9 de junho de 2026

O caso Bip-Bip e os esbirros da ditadura, por Luis Nassif

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O caso do Policial Rodoviário Federal que aprontou no Bip-Bip, bebeu, bateu e ameaçou, me lembrou na hora um episódio no Bar do Alemão, por volta de 1980.

Estávamos tocando quando chegou a caminhonete da Rota e dela desceu um policial, um japonês, com óculos escuros.

A noite corria e um casal da Zona Leste, na parte de cima do bar, bebeu um pouco além e passou a lançar bolachas na parte de baixo. Rimos da alegria de quem bebeu um pouco além.

De repente, o policial subiu as escadas e deu-lhes voz de prisão. Foi um choque no bar. Desceu arrastando o casal, o auxiliar abriu o porta-malas da Veraneio e tentaram empurrar o casal para dentro. O casal implorava ajuda, dizia ter medo de nunca mais voltar, o que era uma hipótese naqueles tempos bicudos.

Na época, eu não era jornalista nem relativamente conhecido.

O policial queria impressionar as mocinhas e os músicos do bar, apenas isso. Disse-lhe que, se fosse levar o casal, eu iria junto. Ele se espantou:

– Mas eu achei que estava ajudando, tirando os bêbados do bar.

Disse-lhe que, na verdade, ele acabara com o clima do bar. Na porta do Alemão, algumas das moças assediadas por ele mostravam sua reprovação.

Acabou soltando o casal. Minha “autoridade”, no caso, não era de cidadão ou jornalista, mas do sujeito que tocava bandolim no bar.

O clima atual é o mesmo. Não se trata de um comando centralizado. Trata-se da marcha do fascismo que faz qualquer bêbado de bar com autoridade – como o Policial Rodoviário – se valer das prerrogativas do poder para arbitrariedades.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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28 Comentários
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  1. Ugo

    19 de março de 2018 3:27 pm

    se ampla literatura permite o resto é resto

    A lei do andar de cima do judiciário é a mesmo que o guardinha aplica na rua.

    Socorro!

  2. Fernando J.

    19 de março de 2018 3:48 pm

    Foto ilustrativa reveladora

    A bota solitária que aparece na segunda foto é o pé direito. O direito. E podia ser outro?

  3. Douglas Barreto da Mata

    19 de março de 2018 3:50 pm

    A prf, a escalada de militarização e as cruzadas morais!

    Repito aqui o comentário que fiz no outro “post” sobre o tema:

    O que acontece com a prf não é um sintoma isolado, e nem a ação desse boboca também!

    A prf sempre foi um ente clássico de mediação da classe mé(r)dia com o Estado e seus agentes, o que vulgarmente chamamos de corrupção!

    Historicamente os “guardas de trânsito das rodovias” sempre foram rotulados como passíveis de “conversa”, e em se tratando de “suas majestades”, donos de veículos e condutores de atividades profissionais, o “jeitinho” sempre foi a “melhor saída”.

    Não à toa ostentamos (“inocentemente”, claro, não somos bandidos) números de impunidade nos crimes de trânsito que remetem a dados assustadores:

    Mata-se tanto no trânsito quanto por homicídios dolosos (com intenção de), considerando ainda mais grave o fato de que os crimes de trânsito se dão como efeito da culpa (sem intenção de).

    Ainda assim, ninguém imagina proibir a venda de combustíveis e a fabricaçãod e carros, obviamente!

    Mas eu temo imaginar que se usássemos a mesma hipocrisia que usamos para proibir certas drogas (outras podem, é claro), teríamos um ambiente muito mais selgavem de motoristas em abstinência que de adictos em drogas ou um tráfico (de gasolina) bem mais articulado!

     

    Bem, voltando a vaca fria, eis que depois de amargar a pecha de instituição corrupta, a prf aderiu com gosto a cruzada moralista, bem como assumiu para si parte do esforço miilitarizante que contaminou o aparato policial brasileiro, nesse caso específico, as polícias federal e rodoviária federal, secundados pela mílicia nacional chamada de força nacional.

    Claro que a exposição de débeis mentais anabolizados e “concurseiros”, atraídos por bons salários e perspectivas de carreira (sim, na prf você pode chegar ao topo da carreira por progressão e “bons serviços”, além, é claro de bons contatos), leva a essa mistura explosiva que derramou o “caldo” ontem no boteco aludido (o bipbip).

    É o clima de “guerra”!

    Como vimos, não teve “conversa”, nem a “cerveja do guarda”.

    Seguiu-se o roteiro “tropa de elite”, que confere ao Brasil um dilema que é resultado de sua fatal desigualdade: Ou é na “mediação” (grana) ou na porrada!

    A honestidade aqui se impõe pelo autoritarismo!!!!

    O que aconteceu ontem na zona sul acontece todos os dias nas zonas pobres.

    O ruído é porque os atores estavam nos “lugares errados”.

     

  4. Fr@ncisco

    19 de março de 2018 3:54 pm

    Rides Again e Tem Quem Ainda Ache Não Ser Golpe

    Quem diria, de novo, ‘novamente’ ele, o “guarda da esquina”, de Pedro Aleixo. 

     

    1. Diane Fossey

      19 de março de 2018 6:30 pm

      O guarda da esquina…

      Ele mesmo!

  5. Fernando J.

    19 de março de 2018 4:03 pm

    Atrocidades de campo de concentração nazista: os porões

    1) Entre 1964/1969 – Na pequena Flórida Paulista, 5 mil habitantes na época, um fato chocou a cidade. Na pequena elegacia local, um preso foi seviciado, enfiaram o cassetete no ânus e o cara não resistiu à barbárie e morreu. O caso era comentado em voz baixa, a cidade silenciou eo caso foi encerrado sem nenhuma consequência; 

    2) 1970, Bauru – Meu pai tinha um posto de gasolina no cruzamento da Av. Duque de Caxias com a rodovia Mal. Rondon. Havia uma garota loirinha, bonitinha que fazia ponto lá, por ser parada de caminhoneiros, seus clientes. Todos a conheciam, era da casa. Uma certa manhã, ao chegar para o trabalho o guarda-noite chamou meu pai para um papo reservado e contou. Naquela noite tinha chegado uma viaturacom dois PMs,arrastaram a garotapara o banheiro e estupraram. Havia sangue pra todo lado no banheiro, eu vi. Depois dessa noite, a garota sumiu. Denunciar para quem? Em 1970? 

    Depois se espantam com a minha incivilidade ao brigar com quase toda a família, eles apoiaram a volta disso. 

  6. Sergio Saraiva

    19 de março de 2018 5:41 pm

    Como diria João Gilberto

    Voz de prisão de bêbado não vale.

    1. peregrino

      19 de março de 2018 6:45 pm

      rs…………..lembrei de outra tirada genial

      mas relacionada com ter ou não ter dinheiro:

      quem bebe tem poder ( direitistas )

      mas quem tem poder não deve beber ( novamente direitistas, mas proibindo os esquerdistas de terem qualquer um dos dois, dinheiro ou poder)

  7. Marco A.

    19 de março de 2018 5:51 pm

    Pedro Aleixo e o “guarda da esquina”

    “Dr. Pedro, o senhor duvida das mãos honradas do presidente Costa e Silva, que será o único juiz da aplicação do ato?”

    Diante da grosseria, o velho professor de democracia respondeu:

    “Das mãos honradas do presidente Costa e Silva, jamais! Desconfio é do guarda da esquina!”

    http://www.tribunadainternet.com.br/pedro-aleixo-e-o-guarda-da-esquina/

  8. Jurgen2010

    19 de março de 2018 5:58 pm

    Ditadura

    Um indicador da ditadura é quando qualquer “OTORIDADE” se acha interventor.

    E mesmo a polícia, acolhe a “intervenção” que em estado democrático seria considerado abuso de autoridade.

  9. Bobby Jr.

    19 de março de 2018 6:27 pm

    Os “bons tempos” estão de volta!
    Esse caso do Bip-Bip me lembrou de histórias da época de solteiro do meu pai, no final dos anos 60/início dos 70.

    Ele vivia na Zona Leste de SP e sábado à noite saía com amigos, normalmente em grupos de mais de 10 pessoas e iam a festas ou “baladas” da época à pé mesmo (ninguém tinha carro, de vez em nunca eles conseguiam juntar grana e comprar em conjunto alguma sucata velha que ainda conseguia andar alguns quilômetros; imaginem dez adolescentes socados em alguma jabiraca dos anos 1940…)

    Um grupo desse tamanho, andando à noite era prato cheio para a polícia. Eles eram “clientes preferenciais” da 42a. DP do Parque São Lucas, e eram detidos sem motivo nenhum, apenas para verificar possível crime de “vadiagem”…

    Depois de certo tempo eles até ficaram amigos do delegado, que confessou achar uma perda de tempo e de dinheiro ficar detendo eles sem motivo nenhum, quando poderiam estar fazendo algo realmente útil…

    Meu pai conta isso de forma divertida, e sempre que essa história volta eu sinto uma vergonha alheia arrasadora, se não fosse meu pai eu provavelmente não me controlaria e acabaria perdendo a amizade.

    Massssssss os bons tempos voltaram! Acho que vou acabar retomando a tradição do meu avô de ir buscar filho na delegacia na madrugada de domingo porque seu “dotô otoridade” precisa combater a vadiagem…

  10. peregrino

    19 de março de 2018 6:34 pm

    preparem-se para o pior…

    ou recordem os idos de 60 seguidos dos vindos de 70 quando qualquer simpatizante do domínio pela força era imediatamente recrutado pelas forças ocultas da mídia para dar o exemplo

    e por falar em forças ocultas da mídia, lembro que teremos muito o que chorar nos próximos meses

    finalmente conseguiram o que o patrão só conseguiu com bombardeio seguido da invasão de mercenários

    conseguirma substituir a democracia pela “cracia” do demo

    até o próprio Temer já pediu para darem o exemplo e foi atendido

  11. Mauro Silva 3

    19 de março de 2018 6:35 pm

    Prerrogativa?
    Era a mesma do lobo atacando o cervo
    O por que?
    Pprque ele, o meganha, estava armado, e sabia que os frequentadores do bar não.
    Se ele tivesse uma leve dúvida de que poderiam existir alguns cidadãos portando armas como ele, naquele local, certamente a valentia do meganha seria canalizada no chute de algum vira-lata na rua.
    A sociedade precisa armar-se literalmente contra o fascismo.

  12. Julio Mallet

    19 de março de 2018 6:53 pm

    Guarda da Esquina

    São os guardas das esquinas que o Pedro Aleixo dizia temer.

  13. Wilton Cardoso Moreira

    19 de março de 2018 7:26 pm

    O fascimos e o fundamentalismo estão tomando o país

    O fascismo tem algumas características básicas:

    1. Medo e ódio: são os sentimentos que movem o fascista. O medo do gay, do  negro, do pobre (dividir o mesmo espaço urbano) logo se transforma em ódio cego;

    2. Encobrimento: pra encobrir o ódio, as pessoas inventam para si e para os outros as explicações mais exdrúxulas sobre o outro, para caracterizá-lo como imoral e demoníaco. O judeu era naturalmente larápio e dissimulado. Os gays cometem pecado etc.

    3. Idiotice das ovelhas: Para não ver o seu ódio, as pessoas se tornam seguidoras de líderes morais que pregam a imoralidade do outro. Qualquer exame simples revelaria que tais líderes são picaretas convencionais, mas a cegueira voluntária das pessoas impedem de ver a verdade. São os Malafaias, Datenas, Moros, Dórias e tantos outros a serviço de causas obscuras conquistando corações e mentes dos idiotas.

    4. Disseminação cancerosa. É o mais decisivo. As características acima sempre existiram em todas as sociedades capitalistas, mas de forma restrita.  quando elas se espalham e contaminam grande parte da população, temo o fascismo instalado. é muito pior que as ditaduras, pois quem fiscaliza a ordem repressora é o próprio povo idiotizado.

    Hoje, o câncer do fascismo seguramente já tomou conta imensa maioria das classes médias e altas. A ralé também já tem um alto índice de contágio, graças, principalmente, à praga evangélica, fascista até a medula. dizem que o atual Congresso e suas bancadas BBB não representam o país. Eu acho que representa, sim. O país está se tornando fascista-fundamentalistas, as pessoas estão se idiotizando, como se fossem uma praga de zumbis reacionários.

    O futuro do país é sombrio, muito sombrio.

    Deus tenha piedade de nós.

  14. Maria Luisa

    19 de março de 2018 7:39 pm

    Salve Vinicius, axé Pixinga, venham nos salvar dessa gente!

    Realmente, meus inimigos estão no poder. Desde que vi essa noticia hoje pela manhã fiquei pensando que agora toda essa gente que é humilhada pela hierarquia ou porque sofre mesmo de disfunção cognitiva quando puder vai sair aos berros e aos tiros em cima daqueles que não compartilham suas “visões” de mundo. 

    Acabou nosso carnaval
    Ninguém ouve cantar canções
    Ninguém passa mais
    Brincando feliz
    E nos corações
    Saudades e cinzas
    Foi o que restou…

  15. Luiz valentim

    19 de março de 2018 8:23 pm

    Policial da PRF interventor de buteco!
    Só faltava essa
    Acho que o General tem q chamar os chefes da PF,PRF, PC e PM pra explicar aos srus comandafos o que quer da intervenção Federal. Senao os civis terao que se armar para se protejer de milico bebado ou injuriado por qualquer coisa querendo submeter(esculachar) os cidadãos de bem aos seus caprichos e/ou humores

  16. JUAREZ CAMPOS

    19 de março de 2018 8:35 pm

    ditadura

    Lembro-me de um fato em Belo Horizonte. Minha irmã trabalhava na Drogaria Araújo na Praça Rio Branco. Numa noite um recruta do exército aprontou uma confusão na Drogaria e chamaram a polícia militar que deu voz de prisão ao recruta, contudo antes ele chamou a PE do exército. A polícia do exército chegou e enfrentou a PM mineira e houve um tumulto sem igual, tudo porque o recruta se negava a ser levado pela polícia militar. Quase saiu tiros entre os militares do exército e da PM. Assim é a ditadura, faz injustiças e banca os amigos contra a própria lei.

  17. samir cesar

    19 de março de 2018 8:51 pm

    Onde vamos parar, um

    Onde vamos parar, um comerciante de 74 anos de idade vitima de um abuso de autoridade, ontem um Padre também foi ofendido, me corrijam se estou errado, mas uma rápida pesquisa, muito fácil de fazer no facebook nota-se que o perfil de quem parte com estas ofensas são eleitores de bolsonaro, alias todo ódio disseminado nas redes sociais tem partido de quem tem simpatia ou vem fazendo campanha para o tal bolsonaro. Não duvido que tanto esse policial como quem ofendeu o padre também não seja.

  18. Roberto

    19 de março de 2018 10:16 pm

    Na última quinta-feira

    Na última quinta-feira 15-03-2018 por volta das 11 horas, seguindo pela marginal tietê, já no final da grade do sambódromo,  presencie uma guarnição da Rota agredindo um cidadão, vi quando o policial disparou com uma arma de choque contra o mesmo que já estava rendido, ação desnecessária, foi mais para ver o tombo. A cam do carro registou, porém sem os detalhes necessários para formalizar uma denúncia. 

     

     

  19. Ze Guimarães

    19 de março de 2018 10:58 pm

    As causas do ódio reaça

    Os reaças tem um ódio intenso, por que eles sempre se comparam com quem está melhor do que eles. O reaça médio, geralmente tem um monte de parentes de altíssima classe social ( e que subiram na vida porque tiveram mais oportunidade do que ele ), compara a situação do país com outros países em situação melho ( que também tiveram oportunidades que nosso país não teve, pois não sofreram uma lawfare ) , pois a família do reaça geralmente viajou ou viaja para o exterior com frequencia, e geralmente para países desenvolvidos.

    Isto é um erro ( de fazer a comparação ), mas o coxinha não sabe disto. Acaba ficando revoltado, sem motivo, pois tem uma situação econômica melhor que muita gente, e no fim, de tanto ouvir a mídia falando mal do PT do Lula, acha que este é o alvo para ele descarregar seu ódio.

    E se você imaginar que um cara cheio de ódio como esters geralmente é o concurseiro que vai passar no concurso e virar PM, virar PF, virar membro do judiciário, então saberá o porque temos empresas gigantescas sendo quebradas por procuradores, porque temos a polícia que mais mata no mundo.

    Uma das soluções seria termos uma melhor seleção nos concursos públicos,  teste psicológico, não deixar nenhum cara recalcado passar num concurso, pricipalmente em cargos de  poder. Prova de matemática e português não impedem um cara cheio de ódio, de ser aprovado.

     

  20. Vânia

    20 de março de 2018 2:36 am

    Agora há pouco no Bip

    Alfredinho recebe a solidariedade dos amigos. Ao lado do advogado Rodrigo Mondego, ele fala sobre o incidente de ontem no bar com um Policial Rodoviário Federal enquanto homenageava Marielle.

     

     

     

    1. Fernando J.

      20 de março de 2018 7:44 pm

      Tutorial

      Vânia, seria vc a alma caridosa que vai fazer um tutorial ensinando a gente a incorporar vídeo do Facebook? Pode cobrar em cerveja, eu pago. Muita. 

  21. Serjao

    20 de março de 2018 5:54 am

    Algum dia talvez entenda

    Por que essas pessoas carregam tanto rancor, têm medo da vida, não suportam a alegria, a camaradagem, a fraternidade, a leveza…?

    Resultado de imagem para olavo carvalho

     

    Resultado de imagem para moro

     

    Resultado de imagem para mainardi

    Resultado de imagem para bolsonaro

    São tantos!

    Meu palpite é: sexualidade mal resolvida!

     

  22. Serjao

    20 de março de 2018 5:56 am

    A alegria

    Dá-lhe Alfredinho.

    É nóis

    [video:https://youtu.be/6NLi68EJr4o%5D

  23. Almeida

    20 de março de 2018 10:30 am

    O problema das ditaduras é o guarda da esquina.

    O caso Bip-Bip dá razão a Pedro Aleixo:

  24. Juliano Santos

    20 de março de 2018 3:20 pm

    Jurisprudência Moro, a lei é

    Jurisprudência Moro, a lei é a minha convicção. Deus nos salve das convicções (armadas) dessas figuras, já que o STF não salva

  25. Cristiane N Vieira

    20 de março de 2018 4:13 pm

    É a primeira vez que replico

    É a primeira vez que replico comentário feito em outro artigo – “Quando o arbítrio chega em Copacabana”, de 19/03/2018 –  mas acho que no presente caso se justifica. Com acréscimo de duas tirinhas da Mafalda (de Quino, Argentina), porque só a sagacidade livre das crianças pra renovar as energias e as esperanças. 

     

     

     

     

    Comentário original

    “Mudando um pouco de assunto, mas nem tanto.

    País da piada pronta

    O golpe deu o poder a um presidente desinterino (ou disenterino) que só faz e diz cagadas (desculpem pelo uso de palavra tão pouco eufe-mística), e anuncia no Fórum Mundial da Água que vai criar o Marco Regulatório do Saneamento. Hahaha, e snif, snif, snif. Não dá pra saber se é pra rir ou chorar. Primeiro ato: renúncia. 

    Lembrei da música dos Paralamas do Sucesso, “Cagaço”, que diz:

    “Esconde os dentes, segura a pancada 

    Abaixa o queixo prá salvar o nariz 
    Atropelado, atabalhoado 
    Bateu de frente com o trem social 
    Seguiu adiante, deixando os pedaços 
    Como a poesia de Wally Salomão 
    Cuida dos filhos, da filha-miséria 
    Com que carinho, com que dedicação 
    Pensa na fome, eu penso na língua 
    Em libertar meu pensamento burguês 
    É magricelo, um homem-martelo 
    Contra o mosaico do nada-que-se-fez 
    E o tom é de desilusão 
    E eu vou rastejar no chão 

    Eu tenho cagaço 
    De descer ladeira abaixo 
    Tenho cagaço 
    De pensar demais”

     

     

    E no dicionário de português brasileiro, cagaço significa 

    “(ca.ga.ço) Bras.

    sm.

    1. Medo extremo; sentimento de pavor, terror

    2. Covardia

    [F.: cagar + -aço.]”  

     

    (Fonte:http://www.aulete.com.br/caga%C3%A7o)

     

    Ou seja, talvez o verdadeiro nome, sinônimo perfeito do presidente usurpador, e tradução do que vive o país nesse momento, seja o título da música. A síntese da polarização. Brasil, um país imerso em cagaço por todo lado. 

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=G0eQ377YAjQ%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=G0eQ377YAjQ

     

    LANTERNA DOS AFOGADOS – de e com Paralamas do Sucesso 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=YOQG8GMXONo%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=YOQG8GMXONo


     

    Sampa/SP, 20/03/2018 – 12:11 (alterado às13:11)

    (originalmente enviado em 19/03/2018 – 17:55 (alterado às 18:28) para o artigo supracitado). 

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