Suposto laranja de Temer usa atestados médicos para não depor na Polícia Federal que aguarda entrevista há 8 meses

Imagem a partir de fotos de Jefferson Coppola e Antonio Cruz/ABr
Jornal GGN – Em julho de 2017 o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra expôs uma valiosa informação ao ocupar uma fazenda em nome o coronel João Baptista Lima, em Duartina, interior de São Paulo. O ato foi divulgado pelos manifestantes para “denunciar as conspirações golpistas de Temer”, alegando que a propriedade era, na verdade, de Temer.
Obviamente o presidente nega todas as acusações, mas ao relembrar esse fato na sua coluna do jornal O Globo, Bernardo Mello Franco desenrola parte do novelo envolvendo o coronel em outras denúncias contra o emedebista. Em abril de 2016, Lima foi acusado por um empreiteiro de receber em nome de Temer propinas nas obras de Angra 3. Já em maio do ano passado, o coronel foi citado na delação da JBS, acusado de receber R$ 1 milhão para o presidente da República.
“Há oito meses, os investigadores tentam ouvir Lima em inquéritos que envolvem o presidente. Ele apresenta atestados de médicos particulares e não aparece para depor”. Leia o artigo na íntegra.
O novo depoimento de Ricardo Saud jogou mais luz sobre um personagem que o governo se esforça para manter nas sombras. Trata-se do coronel João Baptista Lima, homem de confiança de Michel Temer.
Ex-oficial da PM, Lima costuma ser citado como “amigo” do presidente. Puro eufemismo. Investigações da Polícia Federal indicam que ele atuava desde os anos 80 como faz-tudo do chefe. Arrecadava dinheiro, negociava com empresários e fazia pagamentos.
O coronel despontou no noticiário em abril de 2016, quando um empreiteiro o acusou de intermediar o repasse de propina nas obras de Angra 3. Temer ainda era vice-presidente, e a Lava Jato parecia mais interessada em outros alvos.
Em maio passado, Lima reapareceu na delação da JBS. Foi acusado de receber R$ 1 milhão por “indicação direta” do presidente. No seu escritório, a PF apreendeu recibos de despesas da família Temer. Em áudio entregue à polícia, Rodrigo Rocha Loures, o deputado da mala, informava: “O coronel não pode mais”.
Uma semana antes da delação-bomba, o MST ocupou uma fazenda em nome de Lima em Duartina (SP). O movimento justificou a ação como um protesto para “denunciar as conspirações golpistas de Temer”.
Discurso político à parte, os sem-terra levantaram uma lebre valiosa. No novo depoimento à PF, Saud afirmou que a propriedade é de Temer, que usaria o coronel como laranja. O Planalto nega todas as acusações.
Há oito meses, os investigadores tentam ouvir Lima em inquéritos que envolvem o presidente. Ele apresenta atestados de médicos particulares e não aparece para depor.
A blindagem do coronel também parece contar com o aval de autoridades nomeadas por Temer. O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, já ameaçou punir o delegado que citou Lima em perguntas enviadas ao presidente.
Agora sabe-se que a procuradora Raquel Dodge tem evitado opinar sobre medidas pedidas no mesmo inquérito. Ela recebeu o ofício antes do Natal. O carnaval acabou e a doutora ainda não enviou os papéis ao Supremo. O relator do caso é o ministro Luís Roberto Barroso, que já denunciou a existência de uma “Operação Abafa” para sepultar a Lava Jato.
PauloBR
25 de fevereiro de 2018 5:48 pmTemer, o literato
É de Temer o romance “Meu pé-de-meia com o “laranja” Lima”. Também dele a letra do saudoso samba: “Laranja” maduro, na beira da estrada, não se abandona, Zé: tem que manter isso, pois é!…
ze sergio
25 de fevereiro de 2018 7:01 pmCoronel….
Começarei a acreditar no Poder Judiciário Brasileiro quando o Coronel Baptista Lima e Paulo Preto forem obrigados a falar. Não entendo o porque dos capangas de pmdb e psbd não terem sido presos ainda. As provas flagrantes são escandalosas. Chegamos ao absurdo da Justiça bloquear 140 milhões de dólares no exterior, em conta de Paulo Preto, e o Testa-de Ferro do Tucanato continuar solto. E vem os hipócritas FHC e Temer falar em apoio à Justiça, na condenação de Lula?!! O que está faltando para este país pegar fogo?
aureliojunior50
26 de fevereiro de 2018 2:13 amSó no BraZil
Prender, escrachar, colocar abaixo de cú de cobra, um Almirante ( meio otário e sem noção de como ” a banda toca na semidemocracia ” ), é facil, brincadeira de criança, é só pegar um juiz “mediaboy”, somados a alguns rambinhos da PF, todos de HK + balaclava + fantasia de capitão Nascimento, para enquadrar – prender – escrachar – um perigoso meliante de 80 anos, claro que avisando antes a Globonews – ou a operação não rola. ( afinal jornal tem deadlines ).
Já encontrar, intimar, conduzir, um coronel da reserva de “puliça”, o DPF “treme”, os arautos da moralidade arregam, caem catando cavaco impedidos por um atestado médico – nem solicitam uma pericia , parece que a coragem falta a estes abnegados rambinhos.
Jus Ad Rem
26 de fevereiro de 2018 7:32 am#
O cara está há 8 meses apresentando atestado médico para não depor? Por que não fazem uso da condução coercitiva? O lula nem sequer foi intimado e mesmo assim foi conduzido coercitivamente.
QUE MERDA DE “JUSTIÇA” É ESSA?