4 de junho de 2026

Intervenção é atalho ‘extremamente perigoso’, por Marcos Augusto Gonçalves

Blogueiro chama decreto de Temer de ‘solução Bolsonaro’ e duvida de resultados duradouros para solucionar crise de segurança pública  
 
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(Foto Beto Barata ABr)
 
Jornal GGN – A crise de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro é fruto da falência do Estado somando a fraqueza do governo atual e persistentes erros de política de segurança aplicadas em décadas. Essa é a avaliação de Marcos Augusto Gonçalves, do Blog do MAG, na Folha de S.Paulo.
 
Por essas razões, ele chama o decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, assinado hoje pelo governo Temer, de ‘solução Bolsonaro’, o defensor de medidas autoritárias como solução às políticas públicas é hoje a principal representação da extrema direita no Brasil.
 
Para Augusto Gonçalves “a militarização do setor” de segurança pública em termos pontuais, pode até reduzir a explosão de violência no Rio, mas não conseguirá obter esses efeitos por muito tempo. Chamando atenção para outro problema que surge da solução autoritária: seus custos em termos de funcionamento das instituições e da democracia.
 
“Outros Estados vivem situação semelhante. Teremos uma ampliação da intervenção militar em plano nacional?”, reflete.
 
“O Exército não é uma força treinada para assumir esse tipo de tarefa. O uso de uma Guarda Nacional seria menos inapropriado, mas ainda assim problemático”, completou lembrando, em seguida, que a transferência do comando da segurança pública do Rio para as Forças Armadas foi definida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, como “um salto triplo sem rede” onde “não dá para errar”.
 
O colunista chamando a intervenção militar também de “atalho extremamente perigoso” ao expor as Forças Armadas a riscos e, dessa forma, promover o aumento da insatisfação do corpo de soldados. 
 
“Os problemas exigem reformulações estruturais e duradouras”, conclui. Leia o artigo na íntegra aqui. 
 
 

Redação

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  1. Pedro ABBM

    16 de fevereiro de 2018 8:55 pm

    É claro que não é solução definitiva

    É claro que não é solução definitiva. Já houve intervenção militar no RIo várias vezes antes, em eventos especiais; o máximo que aconteceu foi que a presença ostensiva de soldados nas ruas afugentou por algum tempo os bandidos, mas depois eles voltaram.

    Se querem uma solução, não digo definitiva, mas efetiva, seria necessário o exército invadir a favela, cercar, fazer pente fino. A maioria dos bandidos vai escapar, pois eles conhecem as rotas de fuga, mas a base material – as bocas de fumo, os estoques, os laboratórios, os arsenais – essa será destruída. Foi o que aconteceu na invasão do Complexo do Alemão em 2010, ponto de partida das UPP´s. Mas fazer isso com certeza vai deixar muito corpo no chão, e balas perdidas a rodo. Resta saber qual governo terá a coragem de assumir essa responsabilidade.

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