4 de junho de 2026

Michel Temer e o Potlacht brasileiro, por Fábio de Oliveira Ribeiro

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Michel Temer e o Potlacht brasileiro, por Fábio de Oliveira Ribeiro

Circula na internet um vídeo em que o cidadão queima trinta mil reais porque o dinheiro foi produto da venda de um terreno que causou uma briga na família.

O dinheiro queimado aparenta ser verdadeiro. A justificativa que é apresentada pelo autor da façanha foi considerada insana por quem a divulgou.

Numa civilização em que os valores materiais se tornaram mais importantes do que as relações familiares e do que a honra, queimar dinheiro pode ser considerado prova de loucura. Entretanto, numa sociedade em que a honra tem mais valor do que qualquer outra coisa a conduta daquele cidadão seria considerada elogiável.

O que vemos no vídeo pode ser descrito como Potlacht: tradição comum a várias culturas em que a honra pessoal é conquistada ou readquirida mediante a destruição de coisas de grande valor material.

Esse conceito poderia, também, ser utilizado para explicar o que a Lava Jato, o STF e o desgoverno Michel Temer estão fazendo em escala nacional. Afinal, é evidente que nos últimos anos o Brasil destruiu suas empresas privadas e públicas e dilapidou sua riqueza petrolífera.

O problema é que ao oferecer em Potlacht tudo que tinha valor no país (suas empresas e riquezas nacionais) o Brasil também destruiu suas instituições públicas e não conquistou qualquer honraria. Viramos párias, somos desprezados por todo mundo civilizado.

Em troca da destruição de suas riquezas, o Brasil ganhou apenas duas coisas: a sobretaxação norte-americana do aço brasileiro e; a obrigação de vistos para entrar na União Europeia. O fundo do poço não é um limite quando se realiza um Potlacht em escala nacional.

 

 

Fábio de Oliveira Ribeiro

Fábio de Oliveira Ribeiro, 22/11/1964, advogado desde 1990. Inimigo do fascismo e do fundamentalismo religioso. Defensor das causas perdidas. Estudioso incansável de tudo aquilo que nos transforma em seres realmente humanos.

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2 Comentários
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  1. Luís Henrique Donadio Baptista

    13 de julho de 2018 7:47 pm

    Potlacht?

    Eu achava que o nome técnico dessa loucura coletiva que se abateu sobre o país fosse “matar a vaca para acabar com o carrapato”.

  2. joel lima

    13 de julho de 2018 11:11 pm

    A chacota internacional que

    A chacota internacional que Neymar criou para si mesmo é do mesmo grau que nossa elite iletrada está fazendo ao Brasil = entre os que realmente mandam na ordem mundial, eles morrem de rir vendo um país se tornar um pária pros seus próprios vizinhos. Na América Latina, Brasil é inseto que pode transmitir uma doença fatal – veja o que aconteceu no Peru. Nessa corja toda que está levando o país pro brejo, há  os que fazem em nome do rentismo e sabendo que ferrarão o país e o mais terrível e que há os que fazem crendo piamente que isso é o certo, que o preço do país ficar purificado da corrupção é ele não ter mais patrimônio nenhum. 

     

     

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