhas são mais longas e se permite que os candidatos façam meses de campanha, ou até em alguns caso um ano, um intervalo de três dias na coleta de amostras não quer dizer nada. Porém no caso do Brasil, em que a campanha fica restrita a no máximo 30 dias, demorar 3 dias para coletar as amostras significa 10% do tempo total. Ou seja, se num país há a possibilidade dos candidatos apresentarem seus programas e fazerem o seu proselitismo durante 90 ou mais dias, 3 dias representa algo em torno de 4% do tempo total.

    Para uma campanha como a brasileira, onde as definições dos candidatos são feitas no fim do prazo, ou como no caso de Haddad quando ficou reduzido duas dezenas de dias, a variação deste candidato neste prazo passando de praticamente 4% a algo em torno de 30% em cinco dias representa uma aceleração de 26/4 ou seja, uma aceleração de 6,5 no período. Porém mesmo considerando esta alta taxa de aceleração, nada diz que neste período ela foi constante, podendo ser crescente como decrescente.

    Imaginando um cenário ideal, em que a mensagem do candidato é passado de boca em boca, o incremento de seus eleitores alterará também a taxa de aceleração, pois se ele tinha 10 eleitores no início e estes representam 1% do eleitorado somente estes 10 atuarão no incremento futuro do apoio, pois se ele passar a 30 eleitores, que representarão 3%, daí por diante quem atuará sobre os outros eleitores serão estes 30 e não mais 10, resultando num incremento da sua candidatura numa aceleração muito maior do que com os 10.

    O que quero explicar com isto tudo, é que se uma pesquisa foi realizada num período em que o crescimento do eleitorado é muito grande, o valor médio retirado no intervalo da pesquisa não tem sentido, o certo era fazer uma avaliação paralela da aceleração da mesma no período.

    Voltando ao caso real com valores fictícios para melhor compreensão, Bolsonaro cresceu 3% sob uma base em torno de 30% a aceleração foi de 0,1 e se Haddad cresceu 10% sob uma base de 10% a taxa de aceleração foi 1,0. Sem fazer as contas exatas, pois parto de resultados arbitrados, pode-se dizer com confiança que na realidade no fim do período da pesquisa Bolsonaro teria algo em torno de 30,5% enquanto Haddad teria não os 10%, mas sim algo em torno de 12%. Teria que se fazer a simulação com dados reais e com períodos de tempo perfeitamente definidos, mas de qualquer forma, o ganho para quem está acelerando é muito maior do quem já está praticamente estagnado.

     

  4. Marcos Videira

    17 de setembro de 2018 10:31 pm

    Que Deus nos proteja !

    Alberto Almeida é aquele cientista que afirmou categoricamente: a transferência de votos de Lula pra Haddad ocorrerá em 1 dia (um único dia !!!).

    Portanto, fiquemos atentos. As pesquisas dos dias 17 e 18 podem dar uma indicação melhor. Mas ainda teremos duas forças atuando e que podem mudar o resultado:

    (1) o movimento das mulheres contra Bolsonaro

    (2) o voto útil (contra o PT e contra Bolsonaro)

     

  5. Cesario

    17 de setembro de 2018 10:41 pm

    Águas a rolar

    O eleitor brasileiro parece muito mais prudente e receoso do que nas campanhas anteriores. Por isso fica difícil esse tipo de prognóstico. Tanto o Bolsonoro como o Haddad podem avançar sobre os eleitores do Ciro, do Alkimin e da Marina, se falando do voto útil. E no segundo turno vem os apoios, que certamente surgirão. O problema está no efeito 2014, o qual passo a citar: Operação Lava Jato; estelionato eleitoral; polarização PT x PSDB; governos Dilma e Temer. O quanto isso será usado na campanha do segundo turno, não temos como avaliar ainda.

  6. Jandui Tupinambás

    18 de setembro de 2018 12:03 pm

    “Bolsonaro: esse também resolve”
    Uma ressalva para os votos que migraram de Lula para Bolsonaro: nem sempre esta migração se justifica dado ao nome Bolsonaro ser mais falado. Papo que tive com o porteiro da minha empresa – interior de Minas. O porteiro é nordestino e fã incondicional do Lula. Comecei a prosa:- e aí, Benvides? Conseguiram tirar o Lula da peleja, né?- pois é. Esses caras são uns desgraçados. É muita sacanagem!- Agora nos resta votar no candidato que ele indicou – eu disse. O Haddad. O que você acha dele, Benevides?- Esse Adi? Sei não… Você viu no Jornal nacional? O Bonner (este nome ele não errou!) perguntou das 6000 casas que ele prometeu lá em São Paulo e ele entregou só 600.  Fiz um pequeno discurso pra tentar dar desanuviada na mente dele. E mesmo assim ele emendou:- Tem esse tal de Bolsonaro. Esse é cabra macho, viu? Esse resolve também! (comparando Bolsonaro com Lula).E o papo rendeu mais um pouco e percebi que ele queria mesmo era uma certeza se poderia trocar Haddad pelo voto garantido em um que faz e acontece como Bolsonaro.   Acho que, aos poucos, boa parte desses votos que saíram de Lula e foram para Bolsonaro irão migrar para Haddad. E aí, volto na minha teoria: Haddad e Bolsonaro irão esvaziar os outros candidatos na reta final. O primeiro turno pode virar um plebiscito tornando a eleição de um turno só.  

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