4 de junho de 2026

Luta de classes, Globo e fascismo, por Maria Luiza Quaresma Tonelli

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Luta de classes, Globo e fascismo

por Maria Luiza Quaresma Tonelli

A luta de classes é inerente às sociedades capitalistas, uma vez que as classes sociais são antagônicas entre si. Umas mais, outras menos, uma vez que grande parte da classe média não antagoniza com a elite do dinheiro porque se acha parte dela, por isso lhe serve como massa de manobra. É a parte da classe média (que não é homogênea) que odeia os pobres. 

A mídia, Globo à frente, é o instrumento de poder da elite do dinheiro que não admite e nunca admitiu neste país tão profundamente desigual um Estado social. Foi assim com Getúlio, com Jango, com Lula e com Dilma. 

O ódio a Lula e ao PT é um ódio latente de classe, não é um ódio criado pela mídia, Globo à frente. É o ódio autorizado a se manifestar de forma explícita e orgulhosa. Um ódio cultuado, cultivado, alimentado diariamente, dia após dia, ano após ano desde que Lula foi eleito pela primeira vez e continua com sua prisão na masmorra de Curitiba. 

A Globo e o resto da mídia dominante deste país manipulam os fatos e sonegam informação. A mídia, como um bando de abutres, televisionou a prisão de Lula, mas em nenhum momento informou as proibições das visitas ao ex-presidente Lula, inclusive a visita de um prêmio Nobel e a visita do médico pela juíza da Vara de Execuções Penais. 

A caravana de Lula sofreu um atentado a balas em um dos ônibus. Marielle foi assassinada. Lula está sendo mantido preso em uma solitária. Hoje o acampamento em Curitiba sofreu um ataque por atiradores que gritavam o nome de Bolsonaro. Duas pessoas foram feridas. Coisas piores podem acontecer e sabemos que a Globo não vai noticiar esse fato como algo de extrema gravidade. Talvez nem noticie. 

Talvez o que a Globo pretenda, ao envenenar o telespectador contra Lula, o PT e a esquerda em geral, seja provocar uma guerra civil a fim de que uma intervenção militar ocorra e suspenda as eleições. 

A Globo apoiou o golpe de 64 e todo o regime militar que durou 21 anos. Apoiou o golpe de 2016 que tirou Dilma do poder para colocar na presidência alguém que implantasse um projeto derrotado nas urnas. Por que não apoiaria outro golpe, seja pela via civil, pela via da toga, seja pela via militar, para impedir que Lula ou qualquer candidato de esquerda seja eleito em 2018, nem que para isso corra muito sangue? 

Não adianta protestar contra Moro, contra o STF, contra Temer, contra os partidos de direita. É contra a Globo, que sempre esteve no comando. Todo o resto é café pequeno.

Em tempo: a Globo não está nem aí para aí possibilidade de Bolsonaro ser eleito. Não está nem aí para um governo fascista, pelo simples fato de que o fascismo é seu método preferencial. Acordemos, pois.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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11 Comentários
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  1. Serjao

    28 de abril de 2018 5:42 pm

    Perene

    Ou rede esgoto ou Brasil!

    Os marinho, os marinho, sempre contra o Brasil!

  2. Silvio Barreto Campello

    28 de abril de 2018 5:43 pm

    Repito isso há 4 anos

    Já faz 4 anos que entendi que é a Rede Globo que precisa ser combatida. Tenho repetido à exaustão, mas o poder de voocalização é pequeno. E também não adianta protestar apenas, tem que interferir na capacidade de veiculação e na credibilidade de uma empressa que está sintonizada em qualquer boteco com televisão, em recepção de médicos e dentistas, etc.

  3. Bruno Cabral

    28 de abril de 2018 5:46 pm

    Como dizia Brizola

    “Ou o Brasil acaba com a Globo ou a Globo acaba com o Brasil”

     

  4. um brasileiro

    28 de abril de 2018 5:57 pm

    globo e a suspensão das eleições

    “O que a Globo pretende, envenenar o telespectador contra Lula, o PT e a esquerda em geral,  provocar uma guerra civil a fim de que uma intervenção militar ocorra e suspensão as  eleições”

    concordo.

  5. Euclides Santa Cruz

    28 de abril de 2018 7:02 pm

    Haverá de chegar o dia em que

    Haverá de chegar o dia em que as organizações Globo deixarão de existir e que família Marinho pagará pelo que faz contra o POVO brasileiro e ao Brasil.

  6. AMORAIZA

    28 de abril de 2018 7:17 pm

    A Globo
     

    A Globo é só mais uma palavra  na boca do mundo – um instrumento de poder que diz o que lhe mandam dizer, como todas as suas irmãs pagas.

    A mídia é supranacional, controlada e repetidora da vontade dos poderes políticos e econômicos  do mundo.

    Assim como os bancos,  é propriedade de poucos, e como o dinheiro, não tem pátria, sentimento ou empatia, só interesses.

    1. layla

      29 de abril de 2018 4:51 am

      A mídia é supranacional, controlada e repetidora

      O título deste texto, a crítica que faz — “é contra a Globo, que sempre esteve no comando” –, seu comentário, que subscrevo, o texto Sobre Semelhanças e Silêncios, de Fernando Horta, e os fatos… Parece oportuno o momento, segue o ponto.

      Ocultar um atentado evidente como esse da cobertura nacional, fato que inevitavelmente ‘vazaria’ para a cobertura internacional, ocultação que seria prontamente notada e denunciada, teria sido (apenas) para não favorecer de algum modo a causa do Presidente Lula e a esquerda? Proteger a candidatura de Bolsonaro, sob cuja inspiração teria sido abertamente perpetrado? Sinalizar caminho livre para os próximos?

      Passagem de Sobre Semelhanças e Silêncios: “Assim como o evolucionismo marxista sofria nas mãos de Adorno, Horkheimer e Habermas, esta direita obtusa e antiga perecia sob os novos temas filosóficos e históricos dos que se negavam a jogar o jogo político da Guerra Fria.” Eis como o encerrou o autor: “Há uma diferença entre eu não concordar com suas ideias e eu não as conhecer. E esta é toda a diferença hoje no Brasil.”

      Busílis! Compreender a gravidade da desorientação do campo conservador “nacionalista” no quadro geopolítico atual importa bastante. Contudo, para isso precisamos conhecer suas idéias e o motivo de aspas em nacionalista. A direita obtusa e antiga, longe de perecer, encastelada no estado permanente, o tal deep state, viveria sempre o sono estratégico da contenção do comunismo, combate ao governo mundial e garantia da… Zona de Retaguarda:

      [video:https://youtu.be/smiD-sYXrkE%5D

       

      1. AMORAIZA

        29 de abril de 2018 3:03 pm

        Córónel
         

        Layla,

        esse coronel,  ex-chefe de telecomunicações do SNI (sic) é a prova de que em momentos de crise é tempo de se fazer triunfar nulidades

        São elas, que  por sua ignorância, promovem a manutenção do estado de exceção.

        O ignorante, como sabemos,  rapidamente chega à convicção. Daí para o radicalismo e o fanatismo é um passo.

        E tem mais, a ignorância é uma “merda quentinha” , fedida mas confortável.

        Sobre a omissão de cobertura do atentado, em tendo havido por parte da emissora, (não assisto a globo), seu objetivo, na verdade, não é propriamente “esconder ” ou adiar a notícia.

        Assim como no acontecimento Mariele e no Desfile da Tuiuti, o que a globo quer é assenhorear-se da notícia. Chefiando a narrativa ela dá ao acontecimento a interpretação que interessa ao poder que ela representa.

          

  7. edward chaddad

    28 de abril de 2018 8:08 pm

    É exatamente o que penso – já desliguei a Globo faz muito tempo

    Quer resolver. 

    Um protesto excelente.

    Desliguem a globo e ela terá muitos problemas com patrocinadores.

    E mais: não comprem de patrocinadores de jornais televisivos de todos os canais, máxime, é claro, da Globo

    Não vejo nenhum programa televisivo, exceto a Aparecida, a Rede Vida. E pronto.

    Leio pela internet jornais do exterior e me baseio em dos oficiais para minha conclusão.

    Procuro blogs como este para manter-me informado.

    O resto é restolho do restante do que sobrou.

     

  8. peregrino

    28 de abril de 2018 9:05 pm

    a Globo é sinônimo de destruição, sem exceção…

    traiçoeira como ela só

    faz questão de exigir a parte dela ao brincar de ser contra o sacrifício do povo

    fascismo a reboque do capitalismo, tudo a ver com ela

  9. Taques

    29 de abril de 2018 1:57 pm

    Das duas, uma: ou a Globo não

    Das duas, uma: ou a Globo não é tão poderosa assim e portanto não deveria ser vista como principal inimiga, ou o grupo político que governou o país desde 2.002 se aliou à ela, caso contrário ele não venceria as quatro últimas eleições presidenciais.

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