5 de junho de 2026

Boulos diz que avança debate sobre candidatura

“Neste momento, toda esquerda e o campo progressivo têm que estar unidos contra a reforma da Previdência”, responde sobre concorrer contra Lula 
 
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(Foto Mídia Ninja)
 
Jornal GGN – Cotado como pré-candidato, o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos admite que as discussões sobre a questão avançaram nos debates “junto ao PSOL para que se possa consolidar uma candidatura”. A fala foi retirada de uma entrevista para a Folha de S.Paulo, divulgada nesta quarta-feira (07). 
 
Ao jornal, Boulos também destacou que não irá tomar a definição sozinho: “O MTST tem instâncias e uma decisão importante como essa precisa passar por esses passos”, completando, em seguida que no momento está em curso “uma rodada de discussões na base” do movimento em todo o território nacional para chegarem a uma definição juntos. Boulos, assim como o PSOL, deram março como data limite para anunciar se o líder irá ou não concorrer ao pleito em 2018. 
 
A Folha analisa a candidatura de Boulos como mais um elemento que torna as eleições 2018 única, se referindo a uma fragmentação inédita da esquerda, considerando outras candidaturas previstas do PT, PC do B e PDT. O coordenador do MTST, porém, analisa de forma diferente:
 
“Neste momento, toda esquerda e o campo progressivo têm que estar unidos contra a reforma da Previdência, contra o golpe e contra a perseguição ao Lula. Mas também há diversidade. E a diversidade da esquerda, de opiniões e propostas, não pode ser anulada.”
 
Quando questionado sobre seu apoio ao ex-presidente Lula, como também candidato nessas eleições, Boulos destacou que o MTST e a Frente Povo Sem Medo, estão entre os grupos da “linha de frente pelo direito de Lula ser candidato”. 
 
Ele também foi perguntado sobre o que disse, no ano passado, de que dificilmente concorreria contra Lula: “Tenho maior respeito pela trajetória de Lula e a clareza de que sua condenação é injusta e sem prova. Minha defesa é do direito de ele ser candidato”, completando que prefere não fazer especulações do processo eleitoral futuro.
 
Sobre fechar um apoio formal à candidatura de Lula, Guilherme Boulos destacou que em princípio, o tema não foi colocado, mas criticou a existência do que chamou de “postura infantil”, fazendo referência a dois grupos dentro do próprio campo progressista: uns que recusam qualquer tipo de crítica, e outros que, por erros cometidos pelo PT no governo, rechaçam qualquer tipo de aproximação:
 
“É preciso ter maturidade. É plenamente conciliável uma postura política de unidade nos temas que são fundamentais, e inclusive de lealdade, e de colocar com firmeza aquilo que nos diferencia.” 
 
Apesar de a candidatura de Boulos ser discutida desde setembro do ano passado dentro do PSOL, o Datafolha nunca realizou pesquisas de intenção de voto incluindo o coordenador do MTST. 
 

Redação

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7 Comentários
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  1. gueras

    7 de fevereiro de 2018 4:03 pm

    Esquerda burra

    vai entrar fracionada na eleição sem projeto unificado, vai tomar uma paulada sem dó.

    Os lulistas vão anular o voto no protesto de adolescente…

    O mercado só da risada.

  2. Wilton Santos

    7 de fevereiro de 2018 4:21 pm

    O Guilherme Boulos vai ingressar no PSOL, um partido viceralment

    O Guilherme Boulos vai ingressar no PSOL, um partido viceralmente anti-petista, para depois se o Lula ou alguém do PT for eleito pedir verbas públicas para projetos habitacionais do MTST. Isso é puro oportunismo. Quem vai viabilizar as políticas públicas que beneficiarão os sem tetos é o Lula e o PT.

    Esperava muito mais do Guilherme Boulos. O PSOL não tem perspectiva de poder e muito menos de viabiizar políticas públicas que beneficiem os mais pobres. O PSOL é um partido focado em sua cruzada moralista contra a corrupção, que só persegue o PT. É um partido que não tem um programa político viável.

    O dirigente do MTST está querendo agradar os intelectuais cariocas e os artistas da globo, fãs do Bretas.

     

  3. Gilson AS

    7 de fevereiro de 2018 4:36 pm

    Pqp , dividir as esquerda
    Pqp , dividir as esquerda neste momento.

    Boulos é o Luciano Huck dos pobres.

    É brincadeira !

    Esses babacas não percebem que se o PT cair, caem todos. Ou acham que vão sobreviver num país governado pela
    direita.

    Boulos, Stedeli , vão tudo em cana, por questões de segurança nacional.

    Com um governo de direita, não fica nenhum desses movimentos de pé.

    São uns babacas.

    1. jossimar

      7 de fevereiro de 2018 8:52 pm

      Concordo com você.
      O momento

      Concordo com você.

      O momento é de união de todos que se digam esquerda em defesa do Lula. Não existe esquerda sem o Lula.

      É necessário exigir que Lula seja candidato. Se teimarem em não deixar estes juízes de merda devem ser atacados pela população em qualquer lugar que estiverem. Chega de ser bonzinho e respeitar quem não respeita a lei, o próprio judiciário que se converteu nu antro de bandidos a reboque do psdb.

      Se derrubarem o Lula será O CHEQUE MATE.. Depois do Lula todos os outros serão presos, inclusive você Boulos. Deixa de ser otário.

      Se Lula for preso não sobrará ninguém. Já estão movendo procesos contra quase todos da esquerda que tem alguma relevância. Serão todos presos.

  4. Serjao

    7 de fevereiro de 2018 4:51 pm

    A Mosca Azul
    Boulos e Psol, os sem-teto, os descamisados, de mãos dadas com a esquerda de butique.
    Boulos será mais uma das inúmeras decepções do Golpe que escancarou o Brasil?

  5. Avelino de Oliveira

    7 de fevereiro de 2018 6:02 pm

    Caro Nassif
    Gosto do Boulos,

    Caro Nassif

    Gosto do Boulos, acho precipitado essa candidatura, em situação diferente teria meu apoio, mas agora não, Ele que pare de frescura, que pare de dividir, num momento de somar, apoie o Lula, e o Lula entre seus muitos ministeriaveis, teria nele, um ministro da Habitação.

    Saudações

     

  6. observador1

    7 de fevereiro de 2018 11:15 pm

    A “esquerda neoliberal” que assassina Lula…
    Nassif, “peão morto, peão posto”. Em três comentários (“Iasi; o PT chutará o pau da barraca?”, “Boulos diz que avança debate sobre candidatura”, “Quanto à condenação do Lula e do combate à corrupção”) uma suposta esquerda proclama o obituário de Lula e conclama seus seguidores a apoiá-la, com um oportunismo e descaramento capaz de deixar Serra e Alckmin invejosos porém felizes, pois, à frente dessa “esquerda”, teremos ou Ciro Gomes ou Guilherme Boulos. Ou ambos, claro. Sobre Ciro, basta dizer que apoiou o impeachment de Dilma, mas sobre Boulos é necessário destacar sua precocidade, pois aos 35 anos de idade parece ter militado o dobro desse tempo, se seguirmos seus feitos curriculares – só superados pelo ex-presidente da UNE que se refugiou no país que viabilizou a ditadura de 64 e no Chile, retornando como uma espécie de ex-combatente de guerra, uma espécie de “Serra Maestra” que se tornou secretário de Montoro aos 41 anos e deputado federal aos 46, sempre inacessível às autoridades responsáveis pela apuração de fortunas astronômicas amealhadas por políticos corruptos. Boulos, filho de professores da USP e com casa própria desde que nasceu, é o lider dos sem teto urbanos e principal esperança desse PSOL formado por políticos paulistas inconformados com o fato de não terem sido chamados para dirigir o País quando da ascensão de Lula. Ou seja, depois de haver queimado algumas centenas de pneus para bloquear o tráfego urbano e rodoviário durante as “ocupações” de terrenos vagos e alguns protestos, Boulos já tem até slogan (“Povo Sem Medo, com Guilherme Boulos Presidente”), mas por enquanto se contêm nas críticas ao “cadáver” de Lula, pois se este sobreviver à morte ora anunciada, corre-se o risco de sua “esquerda socialista” se revelar apenas uma facção da direita neoliberal tucana responsável pela ditadura judicial que asfixia a Nação.

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