
A fúria canina da Lava Jato e o jornalismo de guerra da Globo
por Jeferson Miola
em seu blog
A decisão do stf abre caminho para a nulidade não só do processo do sítio de Atibaia, como também para a anulação da farsa do tríplex armada por Moro, Dallagnol e Globo para perseguir, condenar e prender Lula.
As razões para isso são robustas: [1] se houvesse crime, a jurisdição para julgamento seria a justiça federal de São Paulo, nunca a de Curitiba; e, [2] em caso de processo penal, deveria ser observado o juiz natural do caso, princípio constitucional que excluiria Sérgio Moro da condução dos casos.
O abalo no principal pilar do regime de exceção debilita a ditadura. Daí que se pode entender a fúria canina da Lava Jato e o jornalismo de guerra da Globo no combate à decisão do stf.
O jornal nacional da quarta-feira, 25/4, ao invés de repercutir a opinião do mundo jurídico nacional e estrangeiro sobre o fato de relevante interesse jornalístico, a decisão do stf, fez outra reportagem de caráter acusatório e persecutório, unicamente preocupada em criminalizar Lula.
Numa reportagem bem armada, requentou vídeos de delatores que receberam impunidade e preservação do patrimônio multimilionário roubado em troca de testemunhos forjados para levar Lula à prisão.
Nesta mesma edição, todavia, o jornalismo de guerra da Globo não noticiou a atitude despótica e criminosa [a fúria canina] da juíza da Lava Jato que impediu Lula de receber visita do seu médico, deixando ameaçadas a saúde e a vida de um ex-presidente do Brasil.
Os procuradores, por outro lado, desafiaram a decisão do stf, considerando-a “ininteligível e superficial”.
Em clara afronta à suprema corte do país, eles declararam: “Por não haver qualquer mudança fática ou revisional, deve a presente ação penal prosseguir em seus regulares termos”.
Como num regime fascista, eles atribuem a si mesmos um poder total e soberano que a Constituição brasileira não lhes confere.
A brutalidade contra Lula não tem sido – e tampouco será – suficiente para o extermínio deste que é o maior líder popular do Brasil e um dos maiores do mundo.
É real, por isso, o risco de aumento do delírio e da violência fascista contra Lula; violência essa que ricocheteia na sociedade aumentando o racismo e o ódio ao povo pobre e negro.
A luta pela libertação do Lula, por isso, é o fator decisivo para a contenção do fascismo e para a restauração da democracia, do Estado de Direito e da paz no país.
E esta luta democrática exige o combate resoluto ao fascismo jurídico-policial da Lava Jato e ao terrorismo midiático da Globo.
Arnaldo Costa
26 de abril de 2018 12:57 pmMáfia demotucana na corda contra-ataca
Moro trabalha para a máfia demotucana. Não foi por acaso que deram o processo para ele. Conseguiu acobertar todos os tucanos, basta ver os casos de FHC e Álvaro Dias. Da mesma forma, no processo Banestado, livrou todos do seu partido. Agora, estão com medo de serem descobertos por acobertarem seus aliados políticos ao mesmo tempo em que perseguiam seus adversários.
Ruy Lopes
26 de abril de 2018 1:04 pmRazões
O que fez o STF em benefício do Lula? Nada. Apenas reconheceu que o juiz natural das causas que envolvem um terreno em São Paulo, e um sítio também em São Paulo, deve ser um juiz de São Paulo. Que, se for um juiz imparcial, poderá condenar ou absolver o ex-presidente. Aí é que está o problema:abriu-se uma possibilidade de absolvição, hipótese que contraria a crença ideológica – e também os interesses financeiros – da turma de Curitiba. Serão milhões de reais e de dólares perdidos só com a transferência, e dez vezes mais se houver absolvição.
Arnaldo Costa
26 de abril de 2018 2:47 pmJornal Nacional: estórias de ficção de mentes doentias
Os filmes e o Jornal Nacional da Globo vão virar tudo estória de ficção.
Nender, o tal
26 de abril de 2018 1:40 pmEsperando Godot.
O texto faria todo sentido, se houvesse algum, sentido no funcionamento do judiciário brasileiro, melhor dizendo, se tal sentido fosse de fato praticar os princípios da Justiça insculpidos nas leis.
Já está cansativo dizer que as leis, em si, representam apenas o resultado de um processo (político e legislativo-representativo), onde quase sempre a vontade majoritária, ou o interesse majoritário e coletivo é suprimido para que sejam estabelecidas normas que sustentem o desempoderamento desses coletivos menos abastados, e portanto, sempre sub-representados.
Esse é o principal defeito da Democracia, isto é, ela não combina com capitalismo, NUNCA!
Dito isso, retomamos nossa cantilena:
O texto faria sentido se o stf agisse como uma corte constitucional.
No entanto, é o próprio stf que permitiu que o processo mais ilegal e escandaloso do planete chegasse até aqui, com a inacreditável fixação de competência por osmose, uma nova diretriz criada pela inquisição curitibana ( e aceita pelo stf) para esse instituto (a competência da judicância).
Desde a ação 470, a fixação da competência foi manobrada pelos torquemadas de toga para dificultar ao máximo a defesa dos réus.
É possível que tudo venha abaixo por decisão do stf, declarando o processo ilegal?
Sim, claro, e estrategicamente depois das eleições ou do seu cancelamento.
Assombra que boa parte da esquerda ainda espere por Godot, e Godot nunca venha.
Hoje nossa atenção está concentrada em debater se a juíza de execução penal (mas que mais parece de excecução de pena capital) deixa ou não deixa entrar visita, onde ficará o preso, se o médico vai entrar ou não.
Esse é o jogo ao qual se submeteu Lula.
Um ex-presidente, com capital político gigantesco, com apoio e legitimidade internacional, enfim, sendo quem é, NUNCA poderia ter se submetido a um processo desses, e uma vez condenado não poderia se entregar sem causar sérios danos a quem cumprisse sua ordem de prisão ILEGAL!!!!!
Tudo bem, Lula imagina que está em 1980, e que sua habilidade em negociar pode salvar o mundo que o cerca. Cada um faz a imagem de si que melhor lhe apraz.
O que não dá para entender é a passividade bovina dos que o cercam, a espera do que dirá nosso Grande Pai.
Se é verdade que Lula é mito que transcende e escapa a si mesmo, é hora de quem ele representa tomar nas mãos esse mito e fazer o que tem que ser feito.
Senão, seu legado periga ser eternizado em alguma estampa de camiseta ou poster na parede, e só, vendidos sem culpa pelo mercado.
Vai uma lembracinha do LULA preso aí, meu chefe? Na minha mão é mais barato.
naldo
26 de abril de 2018 2:15 pmQuem diria não……
o
Quem diria não……
o jornalismo que diziam um garantidor da democracia, se presta mesmo a servir ditaduras……..
Hoje e quase sempre………………….
Andre Araujo
26 de abril de 2018 2:21 pmApesar do DNA conservador e
Apesar do DNA conservador e anti-popular que vem do berço das organizações GLOBO, registre-se na Era Boni a presença de grandes nomes do jornalismo tanto no jonral O GLOBO como da Rede GLOBO. Essa era perdurou até a morte de Roberto Marinho, onde editoriais de grande valor politico eram redigidos pelo dr.Jorge Serpa e na TV pontificava Armando Nogueira,
todas personalidades cultas, de matiz ideologico plural, que conseguiam ver questões de varios angulos, o que é a
maior prova de inteligencia de um profissional do jornalismo. Com a morte do dr.Roberto Marinho e a ascensão da era Ali Kamel
ma Rede GLOBO houve uma mudança para pior. Enquanto o jornal, com a exceção da coluna de Merval Pereira, manteve certo ambiente plural, a TV GLOBO e a GLOBONEWS tornaram-se panfletarias na cruzada moralista anti-politica. A serviço desse movimento foi necessario dar voz a figuras menores, algumas minusculas, a “voz do dono” sem concessões e sem nuances.
Na TV o melifluo Merval, com seu composto de enfado blasé, ar proustiano, a declarar “isto é um absurdo” para tudo aquilo que destoa de seus conselhos, é a cara da atual Rede GLOBO decadente, a serviço de causas sem disfarces, Merval resume nele mesmo
a perda da antiga nobreza da, goste-se ou não, Era Roberto Marinho, a Globo perdeu a graça e a mão.
O agradavel Jornal das Dez tinha a face simpatica de Mariana Godoy, a primeira vitima da Era Kamel, depois parecia que as musas inteligentes iriam ancorar o Jornal, Renata Lo Prete e Natuza Nery, competentes e articuladas mas ai não pode, Kamel quer coisa menos agradavel na tela, coloca Heraldo Pereira, sem graça, sem charme, um fim de noite pesado, deixei de ver o Jornal das Dez, perdeu o charme, porque tiraram a Natuza que estava indo tão bem?
Subiram a tona com a cabeça fora dá agua personagens até então menores e opacos que na época do dr.Roberto não estavam nem no segundo time do jornalismo. Hoje despontam como porta vozes Carlos Sardenberg, o inacreditavel Gerson (isso dái) Camarotti, Valdo Cruz, Andreia Sadi, a que tem todo dias informações exclusivas, a peruésima Eliane Catanhede, consegue ser comentarista politica sem fazer nenhuma analise, apenas fofocas de salão, a inacreditavel Miriam Leitão, não sei até hoje qual a ideologia que impera em sua formação, se o esquerdismo revolucionario ou se o ultra neoliberalismo, a confusão de ideias é completa, é um jornalismo mediocre que não traz varias angulos , faz proselitismo e tentar influenciar o Supremo, demoniza o Congresso e hoje está perdido em busca do “seu” canidato que deve ser obrigatoriamente do centro direita até a extrema direita, o jornalismo que se lixe, o negocio da GLOBO e fazer cruzada politica para chegar ao poder.
Nender, o tal
26 de abril de 2018 2:30 pmSério mesmo.
Armando Nogueira, o canalha responsável pela edição do último debate Lula-Collor é exemplo de fidalguia ilustrada?
Hum, sei não.
Se entendermos a transformação pela qual passamos desde 64, com o evento CRFB/88, como um fator de alinhamento com os movimentos da matriz (EUA), onde a globalização das plataformas e dos formatos de produção jornalística passaram a fase atual da pós-verdade, ao mesmo tempo que houve uma escalada de judicialização, criminalização e espetacularização policialesca da politica ao redor do globo, poderemos afirmar que o evento debate JN-Lula-Collor, pilotado por Nogueira, foi uma marco histórico da cretinização absoluta da mídia brasileira.
Algum tipo de caráter do jornalismo associado-parasitário nacional(?) só teve lugar com Samuel Wainer, e morreu com ele.
Com muita boa vontade, poderemos dizer que o embolorado Mino Carta traz traços dessa coragem, embora nunca vá conseguir explicar que dentre as suas premiadas empresas e empresários do seu convescote anual, pontuassem a mesma elite canhestra que ele hoje diz detestar (a Casa Grande).
Lá estavam os Setúbal, Odebrecht, Natura, etc, etc, etc.
Como sabemos, dinheiro não leva desaforo para casa.
AMORAIZA
26 de abril de 2018 9:00 pmAinda que neanderthal
uma voz que clama no deserto da verdade.
É isso mesmo Nean, quem viveu, viu.
Valmont
26 de abril de 2018 5:02 pmA arte da enganação
Na Era Boni, éramos bem enganados e oprimidos por um fascismo encoberto com muita arte e muito charme.
Hoje, é fascismo explícito, escancarado, porque as cortinas do teatrinho não resistiram à Era da Informação.
Frederico Firmo
26 de abril de 2018 5:22 pmAndre seu comentário me fez recordar uma poesia.
Uma poesia que fiz para as bruxas televisivas. ( no meu blog aqui no GGN)
AS BRUXAS TELEVISIVAS
Algumas são belas, outras já foram e outras nunca,
Se expondo sem nenhum pudor,
Com caras e bocas em poses deselegantes
Mostram até as vísceras,
Numa tentativa vã de naquilo tudo, mostrarem alguma verdade
Mas os gestos as falas as pausas os falsos sorrisos
O gozo fora de hora
Se debruçam sobre os alvos de forma abusiva
E de forma seletiva despejam seu fel
Com desfaçatez mentem iludem
A partir da tela
Se esparramam no ambiente sugando o ar
Destruindo e transformando tudo num bordel
E se dizem jornalistas.
Um abraço
Frederico
AMORAIZA
26 de abril de 2018 9:13 pmQuando vemos uma tragédia
sempre reagimos com apreensão e agradecemos por não ter acontecido com a gente.
Quando vivemos uma tragédia, ela nos envolve tão completamente que não percebemos o tamanho da desgraça que enfrentamos.
Assim se vive no Brasil hoje.
Quando vimos os ventos da Grécia, lá longe, navegávamos por mares tranquilos de Lula e Dilma.
O vento soprou forte e assinalava seu rumo em nossa direção.
A tripulação em vez de se precaver, jogou fora os escaleres, jogou o comandante ao mar e colocou o outro, mais experiente, a ferros, o navio adernou.
Vivemos um salve-se quem puder.
Que os ratos de curitiba se fartem com os mantimentos enquanto o navio não afunda de vez.