4 de junho de 2026

A estratégia mercadológica Huck=Macron, por Eden SP

Proposta é conformar imagem do apresentador da Globo ao modernismo do francês, não à toa brasileiro está em conversas com marqueteiro que o elegeu presidente 
 
foto_divulacao_programa_caldeirao.jpg
(Foto Divulgação Programa Caldeirão do Huck)
 
 
Por Eden SP 
 
A estratégia “mercadológica” inicial dos apoiadores e entusiastas é conformar a imagem do candidato Luciano Huck com o “modernismo” francês Emmanuel Macron. Não é à toa que estão em conversas íntimas com o marqueteiro do presidente francês, Guillaume Liegy, para “construir” uma imagem política estreitamente vinculante com “ares modernos” e, ao mesmo tempo, quem sabe, pavimentar o caminho do mídia-candidato no circuito Elizabeth-Arden europeu.
 
Isso de querer importar de países desenvolvidos estrategistas de campanhas eleitorais não tem nada de novo por estas bandas. Em 2002, durante as presidenciais da Bolívia, o ex-presidente Goni (Gonzalo Sanchez de Losada) contratou um certo James Carville, ex-assessor democrata da campanha dos Clintons, para assessorá-lo. Saiu vitorioso, mas o mandato não durou mais que dois anos. Na verdade foi uma lástima, e ele teve que sair fugido da Bolívia para os Estados Unidos.
 
Há um documentário chamado “Bolívia: História de uma Crise”, da norte-americana Rachel Boynton, que justamente acompanhou essa campanha eleitoral e a influência de experts norte-americanos na dinâmica política do país vizinho (http://criticos.com.br/?p=1029). 
 
A propósito, o documentário foi uma inspiração direta para o filme de George Clooney  “Profissionais da Crise”, onde Clooney, inclusive, assegurou os direitos do referido documentário. https://pt.wikipedia.org/wiki/Our_Brand_Is_Crisis  
 

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9 Comentários
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  1. Lucio Vieira

    12 de fevereiro de 2018 2:40 pm

    Hulk, segundo foi colocado em jornais disse que o seu medo é o

    da globo (ou o público) não o querem mais depois de uma possível carreira política. Só ai já mostra um pouco da sua mentalidade de coisa pública, de sua pobreza de espírito público. Que isto seja lembrado para alertar dos riscos do voto de exaltação/aversão “a político” – Exemplos recentes de decepções populares como Tiriricas e Dórias não faltam na história recente.

  2. jose antonio santos

    12 de fevereiro de 2018 3:26 pm

    bom post

    Acabei de ler a biografia de Macron no Wikipedia ( sei que por vezes há erros, mas é o que temos à mão).

    O CV  dele não é desprezivel. Diria mesmo que é bem melhor que o de qualquer conadidato que se está apresentado nesta eleição.

    Coitados do Doria, Alkimin, Bolsonaro e Huck. 

    Comparar o Huck ao Macron é o mesmo que querer comparar o Temer ao C de Gaulle.

    Como o FHC  entra nessa canoa furada, assim como outros, é que me espanta.

    Não é hora de FHC se aposentar de verdade e assim manter um pouco do respeito? 

    1. Eden SP

      12 de fevereiro de 2018 9:37 pm

      A tentativa do novo em Fernando Henrique

      Caro José Antônio,

      Muito obrigado pelo comentário.

      Concordo com você. Em minha percepção, depois do massacre do Aécio em série de denúncias, e do natural desgaste dos cardeais tradicionais do tucanato, acredito que o Fernando Henrique busca desesperadamente nomes para rejuvenescer o partido.

      O problema é conseguir achar nomes fortes até mesmo dentro da própria “geração coca-cola” tucana, na medida em que muitos desses de 30-40 anos, desiludidos com o partido, buscaram ou rumaram para outros caminhos, como esse neopartido Partido Novo e o recém criado movimento “Agora!” (a propósito desse movimento, também ingressaram alguns jovens que também fizeram parte o governo da Dilma). O entusiasmo e o encorajamento de Fernando Henrique talvez seja rflexo disso: o desespero ou o afã em procurar gente nova, de um naipe que, ao menos, tenha o feitio da entourage Higienópolis-Jardins-Itaim-Faria Lima. Não importa, se um mídia, neobanqueiro, jovem executivo, esportista, cozinheiro gourmet, empreendedor de start-up, ou neoharvardiano.

      Um abraço,

  3. rdmaestri

    12 de fevereiro de 2018 4:07 pm

    Procurar ligar Huck a Macron é gozação.

    Macron é um político de centro-direita francês que teve uma formação primorosa com o objetivo que ele agora cumpre, destruir os partidos tradicionais franceses.

    Tem uma trajetória impecável e um nível de instrução que para o Huck chegar perto teria que se internar nas escolas francesas por mais meio século, e lá por volta de 2070 teria alguma semelhança.

    1. Eden SP

      12 de fevereiro de 2018 8:26 pm

      Forma vs. Conteúdo

      Da dialética forma vs. conteúdo, nos dias de hoje, valoriza-se muito mais a FORMA, secundarizando o conteúdo. 

      Sim, Emmanuel Macron tem demonstrado estofo, preparo e envergadura como credenciais a postular a chefia de um Estado. Apesar de novo, não é nenhum ingênuo no salão em que estão presentes naipes como Merkel, May, Trump, Xi, Putin, Modi, Abe, Erdogan, ou Mohammed bin Salman da Arábia. Sabe que, a qualquer piscar de olho, perderá a vez.

      Por aqui, vemos um Huck, pessoa jovem e com relativo sucesso seus negócios pessoais, que se tem mostrado hesitante com tipos de dilemas típicos de manejo de poder que um estadista se defronta diuturnamente.

      Mas, afinal, que isso importa para os apoiadores, se não a valorização da FORMA, “deixando quieto” os gaps e as deficiências de Conteúdo? Afinal, o intento não é “eleger um novo”, “um empreendedor dos nossos”, para “rejuvelecer a política no Brasil”? Ou, no limite, para preservar tão somente os seus interesses? Então por que não vincular a imagem a um novidade que tem marcado destacada presença atualmente? Desse modo,  importa-se a forma.

  4. Frederico Firmo

    12 de fevereiro de 2018 4:16 pm

    A criação de FHC e a criatura

    O pedantismo do PSDB e de FHC, e o trabalho construtivo da mídia.  Comparar Huck a Macron é completamente absurdo. Huck é comparável com Trump, como foi a tentativa Dória. A ausência de respaldo da população às políticas do PSDB,  e a falta de nomes  políticos respeitáveis nestas legendas, só pode levar a caça de um testa de ferro.

    Macron- ( segundo a wikipedia)- formado em filosofia e  administração publica, politico , funcionario publico e posteriormente banqueiro, sempre esteve ligado à política francesa. concluiu um mestrado em políticas públicas no Instituto de Estudos Políticos de Paris, e depois se formou na Escola Nacional de Administração em 2004. Participou de vários governos franceses.

    Huck — Luciano Huck é filho do jurista Hermes Marcelo Huck e da urbanista Marta Dora Grostein, Huck formou-se em na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).profissão que jamais exerceu. Se dedicou a publicidade  com passagens rápidas no jornalismo e se estabeleceu na televisão. Produção de cinema através do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias Não tem nenhuma experiência política e ou como administrador público . É empresário com show na televisão.

    Donald Trump–Donald John Trump (Nova York, 14 de junho de 1946) é um empresário, personalidade televisiva

    Em outras palavras o curriculum de Huck é mais parecido com Macron ou com Trump.?

     

    De fato FHC,  prefere dar um toque francês a si mesmo. De fato Alckmin usou  Dória ( este é bem mais parecido com Trump). Mas precisavam dar um toque “populista ao candidato”. Afinal Dória  ficou cada vez mais parecido com Trump, não se deu bem com o povo. Mas agora FHC, com o rancor que lhe é peculiar, não perdoa Alckmin, por ter lançado Dória ao invés de Andrea Matarazzo.  Assim ataca de Huck, não importa que isto lance o país num salto sem paraquedas.  Uma aventura pois Huck se eleito seria deglutido vivo pelos políticos de sempre. Os mesmos que o querem lançar como uma espécie de testa de ferro. Sem nomes nem proposta política, FHC continua em seu percurso narcísico.  Mas o que menos sabemos é sobre a criatura. Afinal conhecemos apenas o personagem que comanda o programa de sábado.

    FHC, um anti-popuista e pseudo- Francês, quer Huck, nem pela novidade, nem pela experiência, mas sim pelo assistencialismo. Mas nem todos os marketeiros vão fazer de Huck um Macron, e nem mesmo um Macri. Interessante que nesta discussão de marketeiros, não se toca  na palavra que moveu o golpe, o dinheiro de campanha.

    A “coerência política ou ética”  de FHC me espanta

     

  5. Eduardo Outro

    12 de fevereiro de 2018 5:01 pm

    Não que o “Micron” seja moeda

    Não que o “Micron” seja moeda de valor mas quantos Hucks valem 1 “Micron” ?

  6. AMORAIZA

    13 de fevereiro de 2018 12:55 am

    Huck o popular

    sabe do que o brasileiro mais gosta:

    1- de beber

    2- de futebol

    3- de bunda

    4- de novela

    e da globa.

    A rede de tv que o patrocina já mandou o povo dizer o que quer, colocando-o, ele mesmo, o povo, para alimentar uma campanha cujo candidato seja da simpatia da emissora.

    O povo manda os videos da cidade, a mensagem, a aspiração e um beijinho pra globo.

    A emissora pega o material, analisa, reune-se com os coordenadores de campanha, elabora um discurso homogêneo que contemple as aspirações do povo e vai a campo, em locais devidamente escolhidos, limpos, seguros e simpáticos ao candidato, com ampla cobertura e inserções pontuais na programação. Olha que barbada!

    O luciano sempre teve o sonho de ser presidento, já  foi fazendeiro de bundas, é popular,  um patrocinador de cervejinhas é fácil de ser cooptado, as novelas são garantidas e o futebol também, logo…

    Não precisa nem chamar francês pra eleger o rino avantajado candidato.

    Ele, assim como o dório, se quiser ser candidato, já está eleito.

     

  7. rdmaestri

    14 de fevereiro de 2018 2:55 pm

    Huck é um improviso extremamente perigoso.

    Como a direita ficou sem candidato, começaram a improvisar, e Huck é mais uma das suas improvisações.

    Há muito tempo, quase dois anos escrevi que os golpistas eram amadores, e talvez os agentes da CIA que mandaram para cá não fazem parte daquele grupo de agentes que existia no século passado que tinham alguma formação política e estratégica, são mais operadores de Internet que ficam ligados nas novas estratégias de dominação mediática e acham que o Huck é uma solução (assim como acharam que o Temer seguraria a peteca até as eleições).

    Na verdade estamos a frente de conspiradores amadores, que desconhecem o Brasil, tanto os de dentro como os de fora.

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