
em 1981, a morte do artista quando jovem. registrados em Super-8, o velório e enterro de Glauber Rocha.
devemos nos conformar que nossos sonhos, um por um, todos se transformem em sombras? envelhecer calmamente, orgulhoso e impenitente…
ou é melhor precipitar-se na morte no apogeu de uma paixão?
qual é a cultura da Revolução? a incultura subversiva popular? ou a cultura subversiva dos intelectuais? a cultura é uma palavra de classe?
quem dirige o povo ignorante no caminho revolucionário? o pensamento dos intelectuais que produzem cultura revolucionária?
a revolução popular analfabeta deve seguir os líderes cultos?
“sei que amanhã quando eu morrer
os meus amigos vão dizer
que eu tinha um bom coração
alguns até hão de chorar
e querer me homenagear
mas depois que o tempo passar
sei que ninguém vai se lembrar
que eu fui embora
por isto é que eu penso assim
se alguém quiser fazer por mim
que faça agora”
Brasil em Transe: morrer jovem
Brasil em Transe: morrer jovem (parte 2)
Brasil em Transe: morrer jovem (parte 3)
Brasil em Transe: morrer jovem (parte 4)
vídeo: Super 8 – Quem quiser fazer que faça agora – 1981
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AMORAIZA
9 de agosto de 2018 2:03 pmArques
Se a vida é para alguns, a morte é para todos.
Morrer, seja em que tempo for, é preciso.
Quem morre jovem, fica devendo a si mesmo as explicações para este mundo de ilusões.
Enquanto a gente estiver iludido pelas aparentes armadilhas daqui, a gente vai morrendo jovem e nascendo cada vez mais revoltado e ignorante.
Pra morrer, a vida ensina que não precisa ter pressa.
Daqui ninguém sai, nem vivo e nem morto, com raras exceções.
arkx
9 de agosto de 2018 2:41 pmBrasil em Transe: morrer jovem (parte 5)
-> Daqui ninguém sai, nem vivo e nem morto, com raras exceções.
vídeo: The Doors : Five to one with lyrics
[video: https://www.youtube.com/watch?v=6dI0rwRGdVs%5D
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AMORAIZA
9 de agosto de 2018 2:55 pmPorque o diabo é o pai do rock
Por mais interessante ou verdadeira a palavra
o modo como ela é dita é que vai ditar os seus efeitos.
Não há entendimento sob rugidos.
arkx
10 de agosto de 2018 1:21 amBrasil em Transe: morrer jovem (parte 5)
-> Não há entendimento sob rugidos.
concordo. mas quais rugidos exatamente? meus?
“No one here gets out alive”
Five to One – The Doors
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AMORAIZA
10 de agosto de 2018 2:05 amRugidos
Rugidos suplantam a palavra, armam-nos para a fuga ou colocam-nos em enfrentamento.
Como eu poderia passar uma mensagem profunda, que exige meditação para o pleno entendimento enquanto pessoas rugem furiosamente sob instrumentos uivantes e ritmo frenético?
O rock é legal para pular, pra provocar transe, consumir drogas, cometer exageros, exprimir revoltas, e descarregar o excesso de energia.
Pra meditar, jamais.
Qualquer “verdade” que um rockeiro possa dizer na sua música vai ter a beleza de uma parede pichada.
Pra mim, parede pichada e rock não combinam com meditação e nem estética.
Gosto de pensar sem barulho.
Idiossincrasia, suponho.
arkx
10 de agosto de 2018 1:04 pmBrasil em Transe: morrer jovem (parte 5)
-> Pra mim, parede pichada e rock não combinam com meditação e nem estética.
-> Idiossincrasia, suponho.
compreendo seu ponto de vista. mas se trata de questão pessoal. por exemplo: praticar arte marcial é uma forma de se fazer meditação e grafites estão atualmente consagrados como “obras de arte”.
abração
arkx
27 de agosto de 2018 9:56 pmBrasil em Transe: morrer jovem (parte 5)
vídeo: A Degola Fatal
[video: https://www.youtube.com/watch?v=CwXyiXcG66Q%5D
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